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Aconteceu Comigo #36
mar
18
2013

Namorava com ela há 8 meses, nesse tempo fui na casa dela umas 10 vezes no máximo, passando sempre menos de meia hora. O motivo? O pai cuzão. Mas quando eu falo cuzão, é cuzão mesmo, o cara sempre me esnobou, das vezes que nos cruzamos o maluco fez questão de me fazer me sentir um lixo, de me humilhar e tripudiar.

Além do fato de eu comer a filha dele, o outro motivo pelo qual ele me odeia é aquela clássica diferença de classe social. Não sou pobrão, mas meu trabalho não é la essas coisas e eles são de família rica, gerações e gerações de engenheiros e tal, rios de grana.

O maluco acha que eu tô alí por causa do dinheiro, motivo escroto, tendo em vista que a filha dele é linda e se não fosse rica eu olharia para ela do mesmo jeito. Fazia 8 meses que estávamos juntos, nunca a destratei, sempre a valorizei e eu gosto dela de verdade. Custa o maluco levantar bandeira branca e ficar em paz? É tão difícil para ele perceber que ela é FELIZ?

Então, minha família foi viajar no natal para casa de uns parentes e como eu trabalho, não pude ir. Quando você namora e sua namorada não curte seus amigos, inevitavelmente você se afasta dos caras. É o famoso “ou eles ou eu”. E quando se ama, de fato é o que acontece.

Sem família, distante dos amigos, não tive outra alternativa a não passar o natal com ela e sua família. Eu odiei a ideia, lógico, mas ela insistiu, disse que não tinha problema e que tudo ia acabar bem. Daí vocês já podem imaginar que o sogrão gente boa além de não olhar na minha cara, fez questão de mandar indiretas, de humilhar este fodido que vos fala, com uma série de acontecimentos.

O primeiro acontecimento: A empregada servindo todo mundo, chegou na minha vez ele INTERROMPEU a mulher, falou para ela deixar os negócios em cima da mesa que eu sabia me servir sozinho, que eu estava acostumado com self-service. Imagina aí a minha cara de lixo. Minha namorada fez um olhar de tristeza e me serviu, eu pensei em outras coisas, tentei relevar.

Segundo acontecimento: Meu telefone tocou, era minha mãe querendo me dar feliz natal, fui atender na inocência, ele deu UM SOCO na mesa e disse em voz alta na frente de todos: “VOCÊ NÃO SABIA QUE ISSO É FALTA DE EDUCAÇÃO NÃO ? MALANDRO. Essa minha mãe ouviu, levantei da mesa e fui falar com ela. Fiquei muito puto, foda-se a ceia, foda-se tudo, nem fome eu tinha mais.

Minha namorada deu uma disfarçada, perguntou quem era, falei baixinho que era minha mãe. Daí o filho da puta TINHA que fazer piadinha com a minha mãe né caras, quando ele ouviu fez o comentário, dessa vez direto pra mim:
-E a patroa da sua mãe deixa ela ligar pra celular? É muita folga, empregada folgada assim comigo só se fode.

Não dava mais, me senti um BOSTA , meu sangue ferveu, meus olhos enxeram de lágrimas. Eu queria socar ele, eu queria quebrar os dentes desse fdp, mas meu namoro ia pro saco, além de acabar com o natal da família, mas ofender assim alguém que nem estava ali para se defender, ser motivo de gracinha para aquele lixo de pessoa.

Toquei o foda-se, não lembro exatamente as palavras porque estava muito nervoso, mas foi mais ou menos isso:
-ESCUTA AQUI Ô SEU MONTE DE BOSTA,VOCÊ JÁ TIRA COM A MINHA CARA HÁ 8 MESES, AGORA OFENDER A MINHA MÃE SEM MAIS NEM MENOS, JÁ É UM MOTIVO PARA QUEBRAR A SUA CARA.

Daí ele gritou: -FALA BAIXO, SEU FAVELADO! e jogou o copo em mim, acertou meu braço. Imagina o caos que estava essa mesa, namorada tentando me segurar, a esposa puxando ele, a irmã dela autista chorando e eu naquele ódio com uma vontade enorme de matar ele ali mesmo.

Ele veio, dando a volta na mesa igual um touro para me pegar, a família toda o segurando e gritando para eu ir embora. Olhei nos olhos tristonhos da minha namorada, sabendo que seria o último dia que iria a ver, dei um beijo na testa dela, dei as costas e fui embora.

Desisti do meu grande amor. O que fazer, se a família dela nunca iria me aceitar? Talvez no futuro, quando eu conquistar meu espaço e ser respeitado pela sociedade (a vida é essa manolo, se você não tem dinheiro, você não presta), eu possa tê-la novamente.

Sofremos muito até hoje, mas agora quero buscar o meu futuro. E torço, sinceramente, que ela não aja como sua família, que mesmo não estando ao meu lado, saiba escolher alguém com princípios, dignidade, enfim, com qualidades de um ser humano de verdade. Não por bens materiais. Ela é uma grande menina! Merece ser feliz!

E ao pobre coitado do seu pai, que ele se exploda. Que quando ele morrer, que enfiem todo a grana no rabo dele para ele desfrutar da sua riqueza no inferno.

Essa é a história de um MERDA, favelado. Por enquanto.

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