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Os anabolizantes

Como o próprio nome diz, são substâncias que provocam o anabolismo, ou seja, o ganho de massa muscular através da retenção de íons e água, e através do uso contínuo ao longo do tempo apresentam os efeitos colaterais do tipo virilização, com o desenvolvimento dos caracteres sexuais masculinos em seus usuários.

São eles: o crescimento de barba, acne, calvície, hipertrofia do clitóris (em mulheres, obviamente), engrossamento da voz e certa agressividade.

Outros efeitos

Efeito muito corriqueiro do uso de esteróides anabolizantes é o aumento da pressão arterial. Também ocorrem alterações deletérias no colesterol, e aumento do risco de doenças cardiovasculares (arritmias, insuficiência cardíaca congestiva, e até morte súbita por parada cardíaca).

Outro efeito comum dos esteróides é a ginecomastia, ou seja, desenvolvimento dos mamilos no homem. Muitas vezes é de tratamento cirúrgico. Se utilizados em adolescentes, podem provocar também a parada do crescimento, visto que promovem o fechamento da placa fisária, espécie de cartilagem situada nos ossos, através da qual estes crescem.

Vou ficar brocha?

Independentemente dos efeitos virilizantes, o uso crônico de substâncias derivadas do hormônio masculino, salvo em portadores de deficiência desse hormônio, levam de alguma forma à impotência e infertilidade pela diminuição dos hormônios hipofisários FSH e LH (que no homem estimulam o testículo à produção de testosterona), com conseqüente atrofia testicular, por vezes irreversível.

Este mecanismo chama-se feedback negativo, e é como o organismo controla a produção de testosterona. Níveis altos desta inibem a hipófise, e cai a produção de FSH e LH, assim indiretamente diminuindo a produção de testosterona, causando a auto-regulação. A entrada do análogo da testosterona desregula tal feedback, e o testículo pára de receber estímulo, causando os efeitos colaterais.

Além disso, pode provocar o câncer de próstata, de fígado e ósseo; a rigidez muscular que normalmente provoca fraturas espontâneas; as lesões articulares, musculares e de tendão, pois estes não se adaptam rapidamente à força muscular adquirida.

Essas conseqüências passam a aparecer com maior freqüência, visto que, o uso do hormônio masculino, para se obter os resultados almejados deve ser utilizado em ciclos crônicos e contínuos, pois seus efeitos são efêmeros e fugazes.

Outro hormônio utilizado como anabolizante é o GH (Hormônio do crescimento), que, em pessoas sem deficiência deste, pode levar ao aumento da glicose, ocasionando a diabetes mellitus secundária, crescimento de partes moles e ósseas (mandíbula, pés, mãos, etc.), hipertensão arterial e problemas cardíacos, muitas vezes irreversíveis devido ao aumento do coração.

Cuidado também com os suplementos

Também muito divulgado em academias é o uso de suplementos alimentares com abuso de derivados protéicos, como por exemplo, a creatina, compostos vitamínicos, composto de aminoácidos, etc. Podem provocar uma sobrecarga renal devido ao fato dos aminoácidos serem excretados pelos rins.

Por fim, após a citação desses efeitos colaterais, o recado que quero deixar é este : Não quer dizer que se você decidir tomar anabolizantes, vai ter esses efeitos, pelo contrário, muitos não os tem.

Mas também não há como preconizar o chamado “uso seguro” destas substâncias, pois não dá para saber quem vai ou quem não vai ter efeito colateral. Enfim, quem quiser assuma o risco, e depois não reclame.

Observação:

Existem indicações médicas para uso de tais substâncias. Nenhuma destas indicações é estética, ou seja, visa desenvolver um corpo mais bonito. Quase sempre são decorrentes de deficiências hormonais.

Via Papo de Homem
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