INSÔÔNIA.com
jul
29
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 23:40

Opa, e aí corujas, como vão?

A partir de hoje, toda semana vou deixar aqui uma dica de boa música pra vocês. A primeira dica é a banda portuguesa de pop rock Fingertips, que apesar de ser pouco conhecida fora de Portugal tem um som ótimo e já é uma das mais conhecidas por lá.

Iniciaram o trabalho em 2003, com o álbum de estreia All ‘Bout Smoke ‘n Mirrors, atingindo o 1º lugar entre as mais ouvidas de Portugal com o single Melancholic Ballad. Seguiram-se mais dois álbuns, Catharsis, em 2006, e Live Act, em 2007. Em 2010 a banda resolveu encontrar uma nova vocalista, iniciando assim um processo de mudança no perfil da banda. Entre milhares de candidatas a escolhida foi Joana Gomes, que marcou a nova fase do Fingertips, agora com sons mais melódicos e intensos. Simple Words foi o álbum de estreia de Joana como vocalista, e quase uma “fase de transição” para a banda. Ainda em 2010 a banda participou do Rock in Rio Lisboa, dividindo o palco com o Brasileiro Zé Ricardo.

Fica aqui como dica a música Running Out of Time:

Bai @wesleytalaveira

 

Música, Weslley Talaveira
Música, Weslley Talaveira
jul
27
2012

 e aí, corujas?

Quem aí assistindo a abertura dos Jogos Olímpicos? Tudo muito bem feito, de um bom gosto incrível, como é do costume dos britânicos. Toda a cerimônia de abertura havia sido mantida em segredo, exceto a playlist das músicas que estão sendo executadas, que foi vazada essa semana por um jornal inglês.

Como era de se esperar a abertura terá a participação dos monstros da música como Rolling Stones, Sex Pistols Oasis e Radiohead, além de nomes novos como a Franz Ferdinand e Adele.

Segue a playlist completa. No final de cada “parte” tem também um link com um playlist do youtube com todas as músicas. Divirtam-se:

Delicíe-se com esses clássicos da música inglesa e aproveite para começar bem a semana. Divirtam-se:

Parte I
Captain Algernon Drummond, William Johnson Cory – “Eton Boating Song”
Elgar, AC Benson – “Land of Hope and Glory”
The Jam – “Going Underground”
Muse – “Map of the Problematique”
Sinos do Big Ben
Sex Pistols – “God Save the Queen”
The Clash – “London Calling”
Simon May – “EastEnders Theme”
The Shipping Forecast
Sir Hubert Parry, William Blake – “Jerusalem”
Elgar – “Nimrod”
Handel – “Arrival of the Queen of Sheba”
Eric Coates – “Dambusters March”
Handel – “Music for the Royal Fireworks”
Monty Norman – “James Bond Theme”
Mike Oldfield – “Tubular Bells”
Mike Oldfield – “In Dulci Jubilo”
Vangelis – “Chariots of Fire”
BBC News 1954
Arthur Wood – “The Archers Theme”
Winifred Atwell – “Black and White Rag”
Playlist da parte I

 

Parte II
Sugababes – “Push the Button”
OMD – “Enola Gay”
David Rose – “The Stripper”
Lionel Bart – “Food Glorious Food”
Irwin Kostal, Richard Sherman, Robert Sherman – “Bedknobs and Broomsticks”
Rizzle Kicks – “When I Was a Youngster”
Eric Clapton – “Wonderful Tonight”
Colin Tully – “Gregorys Girl Theme”
William Pitt – “City Lights”
The Who – “My Generation”
The Rolling Stones – “Satisfaction”
Millie Small – “My Boy Lollipop”
The Kinks – “All Day and All of the Night”
The Beatles – “She Loves You”
Mud – “Tiger Feet”
Led Zeppelin – “Trampled Under Foot”
The Specials – “A Message to You Rudy”
David Bowie – “Starman”
Queen – “Bohemian Rhapsody”
Sex Pistols – “Pretty Vacant”
Duran Duran – “The Reflex”
New Order – “Blue Monday”
Playlist da parte II

 

