INSÔÔNIA.com
jun
23
2021
Curiosidades / Por: Gislaine Lima ás 1:44

Kabwe é uma cidade da Zâmbia que fica no continente Africano. É o segundo maior município do país e possui uma população aproximada de 250 mil habitantes.

É considerada a cidade mais tóxica do mundo, segundo uma pesquisa do Blacksmith Institute – uma instituição que monitora a poluição nos países em desenvolvimento.

Em Kabwe se encontra a maior mina de chumbo da África que foi desativada em 1994. No entanto, a mineração e fundição não regulamentada do chumbo, por quase um século, contaminou todo o solo da cidade e o lençol freático com partículas de metais pesados.

KABWE

Por conta disso, milhões de crianças são afetadas todo ano. A contaminação acontece através da inalação da poeira contaminada e também pela água, causando danos ao cérebro, a órgãos vitais e até mesmo a morte.

Um estudo realizado por uma ONG, em 2015, analisou o sangue de 246 crianças e mostrou que a situação é bastante preocupante. O limite de chumbo do nosso organismo é de 5 microgramas por decilitro de sangue, na maior parte dos casos, foram registados níveis superiores a 45 microgramas por decilitro.

Desde então, dezenas de OGNs se uniram em ações para diminuir a contaminação da cidade. Um financiamento solidário da Terre des Hommes, Alemanha e outras doações, estão sendo utilizados para limpeza das casas e para recuperaração do lençol freático.

O diretor do Blacksmith Institute, afirma que 20% das mortes ocorridas na cidade é devido a poluição de chumbo e os danos atingem diretamente as crianças. O chumbo é responsável por causar Transtornos do Déficit de Atenção (TDA), paralisia, mortes, deficiência auditiva e desenvolvimento mental; além de que em mulheres grávidas o metal pode atravessar a placenta e colocar em risco a vida do feto.

Infelizmente, a intoxicação por chumbo não diminui com o tempo, os financiamentos solidários são para evitar a contaminação de crianças futuras, as pessoas já contaminadas vão lidar com isso para o resto de suas vidas.

Este é o legado de uma época de “desenvolvimento” e de “riqueza”.

Da série o capitalismo falhou
Da série o capitalismo falhou
jun
22
2021
Curiosidades / Por: Gislaine Lima ás 17:39

10 Pessoas que detém o recorde mundial com suas coleções um tanto estranhas. Confira:

1 – Coleção de Bonecas

Jian Yang coleciona bonecas desde 1984, quando ainda tinha 5 anos de idade. Hoje ele mora em Cingapura e sua coleção possui 9 mil bonecas. coleções

coleções de bonecas
coleções

2- Coleção de sinalizadores de Hotel “Não Perturbe”

Jean-François, da Suíça, coleciona sinalizadores de hotel desde 1985. Ele possui mais de 11 mil diferentes sinais de ‘não perturbe’ de hotéis de 189 países em todo o mundo.

coleções sinalizadores de hotel
coleções

3- Coleção de Miniaturas de Cadeiras

Barbara Hartsfield coleciona cadeiras em miniatura há muitos anos. Em 2008 ela conquistou o recorde e abriu um museu na Geórgia para expor toda a sua coleção. São mais de 3 mil miniaturas de cadeiras.

coleções
coleções de cadeiras

4 – Coleção de Latas de Coca-cola

A maior coleção de latas de Coca Cola pertence ao italiano Davide Andreani. Ele possui 10.558 latinhas de uma única marca provenientes de 87 diferentes países.

coleções de lata
coleções de lata de coca cola

5- Coleção de Gnomos

Já pensou ter 1.700 gnomos no quintal da sua casa? Se ainda não pensou, essa é a realidade do aposentado Ron Broomfield, de 77 anos, que já coleciona gnomos há mais de 50 anos.

coleções de gnomos
coleções

6. Coleção de coçadores de costas

Manfred S. Rothstein é um dermatologista da Carolina do Norte e sua coleção é um tanto inusitada: 675 coçadores de costas de 71 países.

coleções de coçadores de costas

coleções

7- Coleção de Cotão do umbigo

Cada louco com a sua mania! O australiano Graham Barker coleciona desde 1984, a “sujeira” do seu próprio umbigo. Sua coleção já passa de 22 gramas.


8- Coleção de Aspiradores de pó

O jovem Jack Copp de 24 anos coleciona aspiradores de pó, desde os seus cinco anos de idade. Ele começou sua coleção após terminar uma tratamento psicológico para superar sua fobia com as máquinas. Copp possui 120 aspiradores de pó.

Na foto, o jovem segura seu aspirador de pó mais antigo, um Hoover de 1923, Modelo 541. 


9 – Coleção de Sutiãs

O chinês Chen Qingzu, de 56 anos, é o maior colecionador de sutiãs do mundo. Ele possui mais de 5 mil sutiãs e coleciona há 20 anos


10- Coleção de sacos de vômito

O holandês, Niek Vermeulen, tem 6.290 sacos de vômito de 1.191 companhias aéreas diferentes e quase 200 países.

eu sigo colecionando boletos
eu sigo colecionando boletos
jun
11
2021
Curiosidades / Por: Gislaine Lima ás 2:05

O primeiro mapeamento dos oceanos foi realizado em 1920 pela geóloga e cartógrafa oceanografica, Marie Tharp. Ela mapeou os 4 oceanos que conhecemos: Atlântico, Índico, Pacífico e Ártico.

