Leitura da Noite | Blog Insôônia
O melhor jogo online
dez
20
2015
Leitura da Noite / Por: Gislaine Lima ás 16:37

Ano novo, vida nova. De que adianta usar branco, pular sete ondinhas, vestir camisetas que pedem paz e levar um monte de hábitos desprezíveis para o ano que começa? Vamos entrar em 2016 livres de atitudes e manias que a gente nunca pensou que fossem tão daninhas, mas estão nos colocando no grupo de pessoas insuportáveis. Prepara!

1 — Não existe o jeito certo

Eu tenho métodos. O jeito certo de lavar louça. A ordem correta de tomar banho. A forma perfeita de organizar os armários. E todos eles foram criados durante os meus 30 anos de vida. Eles são uma mistura do que aprendi com meus pais, meus amigos, vi em filmes, li na internet e do que faz mais sentido para mim.
Cada vez que meu companheiro vai fazer uma de suas atividades na casa eu preciso respirar fundo para não dizer que ele está fazendo errado. O motivo? Ele não está fazendo errado, apenas não está fazendo do meu jeito. E o meu jeito não é o certo.

Então não adianta a gente dizer que quer dividir tarefas de casa com o companheiro e cobrar que ele as faça no tempo em que a gente faria ou da forma que nós faríamos. Não existe um jeito certo. E se você escolheu estar ao lado daquela pessoa ela não pode ser tão incompetente ao ponto de não conseguir desenvolver sua própria maneira de fazer certas atividades, certo?

Olhar para o outro com um pouco mais de generosidade cai bem em 2016 — e em todos os outros anos.

2 — Português correto não é mais importante do que ideias

Uma das coisas que mais me cansam nas discussões escritas sobre qualquer assunto nem é o famoso “vai pra Cuba, petralha” ou seus equivalentes, mas a tentativa de invalidar opiniões porque o português está errado.

A comunicação se baseia em algo simples: o ouvinte entender a mensagem que você quer passar. Deu certo? Pronto. O português estava errado? Foram usadas muitas gírias? Você escolheria outras palavras? O problema, infelizmente, não é da pessoa, mas seu. Lide com sua frustração ou escreva um texto próprio discutindo a questão.
No fundo estamos todos buscando entender nosso lugar na sociedade e quem somos. Essa sensação de não saber o que estamos fazendo ou de sermos fraudes bate em todo mundo de vez em quando, com ou sem português correto. Valorize os que as pessoas têm em comum, não o que as distancia.

Invalidar opiniões só porque você colocaria as informações de outra forma é elitismo, preconceito linguístico e idiotice. Não cai bem para começar o ano.

3 — Brincadeira só tem graça quando todo mundo mundo está rindo

Vou explicar isso da mesma maneira que explico aos meus filhos: se você está em um grupo de pessoas e alguém não riu da piada é porque tem um problema. Quando todo mundo ri de uma pessoa e ela não ri junto, temos um problema. Quando alguém deixa claro que não gostou da brincadeira e ela continua, temos um problema.
A piada ou a brincadeira passam a chamar abuso quando alguém se sente ofendido por ela. Não importa se você não teve a intenção de ofender, o que importa é como bateu no outro. E se você não quer mesmo ofender não vai se sentir mal em deixar de brincar daquele jeito, não é?

4 — Amor não é posse

Duas — ou mais — pessoas podem se amar o máximo possível, mas isso não dá o direito de nenhuma delas dizer o que a outra pode ou não fazer, como deve se portar, se vestir, com quem pode falar ou quais escolhas deve fazer.
Amor é algo lindo, mas não pode ser usado como desculpa para controlar o outro. É bem simples: se você ama a pessoa a ama porque a admira e confia em suas escolhas, não? Se você só a ama porque ela é bonitinha… bem, isso não é amor.

5 — Orientação sexual e identidade de gênero não são escolhas

Ninguém escolhe ser lésbica, bissexual, gay ou trans. A única escolha que existe aí é entre viver uma mentira ou ser quem você realmente é. E a escolha entre essas duas alternativas é bastante fácil, não?

A primeira coisa a fazer é parar de chamar de opção ou dizer que fulano decidiu mudar de sexo. Sabendo que não são escolhas você agora sabe que não faz sentido dizer essas coisas, né? E quando fala-se de orientação é no sentido de direcionamento, não quer dizer que alguém orientou aquela pessoa a seguir esse caminho, fechado?
Comece 2016 mais inteligente e pare de cagar regra sobre a vida alheia. 😉

6 — Ouvir o outro é mais importante do que falar

Tem uma técnica para criticar as pessoas de forma educada, do filósofo Daniel Dennett, que é incrível: (1) mostre que você entendeu muito bem o ponto do outro, (2) aponte o que você concorda (impossível não ter nada!), (3) mencione o que você aprendeu com aquela visão do assunto e então (4) faça sua crítica ou discorde com elegância. Isso te obriga a realmente ouvir o outro e levar em conta o que ele tem a dizer.

E quando a gente considera uma opinião contrária à nossa sem descreditá-la no primeiro momento sabe o que acontece? Nossos argumentos ficam ainda mais fortes. Além disso, é importante lembrar sempre que tem outra pessoa que vai receber sua mensagem, seja no meio que for. Ela é uma pessoa com sentimentos, história, família, problemas, desejos e sonhos. Por mais que você ache que não, ela é parecidíssima com você. Há necessidade de destruir alguém? A discussão é sobre quem está discutindo ou sobre o assunto que está sendo discutido? Pense mais antes de falar ou escrever.

Eu sei que é difícil ter essa paciência em discussões de internet, por exemplo, mas pode ser que aquela pessoa esteja falando pela primeira vez sobre o assunto que você fala sempre. E mudar o mundo dá trabalho, então força.

7 — Comprar não resolve vazio existencial

Seria simples demais se a gente conseguisse ficar feliz porque comprou uma roupa nova e essa felicidade durasse um bom tempo, mas ela não dura nem o tempo da fatura do cartão chegar e isso deve querer dizer algo…
Olhe para dentro com vontade e sinceridade para entender o que você precisa: e não é ter mais coisas que o coleguinha, isso eu posso garantir.

Existe um movimento incrível que busca sustentabilidade, ter uma vida mais equilibrada e sem desperdício. Ele ganha cada vez mais espaço e ajuda muito a entender esse momento que passamos a entender que o planeta não vai aguentar mais muito tempo se não começarmos a ter um consumo mais consciente. Você pode ler um pouco das coisas que a Fe Canna escreve na newsletter dela, seguir os posts do Um Ano Sem Lixo ou acompanhar o Mais Amor, Menos Lixo, fora todos os sites gringos que se baseiam na ideia #zerowaste.

