INSÔÔNIA.com
Aconteceu Comigo #30
jan
21
2013

Olá, meu nome é Cleber tenho 15 anos e sou de Jlle-SC. A história que eu tenho para contar é bem típica de adolescente idiotinha e apaixonado. Bem, vou falar um pouco sobre mim, sou um garoto bem nerd na escola, sou baixinho e não muito bonito (para não dizer feio), e tudo começou na 4 série quando entrou uma menina do mesmo estilo que eu, nerd e baixinha. Nós estudamos posteriormente na 6ª, 7ª e agora na 8ª série, o ano que eu fiz a maior babaquice que poderia ter feito.

Desde o início todo mundo falava: Vocês têm tudo a ver! De tanto falarem isso, comecei a reparar nela e de fato criei um sentimento pela menina, apesar de não nos darmos muito bem. Brigávamos direto. Até levava isso de maneira positiva (nos filmes os amores começam depois de muitas brigas… rsrs).

É, eu sou uma pessoa bem extrovertida e sonhadora, mas em aspecto de relacionamento, sou um fiasco. Não é atoa que sou BV até hoje. Sou muito tímido e acho que o primeiro beijo é algo muito importante para desperdiçar com alguém que não valha a pena (daí você já imagina o que eu sintia por essa vaca).

Simm, eu queria que meu primeiro beijo fosse com ela. Meus amigos acham ela feia, mas eu enxergava muito além disso. Então, depois de anos guardando este sentimento comigo, finalmente esse ano tomei coragem para me declarar. Não coragem suficiente para falar na lata, então fiz uma carta, um desenho dela (eu desenho bem) e comprei um sonho de valsa. Na carta eu me declarei como um completo retardado com trechos do tipo: “me lembro na 4ª série em que pintávamos um desenho e você disse que adora amarelo bem forte, desde então sou louco por amarelo” kkkkkkkk e pedi para uma amiga entregar o presente a ela. Cara isso foi triste!

Ela passou o dia inteiro trancada no banheiro da escola com as amigas e não olhou na minha cara hora nenhuma. A última aula era de história e a gente não faz nada nessa aula kkkkk, ela passou a aula toda escrevendo alguma coisa que eu sabia que era para mim. Fiquei ansioso pra caramba, imaginei que ela fosse me dizer o mesmo, que gostava de mim, etc. Foi a aula mais longa da minha vida. Deu tempo até de sonhar com a nossa lua de mel.

Chega o final da aula e ela me vira e joga uma bola de papel na cara e disse: Seja feliz! Nesse momento algo me dizia que eu não seria feliz. Desembrulhei o papel que dizia coisas como: “Você é do tipo de pessoa despresivél que a sociedade tem que suportar” e “eu jamais ficaria com alguém como você”. No fim do papel ela destacou a frase: “SE FODA OTÁRIO”.

Fiquei sem chão, uma vontade enorme de chorar, mas me sugurei. Já sou taxado na escola de nerd e feio, frouxo já é demais. Meus amigos todos me apoiando e dizendo que ela era uma idiota, até mesmo algumas amigas dela me disseram isso. O pior da história é que a minha amiga que entregou a carta disse que quando ela leu, ela disse: “Quem escreveu isso?” Sorrindo minha amiga respondeu: “Você não sabe?” E ela: “Me diz que foi o Anderson!”. Tipo que o Anderson é o playboy da sala que vive me zuando, me ofendendo. Temos um ódio mortal um pelo outro.

No final das contas paguei o maior mico da minha vida e cheguei a uma conclusão: “O amor NÃO existe”. Essa história de que todo mundo tem uma cara metade é tudo mentira. Não acredita, viu gente!

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