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ACONTECEU COMIGO #76
fev
18
2016

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Olá, Corujas e Corujos! Blz?!

Minha história é meio complexa e precisarei da atenção de vocês do início ao fim do texto.

Este trecho da minha vida remonta os idos de 2008. Copa Libertadores da América. Principal torneio sul-americano de clubes de futebol. O jogo: Boca Jrs e Fluminense.

O meu time: Flamengo. O time da minha namorada à época: Fluminense. Já entenderam o drama, certo?

Parceiro, esse jogo era importantíssimo. Era uma semi-final e, pela primeira vez, o time das Laranjeiras teriam a chance de, em caso de vitória, passar à uma final de Libertadores.

Minha mina era fanática pelo Fluminense. E mais do que isso. Era linda. Uma das mulheres mais lindas que já tive a oportunidade tocar. É importante que se registre isso.

Em uma promessa vaga, num daqueles momentos mais vulneráveis em que um homem se coloca, ela, entre os meus joelhos, ela me fez jurar levá-la em todos os jogos do Flu na referida competição. Não tive escolha. Com os olhos semi-cerrados, jurei. “Eles vão sair na primeira fase” – Pensei. Ledo engano.

Numa manobra que parecia genial, a convenci a ir apenas nos jogos que aconteceriam no RJ. A conquistei prometendo levá-la às partidas da semi e da final, caso o tricolor avançasse.

Ela aceitou. O Flu não parou mais.

Me fud#…

Pois bem.

O Flu ia ter que jogar a semi, como disse, contra o time de Maradona: o Boca Jrs. Passagens compradas para a Argentina, não reservei hotel. Faríamos um bate-e-volta no dia do jogo. Chegaríamos pela manhã e iríamos embora na manhã do dia seguinte.

Chegando na terra dos hermanos, fomos direto ao centro de Buenos Aires à procura de ingressos e informações. Foi uma dura batalha de umas 4 horas. Os ingressos eram raridade, e quando achávamos eram caríssimos.

Até que encontramos um argentino gente boníssima chamado Frederico (que na verdade chamava-se Federico), que nos guiou nessa procura final e nos conseguiu ingressos muito mais em conta.

Como forma de agradecimento, chamamos o Frederico para almoçar conosco. Ele, de boa praça que era, aceitou e ainda nos prometeu apresentar sua “galera”. Achei de boa.

Após o almoço, rumamos os três, minha mina, o Frederico e eu, à um café no Centro da cidade. Lá estavam todos da turma do Frederico.

Parceiro, registre isso: sentada entre os presentes estava uma loira de olhos verdes que PQP! Essa era a mulher mais bonita que eu já havia visto em toda a minha carreira de olheiro amador de mulheres!

A mina era linda! Um corpo que só poderia ser definido sob um palavrão. Há de frisar, novamente, que a minha namorada tb era linda. Neste ponto há uma teoria em estudo que diz que o homem é um cavalo. E não importa quão verde possa ser o seu pasto. Você sempre quererá provar o pasto vizinho.

Fiquei louco com a mina. Mas me continha pra não dar bandeira.O que eu não precisava naquele momento era uma briga internacional no meu curriculum vitae.

Em poucos minutos de conversa, em um “portunhol” mais safado que o nosso Wesley, entendi que a Loira (doravante trataremos a hermana gostosa com a alcunha de Loira) tinha um “tre-le-lê” com o Frederico. Meu portunhol não foi capaz de determinar se era algo sério, duradouro, temporário, passado, etc… Apenas observei e contemplei aquela maravilha, de beleza comparada a um gol maradoniano em Copa do Mundo.

Falamos muitas besteiras. Os nossos assuntos iam desde Pelé e Maradona, a sexo anal e tabus. Regados pela sensacional cerveja argentina, ficamos “amigos” rápido. E, devo confessar, todos eram realmente muito bacanas. O que me quebrou um paradigma pessoal de que todos os argentinos seriam arrogantes e blá.

Próximo a hora do jogo, nos despedimos. Devo ressaltar que a Loira, além de linda, era muito cheirosa. PQP (2)!!! Trocamos beijos nas bochechas e um leve abraço. Achei que nunca mais a veria.