 

8 — Não é mimimi só porque você não concorda

Cada pessoa vive de um jeito, tem uma história e teve certas experiências. Sabe aquele papo de que gato escaldado tem medo de água fria? Isso também acontece com pessoas. De acordo com o que vivemos nosso cérebro cria defesas para nos manter vivos.

O que pra você é algo simples e banal, como ir à praia, pode se tornar um momento difícil para quem quase se afogou lá. Na sociedade é igual. Certas coisas soam como mimimi para você, mas são importantíssimas para os outros. Se você nunca viveu aquilo como pode dizer que é mimimi? Não parece coisa de criança mimada? Pois é… em 2016 apenas pare.

9 — Pare de destacar as coisas ruins

Há centenas de pessoas produzindo conteúdo transformador. Outras centenas tocando iniciativas que transformam o mundo. Mais um monte de gente pensando em saídas para os problemas. E o que ganha mais destaque? O problema, a desgraça, a tristeza, as fotos de cachorros estrupiados e mulheres agredidas.
Há importância em divulgar essas coisas? Claro que sim. Tem gente que ainda não acredita que essas histórias sejam reais. Só que vamos combinar uma coisa? Nesse novo ano tudo de ruim que for compartilhado vai ter, junto, uma solução. Aceita o desafio?

10 — Não repita frases feitas

Dentro dessa sua bela cabeça tem um negócio incrível chamado cérebro. Ele te dá uma capacidade poderosíssima: raciocinar. Você pega sua frase feita preferida, pensa bastante nela, vê se ela faz mesmo sentido e aí encontra sua própria maneira de dizer aquilo.

Por que isso é importante? Porque você vai pensar no que está dizendo e ver se realmente é algo interessante a se dizer. E isso vale para todo mundo: de reacionários a libertários.
Quando você começa a pensar no que está dizendo você cria senso crítico, para de comprar ideias alheias e torna o debate muito mais interessante e rico.

11 — Aceite que cada pessoa tem seu tempo

No ano passado você pensava diferente sobre alguns assuntos. No ano retrasado sobre outros. E há 20 anos pensava totalmente diferente sobre quase tudo. Isso chama evolução. A gente vive mais, amadurece e vai mudando a forma de enxergar o mundo.

Cada pessoa tem seu tempo para isso. Algumas mudam primeiro coisas que você ainda vai mexer. Outras se transformam ao mesmo tempo que você. Há gente que só vai mudar as opiniões e formas de enxergar o mundo na velhice ou se sofrer algum trauma.

A escolha não é sua, então pare de achar que todo mundo tem que entender as coisas ao mesmo tempo que você. Bateu uma luz e você descobriu algo incrível sobre o mundo? Divida com as pessoas, mas não espere que todas elas batam palmas e concordem.

12 — Não demonize o diferente

Como é fácil ridicularizar quem é diferente da gente, né? Só que cada vez que a gente reduz uma pessoa para se sentir melhor com nós mesmos estamos sendo beeeeem babacas, não? O desafio na vida não é conviver com quem é igual, mas com quem é diferente.

Tente se colocar no lugar da outra pessoa. Olhe para ela com generosidade. Entenda o que ela quer dizer e como funciona seu raciocínio. Respeite.

Você não precisa concordar, mas também não precisa ser uma criança chorona que quer tudo do jeito dela. Fechado?

13 — Não queira estar certo, queira mudar o mundo

A internet deu voz a um bando de pessoas cheias de boas intenções, mas com um objetivo principal: estar certo. Li um post esses dias que falava bastante sobre isso e vai tocar em muitas feridas por aí. O nome dele é “ A senhora lacra, mulher”: O ativismo narcisista e a escuta autoritária.
O resumo é que muita gente só discute na internet, e em espaços físicos, para ganhar palmas de seus amigos e pessoas que o admiram. E esse não é o caminho para sair desse mar de lama que estamos vivendo — seja qual for o mar de lama que você observa à sua frente.

14 — Não se ache melhor do que os outros porque você tem mais grana ou mais estudo

Um dia eu estava em uma reunião escolar e uma mãe disse, sem medo de ser feliz, que poderia pesquisar sobre qualquer assunto no mundo e completou: “sou uspiana”. Não consegui segurar um riso de canto de boca porque dali pra frente ninguém mais ouviria o que ela estava dizendo. Todas as boas ideias, depois desse comentários, iriam para o limbo.

Ninguém quer ouvir um discurso que começa com “eu sou melhor do que você”, seja quais forem as palavras usadas para dizer isso. Só faria sentido ela dizer que tinha se formado na USP se estivéssemos discutindo um problema na USP que só pode ser entendido por quem estudou lá. E, olhe lá, porque ver um problema de fora torna muito mais simples solucioná-lo.

Não importa o quanto você ganha, não importa quantos cursos você fez ou em qual faculdade de formou. Ninguém quer saber. Vivemos em um mundo em que certos grupos de pessoas não têm acesso à educação formal por diversos motivos — sendo um deles a falta de grana. Mas isso não faz com que essas pessoas não criem um amontoado de experiências e as transformem em sabedoria.

“Todo maloqueiro tem um saber empírico”, diz Criolo. E é exatamente isso que as pessoas precisam entender: o saber não vem apenas de uma fonte. Ele está em todos os lugares. Você pode chamar de autodidatismo. Pode encarar como vivência. Pode enxergar como um experimento social vivido na pele por aquela pessoa. A única coisa que você NÃO pode fazer — e que ninguém mais aguenta ver em 2015 — é fingir que aquele conhecimento não existe ou que você é superior a ele. A gente — eu e você — sabe que não é.

15 — Não crie ícones completos, monte o seu frankenstein de inspiração

Pessoas são corruptíveis. Pessoas têm problemas e dificuldades. Falamos isso de várias formas nessa lista, mas vou deixar mais claro: somos todos cagados. Não há palavra melhor que descreva nosso cerne. Estamos todos na merda, mas temos lampejos de genialidade.

Madre Teresa desviava dinheiro. Gandhi era racista e abusador. Tudo isso é uma merda, claro. Só que todo o bem que essas pessoas fizeram não pode ser ignorado.

O perigo de ter um ícone que você usa de modelo é ele ser destruído — porque é apenas um humano — e você ficar sem chão. Por isso é importante você pegar apenas as coisas boas dos heróis: fulano era ótimo em discurso, cicrano entendia as pessoas, beltrano sabia como multiplicar a verba para ajudar os outros. Aí você cria seu próprio frankenstein e sabe que cada pequena parte daquele ser só diz respeito a ela, e não às outras características dos heróis.