Cem anos depois, a National Geographic Society fez um novo mapeamento e reconheceu que o nosso planeta possui 5 oceanos. E então, numa conferência internacional que aconteceu no Dia Mundial dos Oceanos (8), esta semana, o Oceano Antártico, um corpo de água que circunda a Antártica, foi reconhecido como o quinto oceano da Terra.

Há muitos anos os cientistas sabem da existência dessa região distinta de água ao redor do Polo Sul, na Antártica. Mas, até o momento não havia acordo dentro da comunidade científica sobre os limites desse corpo de água.

Entretanto, agora já sabem e segundo a National Geographic, o Oceano Antártico já é reconhecido como o quinto oceano do planeta.

Oceano Antártico

Os membros da Administração Oceânica Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) já reconhecem essa faixa de água como o quinto oceano desde 1999.

“Quem conhece o Oceano Antártico, o corpo de água que circunda a Antártica, sabe que ele é diferente de qualquer outro. Qualquer pessoa que já esteve lá terá dificuldade em explicar o que há de tão hipnotizante sobre isso, mas todos concordarão que as geleiras são mais azuis, o ar mais frio, as montanhas mais intimidantes e as paisagens mais cativantes” – diz Seth Sykora-Bodie, cientista marinho da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) e Explorador da National Geographic. 5 oceanos

5 oceanos

O oceano antártico é diferente dos outros oceanos. Enquanto os outros são definidos pelos continentes que os cercam, o Oceano Antártico é definido por uma corrente. 

Os cientistas estimam que essa corrente foi estabelecida há cerca de 34 milhões de anos, quando a Antártica se separou da América do Sul. Isso permitiu o fluxo desimpedido de água ao redor da parte inferior da Terra. 

A corrente flui de oeste para leste ao redor da Antártida, em uma ampla faixa flutuante aproximadamente centrada em torno de uma latitude de 60 graus ao sul – agora, a linha é definida como o limite norte do Oceano Antártico. 

Dentro desta faixa, as águas são mais frias e um pouco menos salgadas do que as águas oceânicas ao norte. Além disso, a corrente puxa as águas dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, ajudando a impulsionar um sistema de circulação global conhecido como correia transportadora, que transporta calor ao redor do planeta. 

A água fria e densa afunda no interior do oceano Antártico, e por fim, ajuda a armazenar carbono nas profundezas do oceano. De ambas as formas, o Oceano Antártico tem um impacto crucial no clima da Terra.

Vai cair no ENEM
Vai cair no ENEM
jun
09
2021
Curiosidades / Por: Gislaine Lima ás 23:57

Você também curte descobertas científicas?

O ano de 2020 foi bastante turbulento para o mundo. Milhares de vidas foram perdidas para o coronavírus, incêndios florestais instauraram o caos em várias regiões, milhões de animais foram mortos, furacões devastaram cidades costeiras, os norte-americanos foram às ruas para protestar contra a brutalidade policial que matou George Floyd (enquanto no Brasil, seguimos de olhos fechado para esses acontecimentos), Trump perdeu às eleições nos EUA, o governo brasileiro negou a ciência frente a pandemia e apostou em imunidade de rebanho, entre tantas outras fatalidades que pudemos ver.

Foram tantas notícias e acontecimentos sem precedentes que muitas descobertas científicas passaram despercebidas. Portanto, vou abordar muitas dessas descobertas, que acho incríveis e interessantes, ao longo dos próximos dias. Espero que goste!

Para começar esta série, confira 5 dessas descobertas científicas. A ciência é muito bacana, vale a leitura!


5 descobertas científicas de 2020:


1. Foi encontrado o mais antigo crânio de Homo erectus na África do Sul

descobertas científicas

Um fóssil de crânio encontrado no topo de uma colina na África do Sul indica que três dos mais antigos parentes da humanidade viviam no mesmo lugar, ao mesmo tempo, há dois milhões de anos.

As partes do crânio inicialmente pareciam se tratar de um antigo babuíno. Mas a Universidade La Trobe, na Austrália, juntou as peças e perceberam que estavam diante da primeira caixa craniana de Homo erectus já encontrado na África do Sul.


descobertas científicas

Homo erectus

O período sugerido pelas camadas de solo onde os fragmentos do crânio foram encontrados, mostra que o achado é bem antigo, aproximadamente 2 milhões de anos.

“Antes de encontrarmos este crânio, sabíamos que o Homo erectus mais antigo do mundo era de Dmanisi, na Geórgia, datado de 1,8 milhão de anos atrás”, conta a pesquisadora.


Homo erectus achado

Homo erectus é um dos ancestrais diretos dos humanos e a descoberta confirmou sua migração da África para o resto do mundo. Como andavam na vertical, essa espécie é mais “humana” do que os outros hominídeos já encontrados.

Para a ciência, o achado foi muito importante para nos ajudar a continuar decifrando nossa complexa árvore genealógica, descobrindo quando e onde surgiu o primeiro de nossos parentes primitivos.


2. Detalhes impressionantes da última refeição do dinossauro mais bem preservado, encontrado em 2011, no Canadá

Em 2011 um dinossauro de 110 milhões de anos, foi encontrado acidentalmente por um operador de máquinas que trabalhava em uma mina de areias no Canadá.

A descoberta surpreendeu os cientistas, pois o animal estava muito bem preservado. A metade frontal, do focinho aos quadris, estava intacta. E a hipótese que explica isso, é que o animal morreu em uma inundação e foi levado para o mar aberto. Sendo assim, o túmulo submarino do dinossauro o preservou com detalhes requintados. 


descobertas científicas
O dinossauro encontrado é um nodossauro, um tipo de anquilossauro, mas sem o rabo torto característico de alguns de seus primos.