Mesmo quando a galera nos convidou para uma festa em um bairro próximo. Não lembro exatamente qual, mas acho que era em Palermo.

Aceitamos o convite, por educação, e trocamos telefone. Quando, enfim, nos despedimos de todos, minha namorada e eu concordamos que seria muito difícil ir à tal festa. Até porque não acreditávamos que o Frederico sequer nos ligaria.

Assistimos, pois, ao jogo. Euforia da minha namorada. O Flu empatou com o Boca. O que achava que seria impossível. Apostei, inclusive, com um amigo que o Flu seria goleado. Perdi.

Saímos do estádio e, quase que imediatamente, o Frederico nos ligou. Insistia para que fôssemos à festa. Ficamos um pouco reticentes. Mas a noite estava muito fria e a festa passou a parecer uma boa opção. A outra era passar a noite no aeroporto. Ademais, a Loira estaria lá.

Pegamos um táxi e rumamos para o endereço do Frederico. Chegamos e demos de frente com um casarão. Uma verdadeira mansão. Na verdade todo o bairro parecia ser rodeado de mansões e prédios de alto padrão. Me surpreendi.

Outro ponto a ser salientado: as festas na Argentina começam muito tarde. Então, mesmo chegando altas horas na casa do nosso nova amigo, a animação dos presentes era total. Muita música, bebida e mulheres. Numa conta rápida, deviam ter umas 5 mulheres para cada homem. E olha que tinha bastante gente na festa.

Todos dançavam. Todos riam. Todos eram simpáticos. Mas eu só conseguia reparar na Loira. E ela, talvez fosse o efeito da bebida, parecia corresponder a alguns olhares meus.

Eu me sentia em casa. Eu e a minha namorada, na verdade. Passamos a beber e a dançar junto a todos. E, vira e mexe, estávamos em uma rodinha de conversa com a Loira.

Nesse ponto eu tenho uma qualidade: eu percebo os meus limites. Eu não me arriscaria a ficar bêbado na casa de um estranho e dar em cima da mina do cara na frente da minha mina. Passei, então, a me controlar. Minha mina, ao contrário, parecia cada vez mais inebriada. Podia ser também uma mistura da vodka ingerida com o cansaço do dia.

Após algumas horas, o clima da festa deu uma esfriada. A casa tinha, na sala, dois ambientes bem amplos, com dois grandes sofás, além de algumas poltronas e outros puffs espalhados pelo local, e um clima de “meia luz”. Quadros na parede, uma cristaleira, móveis trabalhados… tudo deixava o ambiente bem confortável e “chique”. Mas naquele momento quase todos, ou estavam sentados conversando, ou estavam se “pegando” em algum canto.

Eu procurava não perder a Loira de vista. Não que eu achasse de verdade que teria algo com ela. Nem mesmo coragem pra fazer algo.

Ela passou a noite toda muito comportada e, ocasionalmente, dando tocos em todos que ousaram chegar nela.

Neste momento da festa, ela estava sentada em uma poltrona no canto oposto de onde eu estava sentado. Com um copo cor de rosa na mão, parecia olhar diretamente pra mim. Não aguentei. Correspondi todos os olhares. Como achava que tudo não passaria de um flerte despretensioso, passei a encará-la. Minha mina, a essa altura, estava praticamente apagada no meu colo. Em poucas horas deveríamos pegar nosso voo de volta ao RJ.

Ficamos, a Loira e eu, nesse flerte adolescente por alguns minutos. Até que ela levantou e veio na minha direção. Meu coração disparou. Eu pensava em tudo ao mesmo tempo. Na minha namorada. No que aquela Loira iria fazer. Em quanto tempo eu teria até o aeroporto. Um turbilhão na mente. Não que eu tivesse problemas com auto estima. Confesso que eu me considero um cara bonito. E que sempre cuidei da minha aparência e físico com musculação e esportes (fui jogador de futebol até os 18 anos).

Mas voltamos à cena.

Minha namorada deitada no meu colo. A quela Loira vindo na minha direção. Minha mente em turbilhão.

Ela chegou. Me encarava nos olhos. Que olhos eram aqueles, parceiro…

Eu fiquei na minha. A olhava, igualmente, nos olhos, mas não tomei nenhuma atitude.

