Selvagens urbanos II | Blog Insôônia
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Selvagens urbanos II
out
24
2011
Leitura da Noite, Textos / Por: Coruja ás 16:42

Opa, e aí corujas, como vão?

Todos os dias vemos na TV notícias de mulheres que foram espancadas pelo namorado /  noivo /  marido / filho (sim, até filho!). Uma moça teve o braço quebrado numa boate porque se recusou a dar um beijo num cara que, depois se descobriu, já tem passagens na polícia por agressão à ex-namorada. Aí me lembro de uma vez que vi no metrô um rapaz que ia descer, mas uma mocinha estava tranquilamente desatenta na porta ouvindo música no iPod. Ele pediu licença, mas ela não ouviu. Ele então a empurrou com força para fora do trem e saiu correndo. Na queda a moça bateu a cara no chão, quebrou os óculos no meio e cortou o rosto por causa da lente quebrada. Ainda restam dúvidas de que os homens andam violentos demais?

Mas mesmo assim fizeram a pesquisa pra comprovar o que todos já percebemos nas ruas. Pelo menos em grandes cidades, como São Paulo e Rio de Janeiro. Nas outras cidades dos outros estados eu não sei, me digam vocês. Mas nas capitais os homens andam virando selvagens urbanos.

Usei esse mesmo título uma vez num outro post para falar de gente mal educada, que esqueceu o significado de palavrinhas mágicas como “com licença”, “por favor” e “obrigado”. Agora, quem diria, venho aqui pra falar de homens agredindo mulheres. O que anda acontecendo conosco, homens? Será a vontade de se mostrar como o  “macho” que está nos tornando trogloditas? Num mundo onde a homossexualidade anda tão discutida, parece que os homens estão querendo mostrar que são “homens de verdade”. Só que tem uma coisa, velho: redefina seu conceito de “homem de verdade”, pois o que estamos nos tornando está longe de ser isso. Ser homem de verdade não é mostrar força física para quem é mais frágil. É exatamente o contrário: mostrar que, por ser mais forte, você toma todo o cuidado do mundo pra nunca causar mal à outra pessoa. A você que se acha o verdadeiro macho porque desce o cacete em mulher:  tem muito gay mais homem que você.

Resolver diferenças na porrada nunca foi a solução para nada. Principalmente quando essas diferenças são entre pessoas de sexos diferentes. E concordem comigo: um tapa que uma mulher der num homem doi muito menos que um tapa que um homem dá numa mulher. Então aquela de “eu bati porque ela me bateu” não cola. Levou o fora dela? Segue sua vida e arruma outra, cacete!  Pra que vai brigar por uma menina que não te quer? Ou você é tão encalhado que se terminar um namoro nunca mais vai encontrar outra pessoa que te queira?

Em pleno século XXI eis-me aqui pedindo: respeitem as mulheres. É difícil demais entender isso?

Bai @wesleytalaveira

Coruja
Mulheres, violencia, Weslley Talaveira
Coruja
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