Parte III
Frankie Goes to Hollywood – “Relax”
Soul II Soul – “Back To Life”
Happy Mondays – “Step On”
Eurythmics – “Sweet Dreams (Are Made of This)”
The Verve – “Bittersweet Symphony”
Prodigy – “Firestarter”
Underworld – “Born Slippy”
Jaan Kenbrovin, John William Kellette – “Im Forever Blowing Bubbles”
Blur – “Song 2”
Dizzee Rascal – “Bonkers”
Tigerstyle – “Nacnha Onda Nei” (mix com Michael Jackson – “Billie Jean”, Queen & David Bowie – “Under Pressure” e Ilaiyaraaja – “Naanthaan Ungappanda”)
Arctic Monkeys – “I Bet You Look Good on the Dancefloor”
Mark Ronson & Amy Winehouse – “Valerie”
Radiohead – “Creep”
Muse – “Uprising”
Kano & Mikey J – “Random Antics”
Tinie Tempah – “Pass Out”
MIA – “Paper Planes”
Coldplay – “Viva La Vida”
The Chemical Brothers – “Galvanize”
Playlist da parte III

 

Parte IV
Franz Ferdinand – “Take Me Out”
Kaiser Chiefs – “I Predict a Riot”
Roll Deep – “Shake a Leg”
Adele – “Rolling in the Deep”
Oasis – “The Hindu Times”
Oasis – “Wonderwall”
Emeli Sande – “Heaven”
William Monk/Henry Francis – “Abide With Me”
Pink Floyd – “Eclipse”
The Beatles – “The End”
The Beatles – “Hey Jude”
David Bowie – “Heroes”
Eric Spear – “Coronation Street Theme”
Ron Grainer – “Doctor Who Theme”
John Philip Sousa – “Monty Python Theme/The Liberty Bell”
David Bowie – “Absolute Beginners”
Playlist da parte IV

jogos olímpicos, london, playlist
jogos olímpicos, london, playlist
jul
26
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 19:52

Opa, e aí corujas?

Hoje em dia se faz pesquisa para tudo no mundo. Algumas interessantes, outras inúteis e outras ainda óbvias. Uma dessas pesquisas óbvias é uma feita nos EUA que provou: os homens prestam menos atenção numa notícia de um telejornal se a apresentadora for atraente demais.

Para fazer a tal pesquisa, as pesquisadoras Maria Elizabeth Grabe e Lelia Samson gravaram duas versões do mesmo telejornal com a mesma apresentadora, uma jovem de 24 anos. Na primeira, ela estava vestida de maneira sensual, com um blazer acinturado, uma saia que acentuava suas curvas, colar e batom vermelho. Na segunda, vestia um conjunto de blazer e saia largos e nada de maquiagem ou acessórios. Nas duas versões, a apresentadora foi filmada do meio da coxa para cima e anunciou as mesmas notícias. Então, as pesquisadoras dividiram aleatoriamente 400 voluntários, homens e mulheres, entre as duas versões do telejornal. O público depois teve que responder a quatro questões de múltipla escolha sobre a aparência da apresentadora e dez questões sobre o conteúdo das notícias. Na pesquisa os homens lembravam menos das notícias quando a apresentadora se vestia de forma sensual, isso porque a informação visual é mais forte que a verbal.

A pesquisa é antiga (foi feita em 2011, parece), mas só essa semana fiquei sabendo disso. Bom, até aí nenhuma novidade. Não só no telejornal, mas em qualquer conversa normal é fato que os homens prestam bem menos atenção no que é falado se a mulher for atraente ou estiver vestida de forma atraente demais. Ou seja, se depois de uma conversa com um cara ele lembrar de tudo o que você disse, já sabe! rs

Quanto aos telejornais, isso já era óbvio desde o tempo em que a Carolina Castelo Branco (a gata da foto) apresentava um programa na Rede TV. Muita gente via todo dia mas boa parte dessas pessoas sabem sequer o nome do programa. Aliás, o programa era o… o… Bom, depois eu lembro!

Bai! @wesleytalaveira

Weslley Talaveira
Weslley Talaveira
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jul
18
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 11:06
Cheerleaders parodiando o clipe de “Call Me Maybe”

Opa, e aí corujas?

Uma menina desconhecida que grava uma música bobinha e que, por causa do apadrinhamento do Justin Bieber virou celebridade mundial. Essa é Carly Ray Jepsen, uma cantora que você poderia viver muito bem sem saber que ela existia, mas que eu fiz questão de divulgar, só pra aumentar seu acervo de cultura inútil. Além de a menina virar celebridade, a música Call Me Maybe (não sei se ela gravou outras…) virou o hino das bichas americanas por causa de alguns caras inflados que aparecem no vídeo.