Leve esse mantra com você: heróis são pessoas e pessoas são cagadas.

16 — Se você é a exceção pare de se sentir ofendido

Você não tem preconceitos? Que bom. Você não é egoísta? Que lindo! Você não é machista? Maravilhoso! Você nunca abandonaria um cachorro? Adoramos isso! Você não joga lixo no chão? Parabéns!
Só que quando estamos falando sobre preconceitos, egoísmo, machismo, abandono animal ou gente que joga lixo no chão não estamos falando sobre você, certo? Se você não faz essas coisas não deveria nem se preocupar com a sua honra e legado ao ponto de falar: “mas eu não sou assim”.

Poxa, legal que você não é como aquele grupo de pessoas, mas você consegue enxergar que aquele grupo de pessoas existe? E que é importante discutir sobre o assunto para que esse grupo, do qual você não faz parte, deixe de existir?
Esse post do Empodere Duas Mulheres explica bem isso: “ É verdade que o coletivo se dá a partir de muitas experiências individuais. Porém, a partir do momento que você usa as suas experiências individuais como argumentação universal, você está excluindo uma grande parcela das pessoas que não tem vivências como as suas”.

Ficar usando as frases “mas nem todo INSIRA AQUI O GRUPO QUE VOCÊ QUER DEFENDER é assim” não agrega nada ao debate, apenas mostra que você anda carente, precisa de atenção e um abraço. Porque quando você diz isso não está oferecendo uma solução ou um caminho para ser pensado, apenas está tentando minimizar o problema ao dizer que nem todo mundo faz isso. E, poxa, a gente sabe que nem todo mundo faz aquilo, senão tem teríamos como discutir o assunto, né?

Em 2016 vamos todos aprender que podemos pedir um abraço ou fazer um desenho bem bonito para receber as palmas que precisamos, mas não vamos fazer de conta que problemas não são tão importantes só porque a gente não age daquela maneira horrível. Combinadinho? 😉

Texto: Carol Patrocinio
Fonte.
Gislaine Lima
obrigada; de nada
Gislaine Lima
jun
15
2015
Leitura da Noite / Por: Gislaine Lima ás 21:57

“Se eu disser para vocês que o inferno existe, acreditem, pois eu estava mergulhada nele, de corpo e alma, num espaço sombrio e frio, bem interno do ser, dos pés à cabeça, sem tempo, sem luz, nem descanso e afogava-me, a cada segundo, num oceano de matéria viscosa que roubava até minha ilusória alegria… Naquele lugar não havia luz, somente nuvens cinza e chuvas com raios e trovões, gritos estridentes e desesperados, gemidos surdos, pedidos de socorro, lágrimas, desalento, tristeza e revolta… Preciso descrever mais as cenas dantescas de animais que nos mastigavam e, em seguida, nos devoravam sem consumir nossos corpos; se é que posso dizer que aquilo, que sobrou de mim, era um corpo humano. queria fugir para bem longe dali, mas tudo em vão, quanto mais me debatia no fluido grudento, mais me afundava e, quando alcançava, de novo, a superfície apavorante, mãos e garras afiadas faziam-me submergir naquele líquido pastoso e mal cheiroso. Dragões lançavam chamas de suas bocas sujas e nos queimavam, machucando e estilhaçando a pouca consciência que me restava da lembrança de minha estada no corpo físico, neste planeta azul. Guardiões das trevas olhavam atentos seus presos e vigiavam todos os movimentos realizados naquele imenso espaço de sofrimentos, dores, lamentos, depressões, angústias e arrependimentos tardios… O ar era ácido e provocava convulsões diversas.

Perguntava-me porque ali estava se nada fizera por merecer tão infeliz destino, mas lembrei-me que fui expulsa do corpo de carne através do uso maciço de drogas. A lembrança assaltava-me os raros momentos de raciocínio menos desequilibrado e as crises de abstinência trancavam todas as portas que dariam acesso à saída daquele campo de penitência de espíritos rebeldes e viciados como eu. Os filmes de horror que assisti, quando encarnada, estariam ainda muito distantes dos padecimentos, pânicos, pavores e temores que ficariam para sempre registrados na minha memória mental, os piores dias que vivi até hoje, como joguete e marionete de forças que me escravizavam o ser, debilitado, fraco, desprovido de energias, suja, carente e chorosa. Não me lembrava do que acontecera comigo…

Quando o medo é maior que as necessidades básicas, a mente fica encarcerada num labirinto hipnótico e “torporizante” de emoções truncadas e desconectadas da realidade… Assemelha-se a um pesadelo sem fim, sempre com final trágico e apavorante. Quando conseguia conciliar um pequeno tempo de sono; era imediatamente desperta por seres que me insultavam e xingavam, acusavam-me de suicida maldita e jogavam-me lama misturada com pedras… Insetos e anfíbios ajudavam a traçar o perfil horrendo dos anos que passei no umbral. Preciso escrever estas palavras para nunca mais me esquecer: “Com o fenômeno da morte, nós não vamos para o umbral, nós já estamos no umbral quando tentamos forjar as leis maiores da criação com nossas más intenções e tendências viciantes”. Tudo fica registrado num diário mental que traça nosso destino futuro, no bem ou no mal. O umbral não fora criado por Deus; ele é de autoria dos espíritos que necessitam de um autêntico e genuíno estágio educativo em zonas inferiores, onde poderão se depurar de suas construções aleijadas no campo dos sentimentos e dos pensamentos disformes, mal estruturados e mal conduzidos por nossa irresponsabilidade, de mãos dadas com a imensa ignorância que nos faz seres infelizes e distantes da tão sonhada paz de consciência.

Após alguns anos umbralinos, despertei numa tarde serena, num campo verdejante e calmo. Não acreditava no que via, pois tudo, agora, parecia um sonho… Percebi, ao longe, o canto de uma ave que insistia em acordar-me daquele pesadelo no qual já me acostumava a viver; a morrer todos os dias… Seu canto era uma música que apaziguava meu coração e aguçava meus pensamentos na lembrança de como fui parar ali naquele campo gramado e repleto de árvores. Consegui sentar-me na relva e ao olhar todo aquele espaço natural, deparei-me com milhares de outros seres como eu, nas mesmas condições de debilidade moral, usufruindo, agora, de um bem que não merecia, mas vivia! Todos nós dormíamos e fomos despertos com música e preces em favor de todos os presentes… A maioria era de jovens e adultos, poucos idosos e centenas de enfermeiros que olhavam atentos para nossos movimentos no gramado. Com seus olhos serenos, projetavam em nós a mansidão e a paz tão esperadas por nossos corações enfermos, débeis e carentes de atenção, de afeto e carinho.

