Peripécias de um Motel #15 | Blog Insôônia
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Peripécias de um Motel #15
set
19
2011
Olá seus lindos! Tô de volta!
Quem me segue no twitter, sabe o motivo da minha ausência… Estou doente. De novo. =/
Mas como semana passada não postei, essa semana eu tinha que vir aqui! Deixar vocês mais uma semana na mão não dá né? Rsrs
Agradeço a compreensão de todos ( principalmente da Gi *-* ) e ‘vamo que vamo’!!!
Mais antes, segue nóis lá no Twitter @aline_leitte =) e add no Face !

 

No ultimo post, deixei 3 histórias para serem votadas!
A mais votada fooooooooi:

 

Uma história de amor, de aventura e de magia

É meus queridos corujinhas… O post de hoje está romantiquinho!!! Rsrs

O amor pode nascer nos lugares mais estranhos e das maneiras mais improváveis!

Tal fato é bem recente, e assim que presenciava tudo aquilo só pensava que daria um post! rsrs

Vamos aos detalhes!

Atualmente trabalho de manhã, e excepcionalmente nesse dia estava trabalhando a noite. Junto comigo, estava uma camareira também do período da manhã. Não estávamos na unidade em que trabalhamos, e sim e outra. Ou seja, tudo diferente. Local, horário, pessoas e etc.

Certa hora da ‘madruga boladona’, com aquele sono monstro batendo (pois não sou acostumada mais a trabalhar a noite) encosta uma moto, com um barulho estrondoso. Tomei até um susto básico.

Era um rapaz novo, bonito e com algumas tatuagens no braço. Pediu um apartamento e assim que fui lhe entregar a chave, ele começou a se ‘explicar’ dizendo que era de uma cidade próxima e que havia brigado com a esposa.

Ok. Querido, não tenho nada a ver com a sua vida! Rsrs

Ele pegou uma suíte bem próxima a recepção. Com tema dos anos 60, com um mega quadro da Marilyn Monroe e com todos os detalhes em vermelho. (Guardem essas informações, serão importantes!)

O rapaz pediu algumas bebidas, um cigarro, fósforo e ficou tranqüilo.

Passado um tempo, ele pediu um carregador de celular. Chamei a camareira e pedi para ela levar o carregador para o cliente e ver se servia no celular dele.

Logo a camareira chega na recepção e fala pra mim: “Aline, o cara me encoxou!”

Como assim gente? O cara tava achando que as funcionárias estavam inclusas na diária do motel? Rsrs

Pedi para que ela me explicasse direito o que havia acontecido. Ela me disse que, assim que ela deu uma abaixadinha para colocar o carregador na tomada, o rapaz chegou perto com a desculpa “Mais onde está a tomada?” rsrs

Eu achei a situação completamente bizarra. Ainda brinquei com ela, usando a mesma frase da Valéria (do Zorra Total): “Aproveita que tu não tá podendo escolher babuína!” rsrs

E dei muita risada da situação e do constrangimento da camareira.

Até aí tudo bem. Pensei que tinha acabado aí.

Mais não! Trabalhar em um motel as vezes é extremamente surpreendente!

Logo o rapaz liga na recepção pedindo algumas garrafas d’água. Eu como não presto, pedi para a camareira da encoxada levar. Ela foi levar e voltou completamente vermelha.

Ela me disse que, assim que entrou na garagem, o rapaz estava esperando encostado na porta e de cueca branca! Assim que ela foi entregar a água, o rapaz lascou um beijo nela.

Meu Deuuss como assim? Virou festa no apê então!

Eu rachando o bico da situação e a camareira vermelha de vergonha. (Mais na hora grudar no beiço do cara ela não teve vergonha né? Safadjenha!)

Tudo ficou calmo. O rapaz não pediu mais nada.

Estava quase chegando a hora de ir embora! UFA!

Mais, a Lei de Murphy é certa: “Se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo a causar o maior estrago possível”.

Faltando uns 40min pra eu ir embora, o rapaz começou a desfilar de cueca pelo pátio do Motel. Eu pedia para ele entrar para a suíte, mas ele não queria. Ele me disse que só entraria se a ‘Loira’ (a camareira) fosse falar com ele. Eu tentava explicar que ela estava ocupada, pois logo estaríamos trocando de turno. Mas o rapaz insistia. Queria de qualquer maneira a ‘Loira’ que ele havia beijado.

A todo o momento ele ficava entrando e saindo da suíte (de cueca), perguntando da camareira.