Mas o fato é que o clipe já é um dos mais parodiados do ano nos EUA. E né por nada não, mas as paródias ficaram muito melhores que o original. Pelo menos duas das paródias, feitas por duas equipes de cheerleaders americanas (ah, as cheerleaders…). A imagem acima é da paródia da equipe do Miami Dolphins.

Veja aqui o original. Veja aqui a paródia das cheerleaders do Miami Dolphins. E aqui a paródia das cheerleaders do Crystal Palace.

Bem melhores que o original, na minha opinião! rs

Bai! @wesleytalaveira

Música, paródias, Weslley Talaveira
Música, paródias, Weslley Talaveira
jul
13
2012

Olá corujas, como vão?

E hoje é o Dia Mundial do Rock. Pensei em escrever algo sobre a data, com história de algumas bandas e etc, mas sei que uma infinidade de sites e blogs irão fazer a mesma coisa hoje, e com muito mais conhecimento do assunto do que eu, inclusive. Por isso resolvi explorar um lado do Rock que nem sempre é tão comentado: o Rock com temas religiosos.

Sim, já faz algum tempinho que a religião, principalmente a cristã, descobriu o Rock e desmistificou a ideia de que “rock é coisa do demo”, tanto é que cresce todo o dia o número de bandas que usa a religião como tema para fazer rock, soul ou coisas do tipo. Não questiono aqui o conteúdo das letras nem qualquer posição teológica. Não me interessa no que você acredita, se em Deus, em extraterrestres, em Papai Noel ou no Paulo Maluf, o que quero saber quando ouço uma banda religiosa é se o som é legal e se os músicos são competentes. Só isso.

Por isso resolvei fazer uma pequena e modesta lista (gostei dessa ideia das listas, vcs viram, né?) de alguns bons nome do Rock religioso mundo afora, católico ou evangélico. Sei que muita gente vai criticar porque esqueci A ou B, ou porque coloquei nesse post gente que não merecia estar aqui. Não importa. Qualquer coisa que eu escrevesse iria gerar crítica, mesmo! Como eu disse no post anterior, listas sempre são polêmicas!

Seguem alguns:

1. Whitecross: surgiu em Chicago, em 1986 e lançaram o primeiro álbum no ano seguinte. Em 1998 a banda fez uma pausa de 2 anos no trabalho devido a indicação do vocalista Scott Wenzel para trabalhar como missionário na Igreja Anglicana do Paraguai. Indico No Second Chances.

2. HB: lgo de início as iniciais “h” e “b” do nome não significavam nada, mas algum tempo depois a banda resolveu fazer um concurso no site para escolher um significado para o nome e um das sugestões foi Holy Bible (Bíblia Sagrada). A banda surgiu na Finlândia, em 2002, e já tem 7 álbuns de estúdio. Indico Frozen Inside.

3. Estevam Hernandes: polêmicas com a Justiça à parte, ele é o responsável por boa parte do que se conhece como Gospel Rock no Brasil. Aliás, foi um dos primeiros a usar o nome “gospel” por aqui e lançou vários nomes até hoje importantes da música evangélica. Organizou shows gospel em sua igreja na Lins de Vasconcelos, em SP e foi um dos primeiros a fechar casas de show para eventos evangélicos, como o antigo Olympia. Indico Grito de Alerta.

4. Rosa de Sarom: talvez sejam a maior banda de rock cristão conhecida no Brasil atualmente. Católicos da Renovação Carismática, a banda já recebeu duas indicações ao Grammy, em 2010 e 2011. Atualmente gravam com a Som Livre, a gravadora das organizações Globo. Indico Sol da meia noite

5. Rodox: Depois de se converter ao cristianismo, o vocalista dos Raimundos Rodolfo Abrantes saiu da banda e formou um grupo tão bom quanto, agora com letras religiosas cheias de convicção, além do peso sonoro maravilhoso. Veja Olhos Abertos.

6. Stryper: formada em 1993, a banda se chamou no início Roxx Regime, mas logo resolveram mudar o nome para Stryper, em referência à palavra stripe (ferida) de um versículo bíblico (“pelas suas feridas fomos sarados”).  Desde o seu início a banda chama a atenção dos críticos, que no começo pensavam não se tratar de uma banda cristã. Indico Murder by Pride.