Em 2020, após 9 anos estudando seu exterior, os cientistas começaram estudar o organismo interno do animal e foram surpreendidos: a última refeição do nodossauro também estava preservada e detalhes importantes foram descobertos.

O conteúdo do intestino revelou detalhes da vida diária da criatura pré-histórica e até mesmo a estação do ano em que ela morreu. No estômago foi encontrado conteúdo alimentar que revela também que horas antes de sua morte, o animal havia se alimentado principalmente de um tipo específico de samambaia.

Galhos lenhosos ingeridos junto com as samambaias revelaram que o nodossauro morreu durante o verão. Embora seja apenas uma refeição, a constatação fornece uma visão excepcional das últimas horas de vida de uma criatura há mais de 100 milhões de anos.


Conteúdo do intestino incluía também pedras que o dinossauro ingeriu para ajudar a quebrar sua comida.

Encontrar conteúdos intestinais fossilizados é bastante raro. Em fósseis herbívoros é ainda mais raro. As condições químicas que preservam o osso, favorecem a decomposição da matéria vegetal, o que deixou ainda mais intrigados os pesquisadores.

O sepultamento do dinossauro no mar, no que hoje é o norte de Alberta, preservou seu corpo em detalhes impecáveis. Não apenas sua armadura óssea permanece intacta, mas muitas das bainhas de queratina que a cobriam também. Essas pistas estão ajudando os cientistas a entender como as placas do dinossauro apareceram e funcionaram, além de fornecer possíveis evidências da cor de sua pele.


3. Objetos encontrados em caverna podem alterar a data de início da presença humana nas Américas

A caverna fica no centro-norte do México, no estado de Zacatecas, a 2700 metros acima do nível do mar.

Artefatos foram encontrados nas produndezas da caverna Chiquihuite, no México, que envidenciam que os humanos estavam presentes nas Américas há 33 mil anos, ainda antes do início da última Idade do Gelo.

Isso significa que a ocupação das Américas pelo Homo sapiens pode ter mais do que o dobro de tempo do sustentado pelas teorias tradicionais, que defendem, que a primeira presença humana nas Américas ocorreu por volta de 13,5 mil anos atrás, conforme os mantos de gelo recuavam e as rotas de migração da Ásia se abriam.

Com os achados, a história muda bastante. Os objetos indicam que os humanos já existiam na América ainda antes do derretimento das geleiras.

Foram mais de 1.900 artefatos de pedra encontrados, entre eles pontas, lâminas, lanças e lascas, aparentemente trabalhados por mãos humanas.

Segundo os arqueólogos, as peças e também vestígios de plantas, animais e fogueiras recuperados mostram que o lugar foi ocupado por populações diferentes e de forma intermitente entre 33 mil e 13 mil anos atrás.

“A caverna deve ter sido usada como um abrigo de inverno por diferentes populações, não como moradia fixa”, diz o arqueólogo Ciprian Ardelean, da Universidade Autônoma de Zacatecas e da Universidade de Exeter, no Reino Unido, principal autor do artigo. “Ali dentro a temperatura é constante, por volta de 12 graus Celsius (ºC), independentemente das condições externas.”

Não foram localizadas ossadas nem DNA humano em Chiquihuite.


4. Foi identificado o material mais antigo encontrado em nosso planeta que antecede a existência do sistema solar

Cientistas identificaram o material mais antigo da Terra: a poeira estelar que possui, aproximadamente, 7 bilhões de anos e chegou na Terra junto com um meteorito rochoso que atingiu nosso planeta no dia 28 de setembro de 1969, na Austrália.  descobertas científicas

Em uma nova análise dessas rochas, foi encontrado grãos de poeira estelar bem mais antiga que o nosso sol. Cientistas afirmam que a poeira é aproximadamente 2,4 bilhões de anos mais velha que o sol. O nosso sistema solar se formou há 4,6 bilhões de anos.

A poeira aglutinou-se com outras rochas dentro do meteorito que iluminou os céus da Austrália ao chegar à superfície do nosso planeta. Os cientistas estimam que essas partículas de poeira correspondem apenas 5% do material, mas isso não os desanimou e continuaram em busca de mais pistas históricas de nossa galáxia.


poeira estelar

5. Bactérias que comem metal

descobertas científicas
Bactérias recém-descobertas comem metal e transformam manganês em biomassa.

Foi descoberto um tipo de bactéria que come e obtém as calorias a partir de metal. Embora se suspeitasse da existência dela há mais de 100 anos, isso nunca havia sido provado. descobertas científicas

A descoberta aconteceu acidentalmente, quando o doutor Jared Leadbetter, professor de microbiologia ambiental da Caltech, deixou um frasco de vidro coberto com a substância e molhado com a água da torneira na pia.

O frasco ficou parado ali vários meses, enquanto o pesquisador trabalhava fora do campus. Ao voltar, Leadbetter encontrou-o revestido com um material escuro.

O professor levou o material para análise e foi constatado que o revestimento preto encontrado no frasco era manganês oxidado, que havia sido produzido por bactérias recém-descobertas, provavelmente encontradas na água da torneira.

Os cientistas observaram que estas são as primeiras bactérias a usar manganês como fonte de energia.

Uma outra pesquisa revelou também que essas bactérias podem usar manganês em um processo chamado quimiossíntese, que converte dióxido de carbono em biomassa.

