Peripécias de um Motel #16 | Blog Insôônia
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Peripécias de um Motel #16
set
25
2011
Oi corujinhas! Como andam as coisas? =)
Semana passada estava mega insegura com o post. Afinal, estava bem doente e o post saiu com ajuda divina! Mas como vocês são foda #digdin #digdin , me deram um retorno sensacional!!
Vocês me matam de orgulho! *-*
Antes da prosa de hoje, dá aquele follow maroto lá no twitter @aline_leitte e aquele add básico no Facebook .
Vamo que vamo! Como vocês já estão acostumados, no post passado deixei três histórias para serem votadas!
A mais votada fooooooi:

 

Festinha nada privê!

Antes de mais nada, recadinho básico! Depois de tanto tempo escrevendo aqui no Insoonia, tem gente que AINDA acha que os relatos são inventados. Só digo uma coisa: depois do sanduiche de buceta, vocês duvidam de mais alguma coisa? #ficaadica

Recado dado, vamos lá?

No Motel não temos suítes destinadas a prática de swing (para os leigos, suruba), mas temos uma suíte bem grande que de vez em quando a gente aluga para algumas pessoas que querem se divertir.

Certo dia, ligou uma mulher querendo uma suíte para reunir algumas amigas para fazer seu chá de lingerie e despedida de solteira. Tranquilo. Está bem na ‘moda’ as mulheres recorrerem á motéis para esse tipo de comemoração.

Conversando com ela, expliquei que alugaríamos a suíte, mas com a condição de um número limitado de convidados e seria proibida a bagunça excessiva, afinal os apartamentos são muitos próximo um dos outros.

Como eu trabalho com decoração de suítes, combinei com a moça que eu iria arrumar o quarto para ela. No dia e hora combinado, cheguei com todos os itens da festa para começar a montar tudo. Enchi a hidromassagem de gelo e nela coloquei algumas garrafas de espumante, cerveja, Smirnoff  Ice entre outras bebidas. Coloquei no balcão alguns petiscos que ela havia encomendado, e na mesa várias taças de champagne para que suas convidadas se servissem. E por todo o quarto, espalhei cálices com chantilly acompanhados de morango.  O quarto conta com um globo de iluminação e um poste de Pole Dance. Ficou muito legal. A suíte ficou com um ar erótico e sofisticado ao mesmo tempo.

Pouco antes da festa, a moça chegou para ver como tudo estava ficando. E junto com ela, ela me trouxe uma mochila que era para ser deixada escondida dentro do banheiro.

Hummmm

Pensei comigo: “Aí tem!!!”

Logo depois que a moçoila foi embora, o diabinho que vive no meu lado direito me mandou ver o que tinha dentro da mochila. Já o anjinho do lado esquerdo mandou eu não ver, afinal não se meche nas coisas dos outros. E eu claro, fui correndo ver o que tinha dentro da mochila. (eu não presto, eu sei!)

Dentro tinha um espartilho preto, uma sandália salto 15 agulha, uma máscara, um par de algemas, vários vibradores, lubrificantes e preservativos.

Uai! Como assim?

Pelo que eu saiba, chá de lingerie não precisa disso tudo… Algo muito estranho ia acontecer. Estava na cara!

Um pouco antes do horário combinado, a dona da festa chegou. Notei que ela estava com uma roupa muito simples para quem vai comemorar junto com as amigas, mas cada um com seu estilo né? Passado um tempo que ela entrou no quarto, ela me chamou para dar ‘ajudazinha’ pra ela.

Xiii, fiquei meio cabreira. Nem a pau eu entro em quarto com cliente dentro. Vai saber o que se passa na cabeça desse povo.

Mas como ela estava sozinha e como eu tinha decorado a suíte pra ela, eu fui.

Entrando na suíte, a moça tinha trocado de roupa. Ela estava vestida com os itens que citei na bolsa. Espartilho, a sandália, estava com as algemas no pulso e tudo mais. Por cima ela estava com um sobretudo preto meio transparente. Quando a vi daquele jeito, tive a certeza que a festinha dela não ia envolver somente uma comemoração.