Alguém me tocava, de leve, os ombros e chamava-me pelo nome, como se me conhecesse há muito tempo. Eu identifiquei aquela voz e “temia” olhar para trás e confirmar minha impressão auditiva, era Cazuza todo de branco, como lindo enfermeiro, de cabelos cortados bem curtos e estendia suas mãos para que eu levantasse, caminhasse e conversasse um pouco em sua companhia. Não consegui me levantar, porque uma enxurrada de lágrimas vertia dos meus olhos, como nascente de rio descendo a montanha das dores que trazia no peito. Meu ídolo ali estava resgatando e cuidando de sua fã, debilitada e muito carente. Ele cantou pequena canção e tive a capacidade de avaliar o que Deus havia reservado para aqueles que feriam suas leis e buscavam consolo entre erros escabrosos e desconcertantes. A misericórdia divina sempre conspira a nosso favor, nós desdenhamos do amor divino com nossas desatenções e desequilíbrios das emoções comprometedoras, que arranham e esmagam as mais puras sementes depositadas no ser imortal. Aprendi palavras boas! Somente agora enxergo que sou espírito e que a vida continua e precisa seguir o curso natural das existências, como na roda-gigante: hora estamos aqui no alto; hora estamos aí embaixo encarnados. Daqui de cima, parece ser mais fácil compreender porque temos de respeitar as leis e descer num corpo físico para, igualmente, quando aí estivermos, conquistarmos, pelo trabalho no bem, a lucidez que explica porque há a reencarnação, filha da justiça divina.

Após um tempo no campo reconfortante, fui reconduzida para um hospital onde me recupero até hoje dos traumas e cicatrizes que criei no corpo do perispírito. As lesões que provoquei foram muito graves, passei por várias cirurgias espirituais e soube que minha próxima encarnação será dolorosa e expiarei asma, deficiência mental e tuberculose. Mesmo assim, estou reunindo forças para estudar, pois sempre guardamos, no inconsciente, todos os aprendizados conquistados. Reencarnarei numa comunidade carente no interior do Brasil e passarei por muitos reveses, para despertar em mim o valor da vida do espírito na pobreza e na doença crônica. Peço orações e a caridade dos corações que já sabem o que fazem e para onde desejam chegar. Invistam suas forças e energias espirituais em trabalhos de auxílio ao próximo e serão, naturalmente, felizes. Obrigada por me aceitarem como necessitada que sou!”

– Cássia Eller

CASSIA ELLER

Lar de Frei Luiz, 2ª feira 11/05/2015 –  Grupo de Dependência Química
Mensagem por psicografia do espírito Cássia Eller pelo médium: José Helenio
Fonte: http://verdademundial.com.br/2015/06/mensagem-psicografada-de-cassia-eller/

Gislaine Lima
cassia eller, psicografia
Gislaine Lima
out
07
2014
Leitura da Noite / Por: Gislaine Lima ás 4:01

Urna eleitoral - Neide Carlos

1. O Brasil é o único país do mundo que tem votação eletrônica sem registro físico dos votos (por exemplo, em papel). Isto é, não tem backup: se tiver bug ou fraude, ninguém fica sabendo, porque não tem com o que comparar. [1]

2. Em 2012, o criptógrafo brasileiro Diego Aranha, professor da UNICAMP, quebrou o sigilo do voto em testes do próprio TSE e revelou falhas que permitem mudar o resultado das eleições.[2] Isso foi confirmado pelo Ministério Público Federal. [3]

3. Este ano (2014), era para ter novos testes públicos. O TSE, depois do vexame de 2012, suspendeu sua realização.[4] Não dá para saber se consertaram as falhas, nem se introduziram outras. (E há indícios recentes de que a coisa só piorou) [5]

4. A autoridade eleitoral, o TSE, tem os três poderes em um para tudo em matéria de eleições: executa as eleições, legisla sobre como devem ser e julga processos eleitorais. Se for questionado, quem julga é o STF, que tem muitos dos mesmos ministros. [6] Na prática, o órgão não presta contas a ninguém.

5. A fabricante das urnas brasileiras, a americana Diebold, foi multada ano passado (2013) em 25 milhões de dólares pelo governo americano por suborno de membros dos governos da China, Indonésia e Rússia. [7]

6. Mas nem tudo está perdido! Esse ano, o projeto Você Fiscal surgiu para cobrar mais transparência e promover uma fiscalização coletiva do processo eleitoral pela sociedade.

Gislaine Lima
em suma: estamos F#Didos
Gislaine Lima
ago
20
2014
Leitura da Noite / Por: Gislaine Lima ás 22:08

Upando o post pois abriu mais vagas esta semana. 😉

Este é um post convite que resolvi fazer para os leitores gamers. Se você não curte jogos online, já clica pra ir pra home e evite a fadiga. Tá cheio de posts bacanas lá! 😉

E pra quem ficou, quero convidar a jogar um game que eu jogo há mais de 2 anos. É o Empire, quem aí conhece? Calma, não é merchan não. O post nem tá na home, é só para íntimos mesmo. É que eu tive a ideia, junto com meus amigos do jogo, de criar uma aliança lá no Empire só com os leitores do insoonia. É só um convite pra diversão!

Eu já tenho uma aliança no jogo, mas criei outra só para jogar com vocês, iniciantes. O intuito é recrutar os melhores desta, para a minha aliança principal.

Sem-título

Se aquiete aí que eu vou falar um pouco do jogo pra vc conhecer um pouco mais e assim animar de jogar. O jogo é basicamente de Guerra da idade medieval, o intuito é construir um castelo, cumprir missões para evoluir, recrutar soldados, ferramentas e atacar castelos de outras alianças.

Sou a líder de uma aliança (MILORDE) de 32 membros e meu castelo tá no nível 70 já (o último nível do jogo). Você que vai começar agora, iniciará no nível 1, mas a medida que vai cumprindo as missões, seu castelo vai melhorando de nível e vai abrindo novas funcionalidades no jogo.

E sim, quero mais membros, mais cavaleiros ousados pra defender a Deusa Atena (no caso eu hauahua), tá bom tô brincando, mas a ideia é quase essa, se 35 membros já causa uma dor de cabeça danada em alianças inimigas nesse jogo, imagine, mais uns 50 que poderão surgir depois deste post?

empire-agitai

O bacana mesmo do jogo, além toda mecânica e tal, são as amizades que criamos lá. Além dos amigos da nossa aliança, temos aliados grandes no jogo, amigos de outras alianças, admiradores e as vezes até rola uns peitinhos na cam pra alguma aliança grande nos ajudar hauahua (mas não sou eu q mostro, juro, essa parte fica para os generais. eu apenas mando rsrs).