De acordo com os pesquisadores, as descobertas os ajudarão a entender melhor as águas subterrâneas e os sistemas de água que podem ficar obstruídos pelos óxidos de manganês.

Viva a ciência!
Viva a ciência!
jun
09
2021
Curiosidades / Por: Gislaine Lima ás 1:51
depressão

Uma pesquisa publicada na revista JAMA Psychiatryrevista científica médica que abrange pesquisas em psiquiatria, saúde mental e ciências do comportamento, mostrou que dormir e acordar 1h mais cedo do habitual, pode reduzir a chance de depressão profunda em 23%.

O estudo foi realizado por pesquisadores da Universidade de Harvard, da Universidade do Colorado em Boulder, do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e do Broad Institute, e revelou evidências de que o cronótipo (a propensão de uma pessoa a dormir em um determinado horário) influencia o risco de depressão.

Foram analisados os genes de 840 mil pessoas através de bancos de dados de uma empresa norte-americana de testes de DNA (23andMe) e do UK Biobank, do Reino Unido. No estudo foi utilizado o método de “Randomização Mendeliana”, que avalia efeitos causados por variantes genéticas quando expostas.

Para entender melhor, os nossos genes do sono são definidos ao nascer e eles explicam cerca de 12-42% dos nossos hábitos do sono. Portanto, para observar os efeitos desses hábitos com o risco de depressão, os pesquisadores observaram a variação genética das pessoas quando expostas a um fator específico, neste caso, a preferência por acordar mais cedo.

Como os genes são alocados de forma aleatória, os especialistas passaram a medir sua atuação quando os participantes foram expostos a novos hábitos. Os participantes usaram rastreadores de sono vestíveis para o estudo.

Os resultados evidenciaram uma relação entre o ponto médio do sono (ponto intermediário entre a hora que uma pessoa vai dormir e a hora em que acorda) e o TDP (transtorno depressivo profundo). Sendo assim, quanto mais tarde o ponto médio do sono da pessoa, maiores as chances de aparecer os sintomas da doença.

Desse modo, é possível alcançar uma melhor qualidade de vida apenas com uma mudança de hábito: ir dormir e acordar 1h mais cedo.

“Nós descobrimos que, geneticamente, a preferência diurna correspondente a acordar uma hora antes do ponto médio do sono foi associada a um risco 23% menor de depressão grave”, afirmam os pesquisadores.

No entanto, o estudo não avaliou se as pessoas que já têm costume de acordar cedo podem se beneficiar de levantar ainda mais cedo.

O que poderia explicar esse efeito?

Algumas pesquisas sugerem que obter maior exposição à luz durante o dia, o que costuma ocorrer com pessoas diurnas, resulta em uma positiva cascata hormonal que podem influenciar o humor.

Outras observam que ter um relógio biológico, ou ritmo circadiano, com tendências diferentes do da maioria das pessoas pode ser deprimente.

Pesquisadores também afirmam que ser uma pessoa matutina influencia os hábitos sociais, atividade física e relacionamento com outras pessoas.

“Vivemos em uma sociedade projetada para as pessoas da manhã, e as pessoas à noite muitas vezes se sentem como se estivessem em um estado constante de desalinhamento com o relógio da sociedade”.

Para aqueles que desejam mudar seus hábitos, os especialistas aconselham: “mantenha seus dias claros e suas noites escuras. Tome seu café da manhã na varanda. Caminhe ou vá de bicicleta para o trabalho e, se puder, diminua os componentes eletrônicos à noite. ”

partiu dormi
partiu dormi
jun
02
2021
Curiosidades / Por: Camila Naxara ás 0:42

Senta que hoje vou contar a história da maconha no Brasil e no mundo. É bem interessante. Vale a leitura!

Conhecida por suas propriedades medicinais desde a Antiguidade, a maconha tornou-se popular no mundo em virtude de suas fibras, que eram usadas para fabricação de cordas, tecidos muito resistentes, bem como seu efeito recreativo. A própria bíblia em sua primeira versão impressa, foi feita de cannabis.

A história da maconha no Brasil está intimamente ligada a chegada das caravelas portuguesas em 1500. Era da fibra de cânhamo (outro nome da erva) que produzia-se as velas e cordames para as caravelas.

Por falar em cânhamo, você sabia que a palavra maconha é um anagrama dela?


canhamo
Os anagramas são alterações da sequência das letras de uma palavra.

Maaaas, antes de contar a história da maconha no Braseeeel, bóra ver sua história no mundo!

A erva no mundo

Cânhamo, cannabis, bangue, bengue, erva, bagulho, haxixe, pito de pango, pito de angola, riamba, diamba, marijuana – a maconha teve muitos, mas muitos nomes ao longo da História.

Cultivada e muito utilizada em rituais religiosos, recreação e medicamento; do leste ao oeste da estepe asiática, do sul da antiga Mesopotâmia a Índia, no norte da África e posteriormente espalhou-se no mundo todo.

Tabletes de argila encontrados na biblioteca sagrada do Rei Assurbanipal (Mesopotâmia) continham receitas milenares, feitas com a erva. Essas poções compiladas por sacerdotes Sumérios no ano de 2723 a.C., serviam para dores de cabeça, febre e males do cérebro e da mente.

Entretanto, há um registro ainda mais antigo da maconha sendo usada como fármaco, segundo um pergaminho datado de 3000 anos a.C. no Egito, a cannabis sativa era utilizada para dores do parto e remédio para os olhos.