Acho que ela entendeu errado o conceito de chá de lingerie. O chá é pra ela ganhar a lingerie, e não para ela estar vestida só de calcinha e espartilho! Rsrs

Depois de explicar pra ela alguns detalhes das bebidas e da decoração saí do quarto e fiquei pensando nas convidadas. Como será que elas iriam estar vestidas?

Quando deu o horário marcado, as convidadas começaram a chegar. Como dentro do Motel não tem lugar para estacionar todos os carros, todas elas tiveram que deixar o carro na rua e entrar no Motel a pé. Uma a uma as convidadas foram chegando. E todas tinham em comum uma mochila ou uma bolsa grande.

Juntando A + B cheguei a conclusão de que todas elas iam trocar de roupa e ficar semi-nuas dentro da suíte. O que esse bando de mulher louca vai arrumar??

Estava completamente encafifada! A menina fecha a suíte para uma “comemoração simples com as amigas” (nas palavras dela!) e na hora a festa estava se tornando uma zona.

Música tocando, as meninas se divertindo soltando gritinhos empolgados, dando risadas escandalosas e ouvindo muita música.

Aparentemente todas as convidadas haviam chegado. Mas a moça tinha fechado a suíte para 20 pessoas, e lá se encontravam apenas 10. Reparei nesse detalhe mas nem me apeguei muito.

Passado um tempo encostou uma van com vidro pretinho, pretinho de tanto insulfime. O motorista (diga-se se passagem lindo de morrer) disse que havia uma encomenda para o quarto da festinha. Deixei entrar, imaginei que seria alguma bebida ou algum tipo de comida…sei lá.

Liguei no quarto pra falar que a encomenda tinha chegado.

Mais que depressa, estavam todas as convidadas (vestidas de calcinha, sutiã, espartilho, roupão cada uma de seu jeito) na garagem.

O motorista desceu da van, e disse pra moça:

“Aqui está sua encomenda…”

Do nada, começa a sair um monte de homem da van! Nisso cada homem que saia da van, pegava uma mulher e entrava pro quarto. Pelas minhas contas tinha uns 10 homens. Um para cada mulher. O melhor é que os homens estavam todos uniformizados, tipo Gogo Boys! (Depois fiquei curiosa pra saber onde ela conseguiu esse bando de homens. E pelo jeito eles estavam acostumados a fazer esse tipo de festa..enfim, FOCO na história!

Foi aí que a festa de VERDADE começou.

Muita música, muitos gritos de “uhuuuuu” e “tira, tira, tira”…

Depois de um tempo parece que a festa tinha dado uma acalmada. Só escutava algumas risadinhas daqui, outras dali.

Tocou o telefone, e era do apartamento. A moça disse que não estava conseguindo ligar a hidromassagem. E pediu para que alguém fosse na suíte ver.

Como que ela queria ligar a hidro, sendo que eu tinha a enchido horas antes com gelo? Não tinha dado tempo de derreter tudo…  Pedi para alguma camareira ir até a suíte ver mas nenhuma quis, ficaram com medo da quantidade de gente. Mandei todas elas pra puta que pariu e fui ver o que estava acontecendo. Quando chego na garagem da suíte, tinha um dos Gogo’s com uma das convidadas em “semi – ato sexual”. Eles me viram entrando, mas não ligaram não! Continuaram o que estavam fazendo, com certeza devia estar mais interessante. Rsrs

A porta da suíte estava meio aberta, eu meio desconfiada entrei. A suíte tem um corredorzinho antes de chegar no lugar onde fica a cama, e nesse corredor tinha uns 2 casais se pegando. Passei reto. Nesse momento acho que estava invisível afinal, ninguém ligou pra minha presença! De cabeça baixa segui até a hidromassagem. Assim que abro a porta para a parte externa onde fica a hidro, dou de cara com umas 10 pessoas peladas, nuas, sem roupa assim como vieram ao mundo.

“O que fazer? O que fazer? O que fazer? O que fazer? O que fazer?”

Fiquei sem reação.

Não sabia se saia correndo, não sabia de fechava os olhos, não sabia se mandava todos colocarem a roupa ou se tirava a minha também e entrava na festinha.

Resolvi fingir que tudo aquilo era normal.