Eu já estava com sono, o cara me enchendo o saco e eu ficando cada vez mais irritada. Fui atrás da camareira e mandei ela dar um jeito no cara, antes que eu xingasse até a bisavó dele.

Ela estava com medo do cara, e pediu para que eu fosse junto. Primeiro eu neguei, mais depois resolvi ir para tentar dar um jeito no cara. Afinal, ele precisava colocar as calças e precisava ir embora, pois a diária dele já estava vencendo.

Assim que chegamos na porta do quarto ele pediu pra gente entrar.

Nem a pau eu ia entrar na suíte com aquele cara lá dentro. Vai saber o que estava passando na cabeça dele.

Da porta mesmo eu disse que a diária dele estava vencendo e tudo mais. A camareira entrou pra ver o que estava acontecendo. Quando começou a conversa, foi que a verdade veio á tona.

O rapaz começou a conversar com a camareira e eu fiquei só na porta ‘urubuservando’

Ele em tom de desespero dizia que estava sendo perseguido. Que ‘eles’ estavam querendo matá-lo.

Eles? Eles quem?

Nisso ele mostrou para ela uma embalagem de Halls, onde estava escrito ‘Siga Halls’. Ele afirmava que aquilo era uma mensagem subliminar, que eles queriam pega-lo e que só sairia de lá com a polícia.

Não sabíamos o que fazer. O rapaz estava extremamente transtornado.

Ele havia picado todo o cardápio por causa das ‘mensagens subliminares’. O celular dele estava desmontado, com o chip escondido de baixo do travesseiro, tinha cerca de R$ 300,00 espalhados na cama, o documento da moto estava boiando na privada.

Resolvi deixar os dois lá no quarto, e fui pra recepção. Logo atrás  de mim veio a camareira e me disse que o rapaz havia usado muita droga e que ainda havia muita droga escondida na suíte.

Enquanto confabulávamos sobre o que iríamos fazer, o rapaz soltou um grito e saiu correndo pelado de dentro do quarto.
“Ela quer me pegar, ela quer me pegar…”

Tentamos explicar pra ele que não tinha ninguém na suíte, mas na situação dele era complicado tentar explicar alguma coisa.

Fomos até a suíte que ele estava pra mostrar pra que não tinha perigo. Quando estávamos chegando na porta, ele começou apontar para o quadro da Marilyn Monroe e dizer que ela ia pega-lo, que ela estava cheia de sangue e as paredes também.

Confesso. Já estava sem saco para aquela situação toda. Já havia trabalhado a noite inteira e ainda ia ter que aturar a viagem do cara.

A camareira com toda paciência do mundo, o pegou pelo braço, deu banho, o vestiu e o deitou na cama em seu colo. Nisso eu peguei o celular e o montei para ver se tinha algum contato nele.

O rapaz conversava com ela, descrevendo todas as suas viagens. Falando que ia colocar fogo no apartamento, que ‘eles’ queriam que ele comesse a um pacote de batata e 5 garrafas de água com gás, entre outras coisas.

Passado uns 15 minutos que liguei o celular a mãe do rapaz ligou desesperada.

Disse onde ele estava, e a situação em que ele se encontrava. A mulher me disse que ele havia acabado de voltar da clínica de reabilitação e que estava há três dias desaparecido.

Logo os pais do rapaz foram buscá-lo.Pagaram a conta e eles foram embora…

Mas o mais legal disso tudo, é que mesmo estando drogado e não se lembrar de muita coisa que aconteceu, ele não se esqueceu da camareira que ele agarrou! Rsrs

O rapaz voltou para a casa dos pais, e os dois continuaram a conversar. Atualmente eles namoram. Ele está trabalhando e retomou os estudos. Ela dá muita força pra ele não voltar a usar drogas e ele a vê como alguém em quem confiar.

Do jeito deles, eles estão bem. E eu fico feliz pelos dois. Afinal, presenciei o começo da história meio ‘torta’ dos dois! (Até a primeira encoxada!) rsrs

Como eu disse, o amor pode acontecer em qualquer lugar! Destino, meus queridos, ninguém muda! =)

E pra semana que vem, o que vai ser?

– Pocket Histories II

– A casa saiu

– Festinha nada privê

 

É isso aí galera!
Agradeço a compreensão de todos!
Esse post foi complicado de sair! Eram 5 palavras digitadas e um ataque de tosse! Rsrs
Mais vamo que vamo!!!
Um beijo e um queijo
 
Aline Leitte
@aline_leitte
histórias, Humor, Motel, Peripécias
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