Numa aliança, você pode conversar com todos os membros, mandar recursos uns para os outros, enviar soldados para ajudar o amigo defender um ataque e outras inúmeras atividades que o jogo possibilita fazer. Botar fogo no castelo de alguém, por ex, é uma atividade um tanto… legal! 😐

O Empire é um jogo que retrata bastante a história, como era os tempos medievais. Se vc não sabe o que é feudalismo, vai aprender brincando!

AINNNN GI MAS TEM QUE PAGAR PARA JOGAR????

NÃO. O jogo é gratuito! Mas como qualquer outro jogo online, vc tem a opção de evoluir mais rápido. Daí você tem que desembolsar uma graninha sim. Eu particularmente, gasto em torno de 30 reais por mês. Gosto de melhorar a ordem pública do meu castelo (enfeites) e comprar ferramentas mais fortes. Mas isso pq sou líder de uma aliança grande e tenho obrigação de defender meus membros.

Em geral, o empire é um dos poucos jogos online que é possível evoluir sem gastar nada. Muitos jogadores da minha aliança, que hoje estão em níveis altíssimos, sequer gastaram 1 real. O máximo que fazem, é trocar créditos do celular por rubis. Além do mais, existe várias missões pra ganhar rubis. Então gasta, quem quiser.

Algumas coisas só se compra com rubis, mas a maioria das edificações e ferramentas, você só precisa de recursos (pedra e madeira) que seu castelo mesmo produz de graça. Para recrutar soldados você precisa de moedas e moedas vc coleta grátis da população que habita seu castelo. Mas pra quem tem dinheiro pra gastar e quiser mesmo assim comprar rubis, a dica é esperar as promoções que aparecem uma vez ao mês. Sempre rola a promoção de 100%, um exemplo, eu costumo comprar 30 reais de rubis e ganho 60. É rubi pra caralho! Dá pra fazer muita coisa.

Sem título

Enfim, quem quiser jogar comigo (tô parecendo uma forever alone, né? hauhaua ~~ Venha brincar cmg! Porfavore! hauahua =/ ), eu criei uma aliança que será ACD da minha (academia). É a aliança que todos vcs participarão de início. Eu sou líder de lá também, com uma conta menor (chicobocha). A medida que vcs forem evoluindo e aprendendo a jogar, vou abrindo vagas pra vcs na minha aliança principal. Mas tem que jogar diariamente, mas isso não é difícil, tenho certeza que vão gostar do jogo.

A aliança chama ACD MILORDE. De início temos 16 vagas. Então vai entrar os 16 primeiros. Se aparecer mais interessados, aos poucos vou abrindo mais vagas.

02

Uma dica importante: Assim que vc iniciar seu castelo no mapa, vc tem que mudar para próximo do meu. É grátis a mudança e é interessante todo mundo ficar próximo para dar tempo de ajudar uns aos outros em ataques. Geralmente o aviso de um ataque, aparece com antecedência de 1h. Que é o tempo suficiente para todos da aliança enviarem ajuda, mas se o seu castelo estiver longe, não dá tempo de ajudar. Por isso tem que mudar!

Então assim que vc começar a jogar, clique em “Mercado do Rei” >>> “Outros ” >>> “Reposicionar castelo principal”. Depois procure na busca pelo castelo AGITAI, que é o meu, e encontre um lugar nas proximidades disponível para mudança. Escolha um lugar onde tem postos avançados de pão disponíveis (dê prioridade para postos de pão). No decorrer do jogo você terá que capturá-los. E quanto mais perto os postos ficarem do seu castelo, melhor. Você vai encontrar postos avançados de madeira e pão, de pedra e pão, de pão e pedra e de pão e madeira. Capturem sempre os últimos dois. Estes cabem mais soldados pois produzem mais pães. Sacou?

Você não precisa mudar seu castelo pra ficar colado no meu, um raio de 3 telas pra cima, pra baixo ou para os lados já está ótimo. Se todo mundo colar em mim, depois não terá postos avançados pra todos. Então escolhe um lugar perto que tenha postos de pão. Sacou?! A mudança do seu castelo levará 24h, depois disso, você estará perto de mim e do restante das 2 alianças (a principal e a acd).

01

Assim que vc entrar no jogo e fazer a mudança, mande uma mensagem para o meu castelo (AGITAI) para eu poder te enviar o convite para entrar na aliança.

Deixei várias dicas do jogo lá no mural da aliança, visíveis só para membros. Dicas como atacar, como evoluir mais rápido, como ganhar honra, como atacar barões, etc. Tem várias dicas legais pra vcs lá. Não vou postar aqui, pq já tá grande demais o post .

Sem título

Bom pessoal, é isso! Quem gosta de jogos, fica o convite. É só clicar aqui, cadastrar o e-mail e começar a jogar. Nos encontramos lá. Tenho certeza que seremos grandes amigos! vlw flw!

 

ps. alô goodgames, manda o cachê depois pela propaganda gratuita. Ou deposita uns rubis lá na minha conta que tá tudo certo!  😉
Gislaine Lima
vicio do cão
Gislaine Lima
maio
19
2014
Leitura da Noite / Por: Gislaine Lima ás 23:06

1 – Preocupar-se com coisas que não podem ser mudadas

“Pessoas negativas têm tendência a pensar no que poderia ter acontecido na vida, mas é importante não se preocupar com coisas que não podemos mudar. Deveríamos aprender com nossos erros e tentar fazer melhor na próxima vez. Podemos até ficar felizes por termos cometido alguns erros”, diz Hillary.

2 – Desistir quando algo fica difícil

Pessoas negativas e infelizes sempre vão desistir no meio do caminho ao encontrarem um desafio. É fácil pular fora quando algo parece perdido, mas perseverar através das dificuldades quase sempre trará bons resultados. “Desistir vai fazer você se sentir derrotado. Não importa como acabe, enfrentar as dificuldades aumenta a confiança”, explica Hillary.

3 – Levar-se a sério demais

Ter a capacidade de relaxar e rir de si mesmo e do absurdo que pode ser a vida vai transformar o modo de olhar as coisas ao seu redor.

4 – Não se exercitar

Exercitar-se tem inúmeros benefícios mentais e físicos. Quanto mais exercícios você faz, melhor você vai se sentir consigo mesmo e provavelmente irá fazer você seguir um estilo de vida mais saudável. Levar uma vida sedentária trará efeitos negativos para o humor, saúde e felicidade.

