INSÔÔNIA.com
Aconteceu Comigo #38
abr
22
2013

Olá Gi. Me interessei pela fatídica coluna aconteceu comigo e acho que já está na hora de compartilha isso com o mundo.

Bom… tudo ocorreu a uns 7 anos atrás. Sempre fui adepto do “REVI METHOL” e desde moleque (e até hoje) tenho cabelo grande e tudo mais (O “Jesus” da faculdade). Eu tinha 17 anos no ocorrido e lembro que no dia tinha marcado com uns amigos de ir em outro bairro aqui do RJ pra ver um “show ratão” (Bandas ruins, som ruim, lugar ruim mas a pinga era barata). Tudo certo, nos encontramos, pegamos nossa mercedes de 46 lugares e nos dirigimos ao local. No dia eu não tinha almoçado direito então estava com a minha barriga urrando feito vocalista de banda de Death Metal de tanta fome. Resolvi parar um pouco antes e degustei um belo cachorro-quente de rua com todos os coliformes fecais que tinha direito e pra finalizar um Açaí com calda de chocolate.

Tudo muito bem, andando pela rua, zuando com os amigos e chegando ao local. Como disse antes, bem precário mas com a molecada marcando presença. Então começamos o Inferno de Dante da bebedeira, pinga, vinho barato, cerveja, pinga, algo que supostamente era martini, mais pinga, algo azul que não faço ideia do que era e por ai vai. Show rolando, eu doidão e a pinga começou a sua guerra civil contra o lanche anteriormente ingerido. Ok… eu, como era bem porra louca naquela época cagaria na rua em algum canto sem problema algum MAS nessa altura do campeonato eu já tava agarrando com uma mina por lá (elas adoram cabelo grande).

Meu organismo lutava por liberdade até a hora que ela diz “vamos lá pra casa ?” PORRA, moleque, 17 anos e cheio de amor na bolsa escrotal para dar, CLARO QUE EU FUI. Mas quando a esmola é demais Odin desconfia. Chegando na casa da mina encontro o irmão mais novo dela jogando video game na sala, o pai assistindo e a mãe fazendo janta. Pensei “que porra é essa ? vai rolar suruba com geral ?” Não, não rolou (felizmente, a familia dela era muito estranha) e com isso o meu tesão adolescente foi embora dando lugar novamente a minha guerra civil estomacal.

Comecei a suar frio, a visão ficando escura e os sons se afastando. E pra completar, a mãe dela me obrigou a jantar. Adivinha o que ? Estrogonofe. A carne de frango junto com creme de leite foram o equivalente a um fornecimento de armas na minha guerra estomacal. O desespero começou a tomar conta do meu ser, escorrendo junto com o meu suor enquanto uma música ecoava na minha cabeça (I’m on the Highway to Hell, On the highway to hell). Com todo pesar fiz algo que nunca gostei de fazer, pedi pra usar o banheiro da casa de um estranho.

Me indicaram o local e entrei feio um raio, tirando as calças e praticamente me jogando no vaso. Caguei com tanta força que cheguei a dar aqueles pulos de susto (sim a parada estava muito ruim). Depois da tempestade fecal, abaixei a cabeça pra me recuperar de tamanho gasto de Ki, respirei fundo e quando olhei pra frente… espera… aquilo é um vaso ? “PUTA QUE PARIU, CAGUEI NO BIDÊ”, logo pensei. Mas não… não era um bidê, era sim um vaso… novo… que não tinha sido instalado na rede hidráulica ainda. Olhei pra trás e vi que meu rio Aqueronte de fezes já corria por todo piso do banheiro. E agora ? o que fazer ?

Levantei (limpei o rabo, claro), tomei uma visão mais critica da situação e comecei a pensar nas possibilidades. E é claro, quando você faz merda (literalmente nesse caso) só pensa em merda. Tirei fora o saco plástico da lixeira (Era daquelas furadas, não tinha como usar de balde, antes que perguntem), enchi de água e joguei na esperança do rio de fezes ir em direção ao ralo. Ledo engano, só piorei a situação. Era merda, água e lágrimas de desespero por toda parte. Sem mais alternativas… comecei a chorar (logo explico o por que). Eles ouviram e vieram em meu socorro, abri a porta mostrei o cenário de destruição que minha guerra civil estomacal gerou. Olharam aquilo espantados e me perguntaram se eu estava bem (afinal, tava chorando). Disse que tinha úlcera, que as vezes isso acontecia e era muito vergonhoso pra mim (Ah… jura ?). Se ofereceram pra me levar em casa mas recusei e sai de lá o mais rápido possível.

O pior de tudo foi ouvir a frase “calma, isso acontece”. Acontece ? Cara… um metaleiro maluco que tua filha trouxe cagou teu banheiro todo e isso acontece ? Bom, agora a explicação do choro. Chorando e falando que era doença eles pelo menos ficaram com pena e tentaram me ajudar. Mas aposto que até hoje eles devem contar as gargalhadas o dia que a filha deles trouxe o cara que cagou literalmente todo o banheiro deles.

(Bom… é isso ai. Se for publicar inventa um nomezinho pra mim. Hoje em dia sou professor de história, não pegaria bem pra minha imagem rsrs)

Abraços.


aconteceu_comigo

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