7. Katsbarnea: a primeira banda de gospel rock do Brasil. Pelo menos a primeira que assumiu publicamente cantar rock, ainda num tempo em que o estilo era considerado “música do diabo”. Pode-se dizer que são um dos “filhos” do trabalho musical de Estevam Hernandes. Indico Parede Branqueada.

8. Resgate: são da mesma época do Katsbarnea e também começaram a carreira sob o incentivo dos Hernandes. Sob o comando do vocalista, bispo evangélico e ex-deputado Zé Bruno – que também se envolveu em polêmicas com a Igreja Renascer – a banda tem uma qualidade musical impressionante. Indico Todo Som.

9. Catedral: eles causaram o maior alvoroço quando anunciaram que iriam gravar não apenas músicas com temas gospel, mas também com temas seculares (se é que essa é a palavra certa). Disseram que eles haviam se “desviado” e toda essa papagaiada típica, mas eles continuaram a fazer a boa música que sempre fizeram. Indico Quem Disse Que o Amor Pode Acabar.

10. Oficina G3: Surgiram também no início do gospel rock no Brasil. PAssaram por diversas mudanças no estilo musical ao longo dos anos mas sempre com qualidade impecável. Além da sindicações em prêmios específicos de música gospel foram indicados três vezes ao grammy latino. Indico Te Escolhi.

***

Sim, faltou muita gente boa nessa lista. O post já grande demais para colocar mais nomes aqui. Quem sabe eu faça outro post depois com mais nomes. Se tiverem dicas podem deixar aqui nos comentários. 😉

Dicas, gospel, Música, rock
Dicas, gospel, Música, rock
jul
07
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 15:46

E aí, corujas, como vão?

Quando uma revista ou site de música quer criar polêmica e voltar à boca do povo o que ela faz? Cria uma lista de qualquer coisa. E foi o que fez a americana New Music Express, que completou 60 anos de existência sem a força que tinha em tempos de altas vendas de edição impressa, mas ainda tão bacana quanto antes. Para “comemorar” os 60 anos a revista elegeu as 100 melhores músicas dos últimos 60 anos (tempo de existência da revista – precisava explicar?) e em primeiríssimo lugar ficou Love Will Tear Us Apart, do Joy Division. O primeiro lugar só não foi mais surpreendente do que o fato de  o “20 +” da lista deixar de fora lendas como Led Zeppelin, Black Sabbath e outros nomes.

Pronto, polêmica criada. Alguns concordam, muitos discordam e outros criaram suas próprias listas. Bom, você não precisa ter 60 anos para eleger as melhores músicas dos últimos tempos. Então fique à vontade para criar a sua. Quiser compartilhar nos comentários, fique a vontade!

Aí vai a lista da NME:

 

1. Joy Division – ‘Love Will Tear Us Apart’
2. Pulp – ‘Common People’
3. David Bowie – ‘”Heroes”‘
4. The Beach Boys – ‘Good Vibratons’
5. New Order – ‘Blue Monday’
6. The Stone Roses – ‘She Bangs The Drums’
7. The Smiths – ‘There Is A Light That Never Goes Out’
8. The Specials – ‘Ghost Town’
9. Dizzee Rascal – ‘Fix Up, Look Sharp’
10. Oasis – ‘Wonderwall’
11. The Rolling Stones – ‘Sympathy For The Devil’
12. The Ronettes – ‘Be My Baby’
13. Michael Jackson – ‘Billie Jean’
14. Sex Pistols – ‘God Save The Queen’
15. The Beatles – ‘A Day In The Life’
16. The Cure – ‘Boys Don’t Cry’
17. Bob Dylan – ‘Like A Rolling Stone’
18. The Beach Boys – ‘God Only Knows’
19. Madonna – ‘Like A Prayer’
20. The Stone Roses – ‘I Am The Resurrection’

 

Bai @wesleytalaveira

Música, Weslley Talaveira
Música, Weslley Talaveira
jul
02
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 23:55

 

Opa, e aí corujas, como vão?