Na China, 2700 anos a.C., a maconha era tão plantada quanto o arroz é hoje em dia, nesta mesma localidade. Tanto é que naquela época, a frase “a terra da amoreira e do cânhamo” era usada como título pelos chineses.

Com cânhamo fabricava-se roupas e papel, além disso, os chineses comiam mingau feito de maconha e também usava-se a erva no embalsamamento das múmias chinesas para que o defunto tivesse uma boa viagem.

Ainda na China, 2 mil anos a.C. o físico chinês Hua Tuo, foi a primeira pessoa a usar a cannabis como anestesia.

Na mitologia hindu, a comida preferida de Shiva (divindade hindu) era a Cannabis. Justamente por isso, até hoje na Índia, toma-se o bang (uma bebida que contem a seiva da maconha) como forma de aproximar-se da divindade. Mas, ela também era utilizada como fármaco, contra dores, espasmos, tétano, epilepsia e para o aumento da libido.


Shivaratri
Shivaratri: Feriado festivo indiano, onde Hindus fumam maconha pelo deus Shiva

Ainda na Índia, a tradição Mahayana fala que Buda passou quarenta dias alimentando-se de apenas uma semente de maconha por dia (e nada mais) para então conseguir alcançar a iluminação.

Apesar de a maioria das vertentes do budismo ter “esquecido’ esta prática, o Tantra (a mistura das crenças hindu e budista) à partir do século VI veio como uma nova filosofia esotérica que usa a maconha como um dos elementos principais de sua religião.

Inclusive existe uma “reza” no Tantra que diz: “Deixa essa cannabis ser a benção pro meu coração”. (chorei)

O Sikhism, religião derivada do Tantra, proíbe todo tipo de droga, menos o bang, chamado por eles de suknee Phan, que significa “doador da paz”.

Gregos e Romanos faziam utilizavam a planta para a fabricação de cordas, tecidos, papel, palitos e óleo.

Na renascença, a maconha se tornou um dos principais produtos agrícolas europeu e era “pouco” usada para fins recreativos. História da maconha

Vale ressaltar que a Inquisição condenou veemente o uso da maconha medicinal, muitas mulheres que usavam a erva para fazer remédio foram queimadas pela igreja católica. O mais irônico é saber que a primeira bíblia impressa do mundo, foi feita de maconha.

No final do século XIX, a maconha se tornou moda entre artistas e escritores franceses. Grandes intelectuais como Victor Hugo, Charles Buadelaire, Honoré de Balzac, Alexandre Dumas e Eugene Delacroix reuniam-se para chapar o coco e pesquisar sobre os efeitos da erva no tratamento de doenças mentais.

Nesse mesmo período a erva também era utilizada para curar dores e dilatar os brônquios.

Como a maconha chegou no Brasil


história da maconha
A maconha é considerada uma planta exótica. Ela foi trazida pelos portugueses e pelos escravos da África

Nas terras tupiniquins, a erva foi introduzida de duas formas: através dos marinheiros portugueses e dos escravos africanos.

Além de basicamente todos os tecidos das caravelas dos colonizadores serem fabricadas à partir da cannabis, os portugueses faziam uso da erva em seus cachimbos d’água, principal técnica usada para fumar a maconha até 1850.

Já em 1560, os escravos trouxeram as sementes da erva escondidas nas barras de seus vestidos e tangas, e as usava em rituais de Candomblé. Vale citar que por muito tempo a história dizia que a cannabis teria sido introduzida no Brasil, única e exclusivamente, através dos negros, mas tal afirmação surgiu como uma forma de preconceito.

Portanto, o Brasil foi o ponto de encontro da cannabis sativa européia e variedades africanas. A chegada cada vez mais numerosa de escravos africanos ajudou na disseminação do hábito de queimar um.

Além disso, os senhores de engenho permitiam o plantio de maconha por parte dos escravos, que era plantada entre as fileiras de cana, nos canaviais pernambucanos.

Durante alguns meses do ano, o plantio de cana era interrompido e nesse período, os senhores de engenho acendiam seus cachimbos para o uso da erva, enquanto os escravos fumavam a planta em bongs feitos de cabaças e taquaras.

No hoje conhecido Polígono da Maconha (no vale São Franscisco), em Pernambuco, os agricultores fumavam a erva antes do trabalho na lavoura, eles eram chamados de maconhistas.

Já no Recife, o povo pobre da cidade se reunia após um longo e duro dia de trabalho para conversar, queimar um e cantar canções sobre a erva.


história da maconha

No Rio de Janeiro foi onde a maconha se difundiu mais rápido. O consumo era tão comum que vários decretos municipais foram emitidos para proibir o comércio e o consumo em público da tal “substância venenosa”.

Entretanto, não pense que o bagulho estava sendo proibido porque fumar fazia mal para a saúde. Na real, a repressão do uso estava totalmente associada a cultura afro.

Para se ter uma ideia, o órgão responsável pelo combate da maconha era a ‘Inspetoria de Entorpecentes, Tóxicos e Mistificação‘, que tentava de todas as formas culpabilizar os negros pela erva. Ou seja, o alvo das autoridades não era a maconha, mas sim o povo marginalizado que faziam uso dela.

Cigarrilhas Grimault

Aaaah, os anos 20!

Imagine você, leitor maconheiro, que nos anos 20 vendia-se baseados industrializados em todo canto. Conhecidos como cigarros índios, a propaganda do dito cujo dizia que ele curava o ronco, flatos e a dificuldade de respirar.


cigarros indios

O preconceito era para com o pobre que fumava habitualmente, no mais, a maconha era bastante tolerada no Brasil. Vale lembrar que nessa época não existiam órgãos nacionais de combate as drogas.