5 – Focar-se em objetivos impossíveis

“Ter objetivos é importante, afinal, é a única forma de fazer algo. Porém, pode ser um problema quando os objetivos que damos a nós mesmo são impossíveis de serem realizados. Apesar de acharmos que tentar alcançar as estrelas é bom, pessoas que sempre buscam metas inalcançáveis sempre se sentirão desapontadas. A chave é montar diversos e pequenos objetivos para si mesmo, o que vai fazer você se sentir realizado ao alcançá-los e ultrapassá-los”, diz Hillary.

6 – Alimentar-se de comidas que não são saudáveis

Todos têm prazeres que trazem culpa e sempre faz bem sair vez ou outra do regime. Porém, pessoas infelizes deixam essas saídas virarem a regra. Comidas saudáveis melhoram o humor, dão mais energia e são benéficas para a saúde.

7 – Não dormir o suficiente

Dormir é essencial. O quanto você dorme está diretamente ligado à sua produtividade e felicidade no dia seguinte. “Você pode achar que aquela hora extra é uma boa ideia, mas uma boa noite de sono deve ser prioridade”, diz Hillary.

8 – Focar-se apenas em suas fraquezas

“Todos nós temos inseguranças”, afirma Hillary. A chave está em focar no que temos de bom e não nos defeitos. “Auto-aperfeiçoamento é importante, mas pessoas negativas focam demais nas suas fraquezas em vez de se preocuparem em ter uma imagem positiva. Reconhecer as fraquezas é diferente de deixar elas tomarem conta das nossas atitudes”, completa.

9 – Passar tempo demais nas redes sociais

“Esse é um dos maiores problemas! Hoje em dia as pessoas deixam toda sua vida online. Primeiro, isso nos faz passar tempo demais nos comparando aos outros. É uma boa ideia passar um tempo longe da tela do computador e ter novas perspectivas de atividades para o dia. Pessoas negativas se preocupam demais com a forma como elas aparecem na internet para as outras pessoas, o que trará um efeito negativo para como elas mesmas se enxergam”, comenta Hillary.

10 – Ficar em sua zona de conforto

É fácil querer ficar na zona de conforto, onde é mais seguro e não existem riscos. Mas passar tempo demais nessa zona faz com que grandes coisas não aconteçam. Tédio é um grande fator para a infelicidade, o que pode ser facilmente combatido com novas experiências. Não precisa largar tudo e ir saltar de paraquedas, mas só a ideia de provar uma nova comida, ou escutar uma música de uma banda que você não gosta já pode trazer um pouco do novo.

11 – Preocupar-se com o que outras pessoas pensam

“Pessoas negativas ligam demais para a opinião dos outros. No fim das contas, nada pode ser feito para agradar a todos, então faça apenas o que faz você feliz”, explica Hillary.

12 – Fofocar e sempre falar mal dos outros

De acordo com Hillary, se você não tem algo bom a dizer, simplesmente não diga. Pessoas negativas tentam trazer outras pessoas para baixo para que se sintam melhores e isso nunca funciona.

13 – Trabalhar em excesso

“Todos merecem um dia de descanso. Pessoas que trabalham demais geralmente negligenciam suas necessidades, e às vezes tudo o que precisamos para nos sentirmos melhores é um dia de folga”, diz Hillary.

14 – Isolar-se

Apesar de parecer mais fácil apenas se isolar das pessoas nos momentos difíceis, passar tempo com os amigos e a família é a melhor maneira de revigorar as energias.

15 – Nunca sair da rotina

Pessoas felizes sabem que é importante tirar férias, usar uma roupa diferente, tirar um dia só para relaxar. Atitudes negativas em excesso fazem você esquecer que tomar conta de si mesmo é tão importante quanto tomar conta dos outros.

16 – Acomodar-se

“Pessoas negativas ficam felizes em se acomodar”, comenta Hillary. “Seja um relacionamento que não as faz felizes ou um trabalho, manter-se assim nos faz pensar que nossas vidas estão estagnadas”, diz.

17 – Recusar-se a perdoar

Pessoas negativas tendem a ser vingativas e guardar mágoas, mas a liberdade e a paz que perdoar vai trazer é um benefício bem maior que qualquer tristeza que alguém possa fazer você sentir.

18 – Evitar planejamento e organização

“Desorganização pode confundir nossas vidas. Mesmo que seja algo simples, como limpar um quarto, restaurar a ordem pode ajudar a ganhar um senso de controle sobre as coisas. Pessoas negativas e que evitam organização e planejamento estão menos preparadas para as reviravoltas da vida”, diz Hillary.

19 – Focar apenas em si mesmo

Enquanto se preocupar com você é essencial, pessoas infelizes e negativas pensam apenas em si mesmas a todo o tempo. Tratar os outros mal ou sempre focar em si mesmo ou seus próprios problemas pode ser prejudicial para o bem-estar e felicidade.

Gislaine Lima
Para refletir
Gislaine Lima
dez
23
2013
Leitura da Noite / Por: Gislaine Lima ás 14:00

Portugal

O prato principal da ceia é o bacalhau, seguido por arroz de polvo. O doce mais tradicional do Natal português é a rabanada. Crianças deixam um sapato num lugar escolhido estrategicamente para que Papai Noel coloque os presentes, que poderão ser abertos somente no dia 25. Na ceia, comem ainda o bolo-rei, um pão de frutas que contém um presente dentro e é a grande diversão das crianças.
Feliz Natal em Portugal: Boas Festas!

Estados Unidos

Epoca/Epoca

O Natal americano é rico em cor e brilho, e as decorações das lojas e Shopping Centers são conhecidas em todo o mundo. Nas casas, a decoração é feita com lâmpadas coloridas, bonecos de neve, velas vermelhas e guirlandas. As crianças penduram meias perto da lareira para esperar a chegada do velhinho barbudo. Na véspera de Natal vizinhos se unem para cantar “Christmas Carols” (canções de Natal), mostrando o espirito de confraternizacao. Os presentes são abertos na manhã do dia 25. O prato típico é peru recheado acompanhado de frutas tropicais.
Feliz Natal nos EUA: Merry Christmas!

Suécia

As festas começam no dia 6 de dezembro, dia de São Nicolau. Nesta data, as crianças escrevem suas cartas com pedidos, que São Nicolau troca por um saquinho de balas ou nozes. Na noite de Natal, a filha mais velha veste-se de branco, com uma grinalda de folhas verdes com sete velas acesas na cabeça, e serve café com bolinhos para todas as pessoas de sua família.
Feliz Natal na Suécia: God Jul!