Pelo jeito falar em “desenvolvimento sustentável” é o que há no momento. Tanto que para isso até a ONU tem lá suas reuniões para tratar do tema, como a Rio+20, que nada mais é do que uma ressonância da Rio 92, que por sua vez também foi uma ressonância da Conferência de Estocolmo, em 1972. E desde essa época a mesma tecla vem sendo batida: como garantir o desenvolvimento das gerações atuais sem comprometer as futuras? Boa pergunta! Com base nessa “preocupação” já surgiram várias ONG’s, institutos e reuniões para debater o assunto, que parece que quanto mais é discutido mais longe fica de uma solução. Ou seja, como diria o sábio Tite, essa gente “fala muito” e não resolve nada.

Há inclusive diversas pessoas, inclusive cientistas no mundo que simplesmente desmentem a ideia do “aquecimento global”, tão usada pelos ambientalistas. Um deles, e talvez o principal, é o jornalista inglês James Delingpole, que simplesmente diz que a militância dos ambientalistas na verdade esconde uma briga política. Parece difícil? Só pra ficar mais claro: para esse jornalista o aquecimento global não existe. O que existe é uma exploração da boa fé de gente comprometida com a economia dos recursos naturais. Na opinião dele, claro. Ele usa dados de cientistas (inclusive um brasileiro) que dizem que o que existe na verdade é um aquecimento normal do planeta, que a cada fase se aquece ou resfria. Estamos num momento de aquecimento. Só isso, qualquer coisa a mais é histeria de ecochatos. Meio polêmico isso, né?

Bom, uma coisa é fato: seja verdade ou mentira o tal aquecimento global, economizar os recursos naturais nunca é demais. E isso começa na casa da gente, com torneiras fechadas, luzes apagadas, lâmpadas econômicas e etc. Mas não é só isso. É cobrar que o governo faça coleta seletiva do lixo, que evite o desmatamento, que acabe com a impermeabilização das ruas e cuide melhor dos rios nas cidades. Não adianta nada eu fazer a coleta seletiva em casa se a prefeitura manda para o aterro todos os dias mais de 18 mil toneladas de lixo. Estamos em ano de eleição, uma boa oportunidade de ver isso.

Por hoje é só. #bai

@wesleytalaveira

jun
01
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 18:00

Opa, e aí corujas de peso, como vão?

A obesidade tem sido o assunto do momento: programas de TV ensinam a se alimentar de forma saudável, reportagens mostram os riscos da obesidade e, ao mesmo tempo, o mundo está ficando mais gordo. Aliás, gordo não. Pelo menos não na Inglaterra.

É que um projeto de Lei meio estranho quer proibir o uso da palavra “gordo” para se referir as pessoas que tem medo da balança. Segundo esse projeto, o termo fat (gordo – precisava traduzir? ¬¬) acaba incentivando o bullying, pois chamar alguém de gordo pode sugerir uma pressão social ainda maior pelo peso ideal, já que muitas vezes a obesidade é vista como resultado de uma alimentação desregrada (e na maioria das vezes é, mesmo).

O problema é que o Projeto não vem acompanhado de nenhuma Lei que incentive a vida saudável, nem de nenhuma política pública para acompanhamento do peso dos gordinhos, ou de qualquer projeto  para que as pessoas possam se exercitar mais. Simplesmente proíbe o gordo de ser gordo, só isso. Sim, a obesidade é um problema de saúde pública no mundo todo, mas será que uma palavra a mais ou a menos é o suficiente para resolver o problema?

Eu, que há um bom tempo não estou no meu peso ideal, não posso opinar muito sobre o assunto, então deixo para vocês: o que acham de uma lei dessas? No Brasil isso funcionaria? Acham que a palavra “gordo” realmente é pejorativa e deveria ser trocada ou isso é ser “politicamente correto” demais?

Respondam!

Bai @wesleytaaveira 

abr
19
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 0:22

Opa, e aí corujas, td bem?

Depois de um tempinho longe eis-me aqui de volta. E hoje queria comentar com vcs um acontecimento meio chato dessa semana: o pequeno tumulto causado pelo Maurício Meireles, do CQC, durante a visita rápida da toda poderosa Hillary Clinton. Enquanto milhares de jornalistas aguardavam a oportunidade quase única de conseguir uma boa imagem ou pelo menos uma simples palavra da mulher braço-forte do Obama eis que surge o humorista fazendo graça, gritando e causando tumulto no meio de todos. Resultado: frustração no trabalho de milhares de jornalistas que estavam ali somente para isso e uma quase-pancadaria.

