INSÔÔNIA.com
Não beijou a garota dos sonhos, mas beijou a diretora do colégio #aconteceucomigo
mar
30
2017

aconteceu-comigo1

Quero relatar uma história que aconteceu comigo quando tinha 15 anos. Podem me chamar de “Juliano”. Hoje sou professor no turno da manhã na escola a qual aconteceu a situação. Entre os alunos me tornei uma lenda. Estou escrevendo a pedido dos amigos dessa história que são fãs do site (e de alguns alunos também).

Aquela coisa de guri lá nos anos 80, toda aquela função de perder o bv. Tinha um grupo de amigos da época, somos amigos até hj, e eu era apaixonado por uma garota chamada “Lucimara”. Olhos verdes, cabelo castanho, rostinho de anjo e toda aquela minha paixonite cheias de espinhas.

A Lucimara era do nosso grupo de amigos e resolvemos um dia, na casa do meu melhor amigo, “Pedro”, brincar de verdade ou consequência e ouvir Culture Club e Ultraje a Rigor num potente toca fitas com vinil da sony . Quando chegou a minha vez, caiu na verdade e perguntaram se eu beijaria alguém daquela roda… éramos em sete, quatro gurias e três guris. Eu estufei o peito e falei “Lu-ci-ma-ra”. Todo mundo fez “oooh”. Deu aquele climão e a Lucimara rosou as bochechas.

A turminha colocando pilha e tal… e na vez da Lucimara caiu consequência… já sabiam o que poderia ser né??? ( ͡° ͜ ʖ ͡° )

Só que bem na hora os pais do Pedro chegaram em casa e a parada do primeiro beijo não pode acontecer. Na aula, no dia seguinte, foi o maior bafafá… “O juliano gosta da Lucimara”… Eu todo envergonhado, ela mais ainda… todo mundo louco pra perder a porra do BV. Só que naquela época não tinha msn, Orkut, facebook, whatsapp, snapchat, tinder e nem a porra de um sms torpedão do Nokia 1220 pra ajudar na paquera.

Tive que esperar até a próxima vez que iria ver a minha tão amada Lucimara na casa do Pedro e rezar para que a gente fosse jogar verdade ou consequência e rezar para que eu, ou a Lucimara, pegássemos a consequência juntos…

Na nossa concepção beijo era só o famoso selinho. Todo mundo era BV, não sabia beijar. Dai os amigos se acertaram com as amigas no recreio para que eu e a Lucimara ficássemos de qualquer jeito. Foi numa janta de sábado na minha casa que estava eu, o Pedro e outro amigo, o “Lucas”, que era primo da Lucimara, que chegamos a uma conclusão.

A coisa era a moda antiga mesmo, nos acertamos ali, e o Pedro usou o telefone da minha casa (daqueles de rodinha ainda) pra ligar para a casa da Lucimara, pois as gurias também estavam jantando lá, para marcar um encontro. O número da casa da Lucimara foi o primo dela quem conseguiu pra gente.

Na escola, naquele tempo, tinha uma salinha toda escura onde ficavam uns livros velhos empilhados. Hoje, na escola aquela salinha virou a salinha da diretora, pois passou por reformas. Cada vez que entro lá, a cena me vem com tudo na cabeça. Muita nostalgia e saudade daquele tempo.

Os livros ficavam tapados com tnt, a janela estava encoberta por uma cortina. Um cheiro de poeira misturado com desinfetante de lavanda pairava naquela sala. Marcamos para terça-feira, antes da hora cívica no pátio da escola, naquela sala escura. Era para ser um segredo, mas na segunda-feira toda a escola já estava sabendo que eu iria beijar a Lucimara.

O tempo parou até chegar a terça-feira, os guris só me explicando (teorizando né) sobre como se beija alguém, como mexer os lábios, onde botar a mão e tal… Todo mundo queria estar no meu lugar. A Lucimara era tímida, daí eu e ela teríamos que estar com os olhos vendados.

Só que na terça-feira, a diretora se ligou na movimentação na salinha e foi ver o que estava acontecendo. A diretora naquela época dava um bom caldinho – Deus me perdoe, porque ela já faleceu – mas era verdade. Cada um do nosso grupo se escondeu num canto da salinha. Curiosos de outras turmas queriam participar para espalhar a fofoca depois, mas só ficaram os amigos. O Pedro me vendou e disse que quando a porta abrisse era a Lucimara, daí era só eu ir em direção à porta e beijá-la quando ela se fechasse.

Porra do caralho que eu entendi tudo errado. E praga dos infernos quando a diretora entrou na sala primeiro e fechou a porta, só que ela não perguntou quem estava lá. O pessoal escondido atrás do armário começou a cochichar e eu achei que era a Lucimara. Daí sai caminhando, tateando as coisas até chegar na porta, a diretora viu que tinha alguém na sala e veio caminhando também… acho até hoje que ela estava cheia de graça porque sabia da fofoca que tinham dois alunos querendo ficar na escola. O pessoal cochichava, mas era para que eu tirasse a venda e eu achei que era para beijar.

Eu tropecei num armarinho e cai pra frente. Meu primeiro instinto foi dar um bote e tasquei um beijo na diretora, agarrei firme e foi boca com boca e mão na bunda. Ela me empurrou, eu tirei a venda e vi a cagada feita. Quando olhei na porta a Lucimara estava recém entrando com a colega dela e as duas mortas de rir com a cena.

Todo mundo caiu na risada. O pessoal foi pra hora cívica, ninguém ficou em silêncio todo mundo rindo e eu na diretoria com uma faxineira me cuidando e balançando a cabeça em sinal de negação, louca de vontade de rir. A diretora morta de vergonha, até os professores riam também e diziam que a diretora estava precisando de um beijo pra ver se adoçava e aliviava a barra.

Ela entrou na sala muito envergonhada, sem saber o que fazer. Ligou para os meus pais para explicar a situação de um possível mal entendido e pediu para que eles comparecessem na escola com urgência, mas depois daquilo ficou toda boba comigo. Todas as professoras ficaram bobas comigo. Virei o beijoqueiro da escola. Não tinha como não rir da situação e a diretora até mudou o comportamento com os alunos. Meus riram muito e tiveram aquela “conversinha” comigo sobre namoro, respeito, e… enfim…

Fui ficar com a Lucimara no tradicional baile de final de ano. Beijamos muito atrás de uma cortina na janela do lado da escada. Fiquei tão beijoqueiro que hoje já estou com mais de trinta anos e continuo solteiro e já tive uma coleção imensa de namoradas, e todas sempre disseram que eu beijo bem ( ͡° ͜ ʖ ͡° )

…graças à diretora.

anônimo

 

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quem nunca quis passar a mão na bunda da diretora né
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