Perguntei pra peladona o que estava acontecendo, e ela me disse que a hidromassagem não ligava. Fucei daqui, fucei dali ( e os peladões me olhando ) enquanto fuçava dei uma observada em alguns… (olha que não era de se desperdiçar heim? Dava pra perder meia hora tranquilamente). E vi também que eles haviam jogado todo o gelo da hidromassagem no chão. Aquilo tudo era muito surreal mesmo sendo acostumada com fatos bizarros.

Saí da suíte, voltei para a recepção e fiquei processando tudo aquilo.

A mulher contrata a suíte para um chá de lingerie. Do nada chega uma van cheia de homens, com a proporção de um para cada convidada. Entro na suíte e vejo um monte de gente se pegando e mais um monte de gente pelada. Depois de muito pensar, só consegui chegar a uma conclusão: o mundo está perdido!

Um tempo depois, começou a chuva de gemidos de dentro do apartamento. Era um tal de “me come” pra cá, “me chupa” pra lá, “vem você agora” acolá. Sinceramente?

Já tinha até me conformado com a situação rsrs.

Logo em seguida, chegou a van dos rapazes. E era necessário avisa – los, afinal de dentro da suíte eles não iriam escutar a van.

Tentei ligar e nada. O ramal da suíte estava fora de operação, alguém deve ter deixado o telefone fora do gancho, ou até mesmo derrubado no chão na hora da empolgação.

Lá vou eu de novo na suíte.

Meu medo era eles acharem que eu estava querendo fazer parte daquilo lá. Rsrs

E fui.

Dessa vez não tinha ninguém na garagem. Vi que a porta estava aberta, mas não entrei. Bati, bati, bati e nada de me ouvirem. Eu só ouvia barulhos e ruídos vindos de dentro.

Eu como sou uma pessoa muito calma, entrei com tudo dentro da suíte com uma raiva danada daquele povo fanfarrão!

Assim que passei o corredorzinho, dei de cara com um grupo de pessoas em cima da cama. Não sei quantas eram, por que estavam todas meio ‘grudadas’ sabe? Não dava pra identificar onde terminava uma e começava a outra pessoa. Acho que tinha até um nó cego lá no meio. Rsrs

Muito educada, praticamente gritando eu soltei : “Olha aqui, a van chegou pra buscar vocês.”  Novamente me senti mais invisível que o Gasparzinho. Mas o recado já estava dado. O problema era deles.

Mas por incrível que pareça, eles me escutaram e um a um eles foram saindo da suíte. Logo estavam todos na van e foram embora.

Pouco tempo depois as convidadas da moça começaram a sair também. Todas que iam embora, a dona da ‘festa’ ia se despedir na garagem da suíte. E como nesse momento o toldo estava aberto, dava pra ouvir o agradecimento das convidadas para a moça: “Muito obrigada, estava tudo muito bom.” , “Nossa, eu adorei.” entre outros.

A pé e com a satisfação estampada na cara elas foram embora.

Já vestida com trajes normais, a dona da festa veio agradecer o atendimento e blá, blá, blá. Enquanto ela falava,  eu só pensava: “Eu sei o que você estava fazendo dentro daquele quarto safadenha!!”

Enquanto ela conversava, percebo que chega um rapaz a pé. Assim que ela vê o rapaz, ela diz: “É meu noivo moça, eu vou ali pegar minhas coisas e fala pra ele que já estou saindo.”  Passei o recado para o rapaz, e ele ficou aguardando.

Pouco tempo depois ela chegou e o cumprimentou. Ele perguntou como havia sido o chá de lingerie , e ela com toda cara de pau que Deus lhe deu respondeu: “Ah, foi LEGALZINHO. A gente conversou bastante, deu risada. Só isso.”

Só isso? Só isso? Se aquilo foi legalzinho pra ela, imagina o que deve ser se divertir pra caramba, meter o pé na jaca?

Felizes e contentes os dois foram embora. Rumo á uma vida de casados! rsrs

É meus queridos leitores, a minha vida não é fácil!

Rsrs

 

Votaê pra semana que vem!

– A verdade por trás de um quarto

– Perdeu Playboy!

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Um beijo e um queijo;
Aline Leitte
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