Quando intensificou o preconceito contra a planta

À partir de 1924 o repúdio contra a maconha deu um salto, graças a um, advinhem só… brasileiro! História da maconha

Governantes estavam reunidos na II Conferência Internacional do Ópio, em Genebra, para discutir sobre o ópio (uma substância que é extraída de uma planta que causa efeitos hipnóticos), e nosso compatriota, o delegado Dr. Pernambuco, aproveitou para discursar, afirmando que a maconha matava mais que o ópio (que?).

Vale lembrar que um ano antes, este mesmo brasileiro tinha um discurso totalmente oposto. Ele dizia que a planta não viciava e não causava mortes.

E foi assim que a maconha juntamente com a heroína, passaram a ser vistas como as drogas mais nocivas e perigosas existentes. Sem nenhum estudo de comprovação.

Surge então, a Comissão Nacional Fiscalizadora de Entorpecentes, e através dela espalhou-se uma grande campanha anti maconha e a imprensa nacional abraçou a ideia.

Tempos difíceis para os Clubes de Diambistas (confrarias maconheiras) que reuniam-se nas favelas do Rio de Janeiro e tinham como única forma de renda de sobrevivência. Eles foram denunciados à exaustão por todos os jornais da época.

Ditadura militar

Nos anos 60, período em que países desenvolvidos já discutiam sobre a ineficiência do programa de combate às drogas e defendiam estudos para o uso medicinal, o Brasil caminhou para o lado oposto, com leis ainda mais severas.

O país defendia a proibição de qualquer estudo da cannabis e usuários eram tratados na esfera criminal e perseguidos como bandidos. O sistema prisional superlotou de pessoas, com penas altas, por terem sido pegas fumando um único cigarro.

Entretanto, com a proibição severa do consumo, apreensão constante de drogas e perseguição truculenta policial, o consumo da maconha não diminuiu. Pelo contrário, a proibição estimulou ainda mais o uso por parte da classe média e alta, que passaram a financiar o tráfico.

Os usuários de classe média também foram perseguidos pela polícia e eram discriminados por terem adotado um “hábito de preto e pobre”. Porém, a classe média alta que consumia a cannabis, nunca foi perseguida.

O uso medicinal da maconha

história da maconha

Por muito tempo, convenções internacionais e nacionais proibiam a pesquisa para estudar as drogas ilícitas. Porém, em 2014, cientistas do mundo todo, publicaram um manifesto na revista Scientific American, pedindo a autorização para pesquisarem a maconha, LSD, ecstasy e outros psicoativos. História da maconha

A pressão por parte dos cientistas surtiu efeito e muitos estudos foram realizados desde então. Hoje, sabe-se que a maconha tem muitos benefícios e que seu efeito é diferente das demais drogas.

Quando fumada, o efeitou dura alguns minutos e o uso em excesso, pode causar desorganização mental, distúrbios de memória, falta de atenção e dependência. A dependência ocorre por causa da proibição.

Por se tratar de um produto ilegal, não se tem controle da produção, sendo assim, muitas outras substâncias são adicionadas para aumentar o volume e potencializar o vício.

Apesar dos malefícios do uso descontrolado, estudos também comprovaram que o uso em pequenas doses, faz bem para pacientes com dores crônicas, glaucoma, epilepsia, espasmos musculares, desordens alimentares, ameniza dores de bico de papagaio na coluna, melhora a sociabilização e muitas outras doenças.

Os avanços no Brasil

CNB pelo SUS

Enquanto vários países já legalizaram o mercado da maconha até mesmo para uso recreativo, no Brasil, o debate ainda gira em torno do uso terapêutico, que não deixa de ser um grande avanço.

Discussões sobre a cannabis medicinal nunca esteve tão presente nos âmbitos públicos e privado da sociedade brasileira. Em 2016, o primeiro passo para a regulamentação foi dado e com a autorização da Anvisa, o Brasil passou a liberar a importação de medicamentos à base de cannabidiol (CBD), substância extraída da cannabis.

Tal fato despertou interesse nos empresários brasileiros, que observaram o sucesso dos mercados internacionais e descobriram que o Brasil tem um grande potencial para o mercado.

Entretanto, somente quatro anos depois, outro passo importante foi dado: Em 10 de março de 2020, a Anvisa aprovou e regulamentou a fabricação e a venda de medicamentos à base de cannabis em farmácias brasileiras.

De acordo com um estudo realizado pela New Frontier Data, a projeção é que, em 36 meses, o Brasil arrecadará cerca de R$ 5 bilhões com os fármacos. A história da maconha

A medida não inclui o cultivo da maconha em solo brasileiro, que representa uma grande perda econômica, visto que a planta também tem um enorme potencial para indústria têxtil e alimentícia.

Além de suas fibras que podem ser substituída por algodão na fabricação de roupas de forma mais sustentável, a cannabis também tem alto teor de ácidos graxos essenciais e pode ser utilizada como fonte de proteína vegetal na nutrição humana e animal.

A Legalização no Brasil vai acontecer?

Apesar de tantos benefícios, o Brasil ainda possui um forte estigma contra a cannabis (heranças herdadas do passado) e continua investindo fortemente em políticas de combate a planta.

Na era da ciência, informação e tecnologia, a espera é a de que a postura do Estado mude. Não é dever do Estado tutelar comportamentos da vida privada das pessoas, mas sim oferecer políticas de conscientização do uso descontrolado e dar apoio aos dependentes.