Ela, então, se abaixou e falou alguma coisa no meu ouvido. Eu entendi algo como “vem comigo”. Eu, nervoso, apontei a minha namorada. Ela pegou na minha mão direita e gesticulou para levar ela também. “Entendi errado…” – Pensei. Talvez nos arrumaria um lugar para descansar até a hora de irmos embora.

Apoiei minha mina com um abraço e segui aquela Loira até o segundo andar da casa. Ela abriu a porta do segundo quarto e me mandou entrar. Era uma put# de uma suíte com uma cama enorme. Coisa de louco.

Deitei minha namorada gentilmente na cama e me virei para agradecer à Loira, já me despedindo. Então, num dos momentos mais inesquecíveis da minha história até aqui, aquela Loira monumental, inatingível e escultural, me olhou com uma cara de safada e, sem falar nada, me pegou pelo antebraço, já saindo do quarto.

Eu, em Português, perguntava em sussurros “É sério?!?”. Ela me olhava por cima do ombro e sorria. Eu perguntava da minha namorada e ela, brilhantemente, trancou a porta do quarto e, numa cena de filmes da Band, jogou a chave no decote. Registro: tudo em mim endureceu naquele momento. Inclusive a consciência. Esqueci da minha mina e segui cegamente aquela Loira.

Entramos no quarto ao lado. Ela trancou a porta e, sem cerimônias, me tascou um beijo daqueles de fazer um adolescente gozar. E eu, mesmo burro velho, só pensava em me controlar pra não queimar a largada.

Começamos a nos despir, num frenesi de quem parecia sedento pelo outro. Ela tinha, realmente, um corpo sensacional. Não tinha defeitos.

Além de tudo, sabia o que estava fazendo. Me deu um chá de #$%#@, como dizem por aí. Um chá servido de quatro, de lado, sentada, por cima, por baixo e em pé… Que chá, amigos…

Não trocamos muitas palavras, além do “dirty talk” usualmente utilizado em situações de muito tesão. E, parceiro, o que era aquela loira “gemendo” em espanhol?!?! Sensacional…

Foram duas horas de sexo. Completas. E intensas. A melhor transa do meu curriculum… Eu sequer tomei nota que estava em outro país, com a suposta namorada de outro cara e que minha mina estava no quarto ao lado.

O quarto em que estávamos era uma suíte. Ela foi tomar banho e eu, sem me fazer de rogado, me juntei à minha Evita Loira. Aproveitamos pra brincar mais um pouco. Nada muito complexo.

Parceiro, antes de colocar meu pé para fora da ducha, me veio o primeiro susto. Alguém começou a bater apressadamente na porta. E mais: passou a chamar pela Loira. “Fodió!” – Pensei…

Enquanto eu me desesperava e me apressava em me secar e me vestir, a minha Loira saía calmamente do chuveiro, portando um leve sorriso de canto de boca.

Eu olhava pra ela desesperado e ela parecia se divertir com o meu desespero.

Enquanto eu me desesperava, ela, calmamente, foi até uma segunda porta que o banheiro tinha e, cuidadosamente a abriu, meio que se escondendo atrás da mesma.

Para minha surpresa (e sorte!), esta segunda porta dava para o quarto onde a minha namorada dormia. Eu tentei catar as minhas roupas, mas peguei o vi na frente e fui nu mesmo.

Ela, logo atrás, trancou a porta e ficou lá.

Eu, já num clima de “ufa”, colei a orelha na porta do banheiro e tentei ouvir alguma coisa. Parecia uma discussão. Era o Frederico. Até que tudo ficou em silêncio.

Neste momento, eis que do mundo de Morpheu, ressurge a minha namorada e, num grito “sussurrado”, quase me faz cagar nas calças que eu não vestia, tamanho susto que levei.

– O que você está fazendo nu?!?

Eu não tinha uma desculpa de primeira. E nessas horas, parceiro, o melhor é ser o mais honesto possível. Contar a verdade, salpicada de uma mentiras aqui e acolá, não pareceu má idéia.