Não é a primeira vez que acontecem coisas desse tipo. E o CQC não é o único. O Pânico já causou raiva em muito jornalista por aí com suas presepadas, na maioria das vezes fora de hora. Uma certa jornalista chegou a dizer que “quando a Sabrina Sato ia em Brasília era um inferno”.

Não sou contra o tipo de humor que o CQC faz, apesar de achar que o programa está perdendo o rumo. Mas tem uma coisa que o CQC e outros programas de humor precisam entender: tudo tem o momento certo. Nem toda hora é hora de fazer graça. Aquele momento por exemplo, com a Secretária de Estado norte americana em visita ao Brasil, não era momento para fazer gracinha. Primeiro porque o CQC, apesar de ter credencial para estar ali, não é um programa jornalístico, o que nos leva a pensar outra coisa: quais os critérios para se liberar o acesso da imprensa a um evento desse porte? Maurício Meireles não é jornalista, é humorista. E liberar um humorista para visitar um evento desses não ia dar em outra coisa senão nisso.

Não, não estou defendendo censura ao humor. Defendo o bom senso. É bem diferente. É legal de ver a Monica Iozzi (a melhor da equipe, na minha opinião) em Brasília fazendo nossos deputados falarem coisas que eles nunca falariam numa entrevista à Globo News, por exemplo. É muito legal, também, de ver também o Rafael Cortez conversando com músicos, ou o Oscar Filho protestando contra algum descaso público no Proteste Já. Mas o bom senso é sempre importante, exatamente para evitar que situações como a dessa semana aconteçam.

Isso nos levaria a um outro debate, muito mais complexo: quais os limites do humor? Posso começar com uma resposta simples: se o humor não tem graça, não é humor. Na maioria das vezes é ofensa gratuita.

Tenho dito! @wesleytalaveira

wesley talaveira
wesley talaveira
fev
16
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 23:48

Opa, e aí, corujas?

No meu último post aqui falei exatamente sobre pessoas que preferem viver de futilidades e não dão importância ao que realmente nos torna inteligentes, lembram? Se não lembram o texto tá aqui.

Hoje eu vou me contradizer! Ao invés de dizer que vocês devem procurar cultura, boa literatura, digo que essa é a época perfeita para nos alienarmos um pouco. É, estou falando do carnaval. Época tão esperada por uns e tão criticada por outros. Enquanto algumas pessoas não viam a hora de chegar o carnaval para sambar, pular e cair na farra outros vão criticar, dizer que essa é uma festa de gente burra, que o carnaval é um festival de imoralidade, que as mulheres seminuas – em alguns casos nuas – são um exemplo de que o Brasil chegou ao fundo do poço e etc. Todo ano é assim e esse ano não vai ser diferente.

Mas não tô nem aí. Trabalhei o ano inteiro, estudei, li tudo o que eu devia ler, me informei, me atualizei. Posso aproveitar meu feriado pra descansar a cabeça e me divertir com coisas “triviais”? Só por um momento não estou interessado pela crise financeira da Europa, nem com as crises políticas na África, nem com o arsenal nuclear que o Irã está desenvolvendo. Por um momento não estou interessado se o crime do mensalão vai prescrever nem se a oposição no Brasil anda desorientada. Pelo menos nesses quatro dias eu quero só me divertir um pouco.

Acho que essa patrulha do politicamente correto e do moralmente aceitável já está enchendo o saco. Se por um lado nós devemos procurar nos manter informados sobre assuntos importantes, por outro lado todo mundo tem o direito de descansar um pouco, de vez em quando. Não tenho a obrigação de estar sempre envolvido em causas sociais nem de acompanhar 24 horas o trabalho dos senadores brasileiros.

Então nesse carnaval dá licença que eu vou apenas me divertir.

Abraços aos que ficam! #bai

@wesleytalaveira

fev
03
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 18:55

Opa, e aí, corujas, blz?

Provavelmente todo mundo aí já comeu biscoito de polvilho pelo menos vez na vida, certo? E se você já comeu você sabe de uma coisa: biscoito de polvilho é até bom, mas não mata fome.  Até parece saciar no começo, mas alguns minutos depois a fome volta, e ainda mais forte.