Temos bons resultados que provam ser possível diminuir o consumo de drogas sem o uso da violência e da proibição. Como exemplo, temos o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, criado em 2005. Desde então, a quantidade de fumantes no Brasil, vem apresentando uma expressiva queda.

Em 2003, dados da Pesquisa Mundial de Saúde (PMS) apontava que 22,4% da população adulta brasileira era fumante de tabaco. No ano de 2008, com a aplicação de várias políticas de controle ao tabaco, um estudo (Petab) mostrou que este percentual era de 18,5 %. História da maconha

Os dados mais recentes que temos é da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), realizada em 2019, que mostrou que o percentual total de adultos fumantes de tabaco no Brasil é de 12,6 %.

A legalização da maconha é tendência mundial. Canadá, Uruguai, Chile e em vários estados americanos e europeus, o uso e o plantio é liberado.

Em Israel, África do Sul, Geórgia e Luxemburgo o consumo é tolerado com restrições e em 42 países, inclusive o Brasil, a venda de medicamentos já é permitida.


consumo de maconha no mundo

O Brasil precisa aprofundar mais nas discussões, deixar de lado o preconceito e entender que a política de guerra às drogas não combate o uso das mesmas, nem mesmo dificulta o acesso. Pelo contrário, a proibição só fortalece o tráfico.

Somente assim, conseguiremos avançar no assunto e minimizar os problemas de saúde, segurança pública e economia do país.

Viva a ciência!
Viva a ciência!
maio
29
2021
Vídeos / Por: Gislaine Lima ás 0:52

Eu não vou passar esse medo sozinha!! Pra quem curte histórias de assombração e terror, deixo aqui um vídeo para assistir antes de dormir.

São relatos de pessoas que trabalharam em necrotérios, ou que já ouviram falar histórias que o amigo contou. Lendas urbanas? Não sei. Mas tô rindo de nervosa.

Boa noite!

eu amo essas coisas. Mas começo a me cagar logo na vinheta
eu amo essas coisas. Mas começo a me cagar logo na vinheta
maio
19
2021
Curiosidades / Por: Camila Naxara ás 1:17

Já ouviu falar no livro Martelo das Bruxas? O livro que orientou a Igreja a perserguir mulheres por séculos?

E vamos de mais fatos do passado! Aquela leitura marota da madrugada para os insones.

Martelo das Bruxas

Por dois séculos, Malleus Maleficarum (Martelo das Bruxas) foi o segundo livro mais vendido na Europa, ficando atrás apenas da Bíblia.

Trata-se de um best-seller escrito por dois monges, Kramer e James, no ano de 1486, que influenciou a igreja e as autoridades, da epoca, a caçarem supostas hereges.

Em 1487, o clérigo Heinrich Kramer, lançou o livro que era nada mais, nada menos, que um guia de caças às bruxas, heresias e afins.

Entenda como tudo aconteceu:


Heinrich Kramer tomou ranço da Igreja

Após várias plantações ficarem destruídas por uma sequência de fortes chuvas de granizo, no ano de 1484, o monge Kramer, conhecido por caçar bruxas, foi chamado por camponeses que acreditavam que o ocorrido só poderia ser obra de feitiçaria.

Kramer, com seu “poder”, que provinha da igreja, fez uma espécie de tribunal para condenar os supostos culpados. Entretanto, ele passou dos limites, além de perguntas íntimas, Kramer torturou oito mulheres e um homem.

Inesperadamente, um Cardeal não concordou com suas atitudes e deixou bem claro que o que ele estava fazendo não era aceito pela igreja e que ele teria que parar com todo aquele circo imediatamente.

Kramer ficou ressentido após o Cardeal dizer que a igreja não o defenderia caso o marido de uma das mulheres resolvesse fazer justiça com as próprias mãos.

E olha… seria tão bom se um dos maridos houvesse de fato feito algo contra esse covarde misógeno.

Mesmo tendo sido repreendido, Kramer ainda assim, perseguiu algumas mulheres do vilarejo, mas foi impedido de praticar suas torturas, mais uma vez, e este foi o estopim para o seu ranço para com a igreja.


Martelo das Bruxas – Best Seller dos infernos

Em 1485, Heinrich Kramer e James Sprenger, deram início a “obra”. Porém, foi Kramer (que teria todos os requisitos para ser um integrante do gabinete do ódio) quem escreveu os detalhes mais sórdidos.

Kremer decidiu que iria escrever a Bíblia da Caça as Bruxas, algo que ninguém pudesse contestar, nem mesmo a igreja. E então colocou o nome de ‘Malleus Maleficarum’ (Martelo das Bruxas).

O livro é dividido em 3 partes, sendo que, a primeira conta o porque de mulheres serem vulneráveis ao mal. Já a segunda fala sobre como mulheres bruxas agem e a terceira parte explica que tipo de punição a mulher deveria receber de acordo com o “mal que não cometeu”


Primeira parte do livro

Primeiramente ele explica como o “mau” se apresenta e seduz as pessoas, principalmente (quase que unicamente) através das mulheres.

Na visão de Kramer, as mulheres possuídas pelo demônio (bruxas) seduzem os demais (com conotação sexual) e assim conseguem exercer poder sobre os mesmos.

Além disso, ele acreditava que Deus havia criado a mulher à partir dos restos do homem, ou seja, eram seres inferiores, o que tornava-as presas fáceis e disseminadoras do mal.