China

As casas são iluminadas com lanternas de papel, árvores de Natal, correntes e flores também de papel. Como nos EUA, as crianças chinesas também penduram meias à espera de presentes. O bom velhinho é chamado de Dun Lhe dao Ren, que significa ‘’velho Natal’. Mas como a maioria dos chineses não é cristã, a maior festa ainda é o Ano Novo Chinês, comemorado só no final de janeiro. Nessa data as criancas recebem roupas e brinquedos novos e são servidos pratos especiais. Em homenagem aos ancestrais, retratos e pinturas de familiares que já se foram são colocadas na principal peça da casa para serem vistos e lembrados.
Feliz Natal na China: Sheng Tan Kuai Loh (mandarín), Gun Tso Sun Tan’Gung Haw Sun (cantonés)

Itália

Epoca/Epoca

A entrega dos presentes é feita só no dia 6 de janeiro, Dia de Reis, em lembrança a visita dos Reis Magos ao menino Jesus. Em todas as igrejas são montados presépios. Na ceia são servidos peixes e massas. As crianças esperam a visita da Befana (foto), que traz presentes para os bons e castigo para os maus meninos. Segundo a lenda, os Reis Magos pararam durante a ida ate Belém e pediram comida e abrigo a uma velha senhora, que negou ajuda. Eles seguiram a viagem com fome e cansados. A velha senhora arrepende-se, mas os Reis Magos já estavam longe. A lenda conta que A Befana ainda vaga pelo mundo procurando o menino Jesus, sob várias formas: uma rainha, uma fada, uma velha ou uma bruxa.
Feliz Natal na Itália: Buon Natale!

Japão

O Natal não é muito difundido, mas os japoneses abraçaram o ritual de troca de presentes, costume muito apreciado na cultura japonesa. Os japoneses enfeitam as casas, cantam músicas e servem peru. Outro hábito também terminou por encontrar abrigo entre os japonenses: como as bonecas sempre foram muito valorizadas em suas tradições, o presépio encantou os japoneses – especialmente as meninas, que gostam de montar os seus próprios presépios.

França

Epoca/Epoca

Os franceses cultivam a tradição da reconciliação no Natal, em que as pessoas visitam a casa de um inimigo para lhe pedir perdão. A reconciliação é, então, brindada com vinho. Para a ceia, cada região tem o seu prato tradicional: na Acácia, o prato principal é o ganso. Na Burgumdia, o peru com nozes e, para os parisienses, Natal é sinônimo de ostras e faie gras. O doce típico é o buche (foto), feito de marzipã, coberto com chocolate e em forma de tronco de árvore. Nas creches, as crianças representam cenas da vida de Jesus e dos santos.
Feliz Natal na França: Joyeux Noel!

Canadá

Em certas regiões, jovens se fantasiam e vão de porta em porta visitar doentes e idosos. Também tocam instrumentos e cantam nas ruas. Na véspera, fazem uma ceia composta de peixes.
Feliz Natal no Canadá: Merry Christmas!

Equador

Em várias regiões os presépios são feitos com representação indígena. O povo mantém uma tradição religiosa muito acentuada.
Feliz Natal no Equador: Feliz Navidad

Argentina

No interior, as famílias se reúnem e fazem a ceia ao ar livre, nos quintais, ao redor das churrasqueiras.
Feliz Natal na Argentina: Feliz Navidad

Índia

Epoca/Epoca

A árvore de natal indiana não é o pinheiro, mas plantas nativas do país: árvores de manga e bananeiras (foto) são enfeitadas. As casas são decoradas com folhas de mangueira. Lâmpadas de argila acesas com óleo são usadas na decoração natalina.
Feliz Natal na Índia: Shub Naya Baras!

Belém

Na cidade onde Jesus nasceu, o Natal é comemorado com peregrinos e tribos árabes da região, que se ajoelham na cripta da capela dos franciscanos para adorar o berço de Jesus, que é conservado na igreja e montado apenas na noite de 24 para 25 de dezembro. Depois que termina a missa, os franciscanos oferecem uma ceia aos peregrinos: apenas pão preto acompanhado de vinho.

México

Além da troca de presentes, a população realiza procissões para relembrar os difíceis acontecimentos que antecederam o nascimento de Jesus. Como a ida da sagrada família de Nazaré para Belém levou nove dias, as procissões começam nove dias antes do Natal.
Feliz Natal no México: Feliz Navidad

Venezuela

As crianças da capital venezuelana costumam ir à primeira missa, a Missa de Agrinalda, de patins. Em muitos bairros , chega-se a fechar as ruas para os carros até cerca de oito horas da manhã , para liberar a passagem das crianças. O curioso é que na noite anterior à missa, muitas delas amarram um barbante no dedão do pé e colocam a outra extremidade do barbante pendurado para a fora da janela. Assim, os primeiros patinadores que passam para ir para a missa vão dando um puxão nos barbantes para acordar as mais preguiçosas.
Feliz Natal na Venezuela: Feliz Navidad

Polônia

Na ceia não se come carne vermelha, mas sim peixes, acompanhados de vinho branco, sopa de cogumelo, pão, doces de mel e torta de sementes de papoula. Depois que a família senta-se à mesa, somente a dona de casa se levanta para servir as iguarias. À meia noite, os poloneses assistem a missa do galo. No dia 25, a festa começa no café da manhã, quando pode ser servido presunto e carnes a vontade. Este desjejum é a refeição mais festiva do dia. Já os presentes são trocados em seis de dezembro, dia de São Nicolau.
Feliz Natal na Polônia: Boze Narodzenie

 

Fonte: Revista Epoca

Gislaine Lima
e o peru?
Gislaine Lima
jun
10
2013
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 11:27

Em 1969, Tim Maia ainda era um anônimo. Estava procurando um lugar para morar e foi pedir abrigo ao seu amigo Fábio, um cantor paraguaio que estava fazendo sucesso. Fábio dividia com seu empresário, Glauco Timóteo, um apartamento na rua Real Grandeza, em Botafogo, bairro da Zona Sul do Rio de Janeiro. Lá era um entra-e-sai de meninas devido ao sucesso do cantor paraguaio.

O apartamento era de dois quartos, um de Fábio e outro de Glauco. Restou para Tim o velho sofá da sala, chamado de dromedário, no qual ele passou a dormir.

O movimento intenso de mulheres continuava, com Glauco e Fábio aproveitando o sucesso e a juventude.

Já Tim Maia ficava sempre sozinho, vendo todas aquelas garotas entrando nos quartos com Fábio e Glauco. Ouvindo risos, gemidos e gritos, Tim ligava o gravador e cantava com tristeza e raiva, chegando até aos prantos.