Saindo um pouco dos polvilhos, vamos pensar numa outra situação: uma garota até poucos dias totalmente desconhecida da sociedade de repente vira conhecida por ter sido citada num comercial feito pelo pai, onde ele apenas dizia que a filha estava no Canadá. O que começou como um simples meme na internet (uma brincadeira até legal, diga-se de passagem), tomou outras proporções. A menina virou celebridade. Agora cobra caro apenas para aparecer em festas. Vez por outra “ataca” de DJ. Virou tema de concurso público. E o irmão, até então insignificante, agora pega carona no sucesso instantâneo da irmã e já se oferece para trabalhar como “modelo”. Ou seja, o que parecia engraçado acabou transformando mais uma anônima em subcelebridade, fadada a ser esquecida a daqui há alguns meses. Ela não é a primeira. Nem será a última. Alguns dizem que isso é a “força das redes sociais”. Eu prefiro dizer que é outra coisa: nós gostamos de consumir o que é fútil. Mais ainda: gostamos de fabricar futilidades.

Tá, ninguém é superinteligente 24 horas por dia e nem deve ser, senão vira uma pessoa sem graça, exceto se você for Sheldon Cooper… rs Mas certas coisas estão passando dos limites. A mídia supervaloriza coisas bobas. Acompanha a Luiza onde ela vai e a trata como celebridade. Enquanto isso coisas que deveriam ser importantes fica em segundo plano. Preferimos acompanhar a Luiza do que o trabalho do Congresso brasileiro. Preferimos saber o que marmanjos fazem confinados numa casa (ou numa fazenda) do que saber o que está sendo feito com nosso dinheiro na escola, no governo, no Brasil.  E não, não sou contra quem vê BBB. O que estou falando aqui é sobre prioridades. Estamos colocando o superficial como principal, e o principal está ficando para trás.

Ou seja, preferimos nos encher de biscoitos de polvilho do que se alimentar de algo que realmente sustente. Preferimos consumir o que é fútil – e mais fácil para entender – do que pensar um pouco mais e produzir opinião sobre coisas sérias. O errado não é comer polvilho. É comer apenas o polvilho. Não é errado brincar um pouco na internet e repetir memes. É errado fazer apenas isso. Não dá pra comer apenas biscoito de polvilho no almoço e dizer que está “saciado”. Também não dá pra se dizer uma pessoa “de opinião própria” consumindo apenas o que a mídia produz. Muitas outras “Luizas” vão surgir. E tomara que surjam, mesmo, assim a internet não fica tão sem graça. Mas você vai viver só disso?

Para onde estamos indo, sociedade? rs

#Bai!

Sigam-me: @wesleytalaveira

jan
13
2012
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 15:07

Opa, e aí corujas, como vão? Sentiram minha falta? (Posso ouvir um “sim” em algum lugar? haha)

Bom, já se passaram as festas de ano novo e acho que já caiu a ficha que 2012 começou de fato, né? Todo mundo já está correndo atrás dos compromissos de início de ano: vestibular (quem ainda não fez), SiSU, IPVA, e por aí vai. E infelizmente um outro acontecimento de início de ano também já mostrou força: as tragédias por causa de chuvas. Em Minas Gerais, Rio de Janeiro, novamente fomos obrigados a ver cenas que marcam qualquer um, desde o mais engajado até o mais indiferente. Pessoas morrendo e outros que perdem tudo – ou o pouco que tem – em minutos por causa das fortes chuvas. Mas será que a culpa é da chuva mesmo?

Infelizmente o Brasil não tem nenhuma tradição em prevenção de tragédias, como se vê em outros países. O famoso “jeitinho brasileiro” aparece até na hora da enchente, da destruição: governos e governantes providenciam rapidamente um dinheiro que poderia ter sido investido muito antes e aparecem para capitalizar politicamente e dizer que estão “trabalhando pelo bem das pessoas”. Ou seja, a mesma coisa todos os anos. Ninguém faz nada e depois aparece na TV dizendo que fez tudo.

Por que estou dizendo isso? Estamos em ano de eleição municipal. Nesse ano você tem a obrigação o direito de eleger as pessoa diretamente responsáveis pelo cuidado da cidade: o prefeito e os vereadores. Então que tal usar a eleição desse ano pra tentar evitar que nos próximos anos a gente tenha que ver essas mesmas cenas? É só analisar mais um pouquinho antes de escolher em quem votar. Simples. Só assim a gente consegue mudar. OK?

Bai @wesleytalaveira