Eu disse que ela, de tão bêbada que estava, vomitou em mim na festa. Então, a Loira nos levou até aquele quarto e me indicou o banheiro pra tomar banho. Simples. Só que o banheiro é compartilhado com o quarto ao lado e, enquanto eu tomava o meu banho, alguém chegou desesperado batendo à porta. Eu larguei tudo e voltei para o quarto. E agora eu estava ali, em pé, tentando saber o que estava acontecendo. Simples.

Ela acreditou.

E ainda se juntou a mim tentando ouvir alguma coisa. E não demorou muito para que percebêssemos o que estava rolando no quarto ao lado… (voz do Roger – Ultraje à Rigor – mode on): Sexo!

Parceiro, coisa de filme! A minha Loira, depois de uma sessão de sexo alucinada, ainda teve gás para engatar uma saideira com o Hermano Fred!!! Tudo bem que, pelo que ouvimos, não durou mais do que 15 minutos… Mas me bateu uma bad… Parecia que o traído fora eu… Entenderá? Nunca…

O pior: minha namorada começou a se animar, e veio pra dentro, parceiro. E eu descobri que o meu fogo não é tão grande quanto o da Loira. Broxei… Eu coloquei como desculpa o vômito, o banho, a situação, o quarto dos outros, a hora… enfim… Ela até foi muito compreensiva. No fundo, acho que o fato de ter sido “boi” pela Loira pesou mais.

Ficamos um pouco mais no quarto e descemos pra ir embora. O dia já amanhecia e o voo já partiria.

Detalhe: cadê a cueca?!?! Certamente ficara no quarto da Loira. Fui sem cueca mesmo.

Descemos e não encontramos nem a Loira e nem o Frederico. Nos despedimos de alguns que ali ainda estavam e fomos à rua tentar pegar um táxi.

A minha namorada não parava de falar o quanto tinha sido louco aquele dia. O fato de termos ido à Argentina ver o jogo do Flu e ter conhecido toda aquela gente. Tudo parecia muito surreal. Enfim.

Eu só pensava na minha Loira. Há um detalhe a ser dito sobre não usar cueca: quando você lembrar de uma transa sensacional, com uma loira sensacional, seu “boneco” se erguerá e você não conseguirá disfarçar isso. Principalmente da sua namorada…

– Ué?! Agora?!?! – Ela disse, quando já estávamos no voo de volta pra casa.

Eu disfarcei, pus a mão nas pernas dela e sorri. Ela correspondeu da mesma forma, sendo bem sutil, e passando a mão, como por esbarrão, na minha “criança”.

Amigos, quanto mais eu pensava na Loira, mais a “criança” endurecia. E mais animada a minha namorada ficava. Mas não dava pra fazer muita coisa ali. Um voo diurno e cheio.

Enfim, voltamos às nossas vidas.

Nunca esqueci a Loira, e ainda fiz questão de contar para todos os meus amigos. Que, obviamente, ficaram reticentes.
Ainda não existia o facebook. E procurar alguém no Orkut era um martírio. Achei que nunca mais veria a minha Loira.

Até que, há uns dois anos atrás, a procurei no Facebook e, pra minha surpresa, a encontrei!!!

Ela ainda estava linda! Mas era casada e já era mãe! E eu ainda era noivo da mesma guria tricolor.

Mandei uma mensagem despretensiosa, perguntando como ela estava e tal. Ela levou uns quatro dias pra me responder. Mas pareceu muito efusiva. Se disse feliz com o meu contato e por saber que eu estava bem.

Ela disse que estava casada com um fulano e que ele era jogador de futebol, e que, inclusive, era o dono da casa onde fomos à festa.

É… isso mesmo… ela já era namorada do cara naquela noite!!! Ou seja: fomos, os três, não cornos, mas sócios!

Rimos daquilo tudo, e ficamos de trocar mais mensagens. Mas não durou o tanto que achei que duraria. Não era o mesmo encanto. Apesar de ter me surpreendido com o senso de humor da Loira e do quanto ela achava aquilo tudo normal.

Da última vez que falamos, ela iniciou a conversa me mandando a imagem de uma cueca. Obviamente, não era a minha. Mas ela se lembrava.

Rimos bastante!

E, até hoje, aquela Loira permeia alguns dos meus sonhos mais sapecas…

Ê, Argentina…

 – Anônimo

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