Segunda parte do livro

Na segunda parte, o monge Kramer dá detalhes do que essas mulheres (bruxas) fazem para encantar e seduzir os homens (coitadinhos).

De acordo com Kramer, as mulheres usavam de sua feminilidade e beleza para colocar homens em situações das quais eles não conseguiriam se livrar. Os homens por sua vez, adoraram esta parte.

Em resumo, haviam muitos casos de homens infiéis e à partir do Malleum Maleficarum eles passaram a jogar a culpa toda em cima das mulheres com quem dormiam, dizendo que elas havia os encantado.

Vale ressaltar que além de encantamentos, o padre detalhou que mulheres bruxas poderiam lançar maldições, como chuvas para destruir plantações, doenças, roubar bebês, voar e muitas outras coisas absurdas.


Terceira parte do livro

A terceira parte, sem dúvida alguma é a mais dolorosa. É ela quem carrega as sentenças que a mulher vai receber de acordo com o que ela fez que desagradou o homem.

E quando cito mulher, me refiro a mulheres de toda e qualquer idade, desde crianças, até idosas. As formas de se torturar e matar essas mulheres, eram variadas.

Uma delas era o famoso pêndulo, onde suspendia a mulher pelos braços e puxava os mesmos com muita violência para cima. Além de acrescentar pesos amarrados aos pés no decorrer das horas.

Martelo das Bruxas -  tortura

Essa prática, muito comum, causava o deslocamento dos ombros e o acréscimo de pesos causava o desmembramento do esqueleto.

Muitas das vezes, as mulheres confessavam ser bruxas para cessar a tortura, e então, eram queimadas vivas.


O lançamento do livro

Sinceramente, era pra esse livro ter passado batido, sem surtir efeito algum. Contudo, Kramer conseguiu uma Bula Papal (uma espécie de alvará, concedido pelo Papa), um documento muito poderoso.

Na verdade ele não conseguiu a bula, porém ele tinha muito dinheiro e conhecia muita gente influente do clero. Não deu outra, ele pagou pelo documento e o conseguiu por meios corruptos.

Martelo das Bruxas
Bula Pontifícia ou Bula Papal do Malleus Maleficarum.

Agora, com a bula em mãos, Kramer tinha mais um problema, a impressão do livro.

Para a sua sorte e azar das mulheres, logo depois, surgiu a prensa de Gutenberg e só quem tinha muita grana conseguia pagar por essa impressão. Fora isso, tinha que ser tudo manuscrito mesmo.

Pois o tinhoso foi lá e encomendou 150 mil exemplares e quando ficou pronto, distribuiu em pontos estratégicos, com o intuito de que aquilo se disseminasse muito rápido.


Martelo das Bruxas
Martelo das Bruxas

Consequências do livro

Martelo das Bruxas chegou ao Novo Mundo (hemisfério ocidental) e ficou super famoso. E então, os inquisidores começaram a seguir o livro e não pararam mais.

Centenas de milhares de mulheres morreram e Kramer, finalmente, conseguiu o que queria.

Kramer tinha um poder de persuasão muito grande e mesmo quando era contestado, ele convencia as pessoas de que ele era a “mão de Deus” e que seu livro representava os desígnios do altíssimo.

Outro fator que ajudou a alavancar a procura pelo livro, foi seu conteúdo sexual denso. Tudo isso, numa época em que as pessoas possuíam regras absurdas, até dentro da vida matrimonial.

E adivinha só? Quem fazia as denúncias e julgava as mulheres nos tribunais inquisidores, eram sempre homens.

A voz social era totalmente masculina e o livro caiu como uma luva, afinal de contas o Martelo das Bruxas era totalmente voltado para sugar a lascívia masculina.

Para se ter uma ideia, os homens se viram tão envolvidos e acreditavam tanto no conteúdo do livro que, quando uma mulher lhes despertava desejo, eles de fato acreditavam que haviam sido enfeitiçados e essas mulheres eram condenadas.

Assim foi durante séculos. Muitas mulheres foram condenadas, por exemplo, apenas por serem bonitas.

Vale ressaltar que nos Estados Papais, onde a Igreja era uma autoridade secular, a inquisição tinha poder para executar, como foi o caso do famoso teólogo Giordano Bruno, que foi queimado no ano de 1600, em Roma.

Leia também a história de Giordano Bruno que escrevi em outro site!

Nos demais locais, quem queimava os acusados de bruxaria era o próprio Estado, como exemplo, o governo da Espanha, Portugal e alguns Estados Alemães.


Tribunal Inquisidor
Tribunal Inquisidor.

Antes do lançamento do Martelo das Bruxas, a bruxaria era vista como um crime menor, uma esquisitice folclórica praticada por velhinhas mal orientadas pelos padres.

Após a sua publicação, autoridades católicas e protestantes passaram a usar o livro para julgar e condenar mulheres acusadas de bruxaria, da forma mais brutal possível.

Espero do fundo do meu <3 que esses machos escrotos estejam no colo do capeta.
Espero do fundo do meu <3 que esses machos escrotos estejam no colo do capeta.
maio
18
2021
Humor / Por: Gislaine Lima ás 21:12

Uma coletânea de placas engraçadas pelo Brasil, com avisos um tanto curiosos e divertidos.

Como nós, brs, sabemos: Se tem placa, tem história!

placas engraçadas 01

placas engraçadas 02

placas engraçadas 03

placas engraçadas 04

placas engraçadas 05

placas engraçadas 06

placas engraçadas 07
(mais…)
É sempre bom avisar
É sempre bom avisar