Até que Fábio e Glauco viajaram com os músicos para shows em Salvador e Recife, deixando Tim Maia solitário em casa. Logo, ele abandonou o dromedário e passou a ficar na cama de Glauco. Na parede em frente à cama havia um pôster colorido de uma morena, contra o mar azul do Taiti. Tim, se sentindo muito só, pegou no violão e começou a cantar.

Quando Fábio voltou da viagem, Tim Maia ligou o gravador e disse que tinha feito uma música inspirado no pôster. A canção era “Azul da Cor do Mar”.

“Mermão!”, gritou Fábio, que, abraçando Tim, completou: “tu acabou de fazer a música da tua vida!”.
“Azul da Cor do Mar” se transformaria em um dos grandes sucessos de Tim Maia.

A música “Azul da Cor do Mar”:

Coruja
Azul da Cor do Mar, Tim Maia
Coruja
jun
01
2013
Leitura da Noite / Por: Gislaine Lima ás 4:16

Não existe apenas uma explicação. A primeira sugere que o motivo tenha sido usar gestos para substituir a fala, de acordo com o especialista em linguagem corporal Paulo Sergio de Camargo. Durante sua expansão, o Império Romano era formado por vários povos, cada um falando línguas e dialetos diferentes. Para que todos se entendessem, as pessoas passaram a usar gestos, e o costume permaneceu através dos séculos.

Outro grupo de especialistas defende que os movimentos com as mãos começaram a ser usados para imitar importantes oradores da Roma antiga. “Roma tinha grandes oradores que se utilizavam de gestos teatrais em suas falas. O povo, então, passou a imitar seus ‘ídolos’”, conta Camargo.

A última hipótese está ligada à extroversão do povo italiano. Segundo Camargo, estudos demonstraram que pessoas mais extrovertidas tendem a usar mais as mãos e o corpo para se comunicar. Gesticular muito seria, portanto, uma característica da personalidade do povo italiano – e de outros latinos, para sermos justos, né?

Gislaine Lima
fala com a minha mão aê...
Gislaine Lima
maio
16
2013
Leitura da Noite / Por: Gislaine Lima ás 2:41

Você já parou alguma vez na vida para tentar entender esta música tão complexa? Zé Ramalho consegue ser um dos poucos cantores que compõe músicas com alto repertório (de difícil entendimento) e mesmo assim agrada o gosto popular. Consegue transmitir sentimentos.

Hoje no carro ouvindo Chão de Giz, decidi prestar atenção na letra e bateu a curiosidade de conhecer a verdadeira história da música. De entendê-la! Descobri e achei bacana compartilhar com vocês. Vale a pena a leitura!

Explicação dada, em tese, pelo próprio compositor, O GRANDE POETA ZÉ RAMALHO, sobre Chão de Giz:

Ainda jovem, o compositor teve um caso duradouro com uma mulher bem mais velha que ele, casada com uma pessoa bem influente da sociedade de João Pessoa, na Paraíba, onde ele morava. Ambos se conheceram no carnaval. Zé Ramalho ficou perdidamente apaixonado por esta mulher, que jamais abandonaria um casamento para ficar com um “garoto pé -rapado”. Ela apenas “usava-o”. Assim, o caso que tomava proporções enormes foi terminado. Zé Ramalho ficou arrasado por meses, mudou de casa, pois morava perto da mulher e, nesse meio tempo, compôs Chão de giz.

Sabendo deste pequeno resumo da história, fica mais fácil interpretar cada verso da canção. Vamos lá!

“Eu desço desta solidão e espalho coisas sobre um chão de giz”

Um dos seus hábitos, no sofrimento, era espalhar pelo chão todas as coisas que lembravam o caso dos dois. O chão de giz indica como o relacionamento era fugaz.

“Há meros devaneios tolos, a me torturar”

Devaneios e lembranças da mulher que não o amou. O tinha como amante, apenas para realizar suas fantasias. Quando e como queria.

Fotografias recortadas de jornais de folhas amiúdes”

Outro hábito de Zé Ramalho era recortar e admirar TODAS as fotos dela que saiam nos jornais – lembrem-se, ela era da alta sociedade, sempre estava nas colunas sociais.

“Eu vou te jogar num pano de guardar confetes”

Pano de guardar confetes são balaios ou sacos típicos das costureiras do Nordeste, nos quais elas jogam restos de pano, papel, etc. Aqui, Zé diz que vai jogar as fotos dela nesse tipo de saco e, assim, esquecê-la de vez.

“Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um grão-vizir”

Ele tenta ficar com ela de todas as formas, mas é inútil, pois ela é casada com um homem muito rico.

“Há tantas violetas velhas sem um colibri”

Aqui ele utiliza de uma metáfora. Há tantas violetas velhas (Como ela, bela, mas velha) sem um colibri (um jovem que a admire), dessa forma ele tenta novamente convencê-la apelando para a sorte – mesmo sendo velha (violeta velha), ela pode, se quiser, ter um colibri (jovem).

“Queria usar, quem sabe, uma camisa de força ou de vênus”

Este verso mostra a dualidade do sentimento de Zé Ramalho. Ao mesmo tempo que quer usar uma camisa de força para se afastar dela, ele também quer usar uma camisa de vênus para transar com ela.

“Mas não vou gozar de nós apenas um cigarro”

Novamente ele invoca a fugacidade do amor dela por ele, que o queria apenas para “gozar o tempo de um cigarro”. Percebe-se o tempo todo que ele sente por ela um profundo amor e tesão, enquanto é correspondido apenas com o tesão, com o gozo que dura o tempo de se fumar um cigarro.

“Nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom”

Para quê beijá-la, se ela quer apenas o sexo?

“Agora pego um caminhão, na lona vou a nocaute outra vez…”

Novamente ele resolve ir embora, após constatar que é impossível tentar algo sério com ela. Entretanto, apaixonado como está, vai novamente à lona – expressão que significa ir a nocaute no boxe, mas também significa a lona do caminhão, com o qual ele foi embora – ele teve que sair de casa para se livrar desse amor doentio.

“Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar”

Amor inesquecível, que acorrenta. Ela pisava nele e ele cada vez mais apaixonado. Tinha esperanças de um dia ser correspondido.

“Meus vinte anos de ‘boy’ – that’s over, baby! Freud explica”

Ele era bem mais novo que ela. Ele era um boy, ela era uma dama da sociedade. Freud explica um amor desse (Complexo de Édipo, talvez?).

“Não vou me sujar fumando apenas um cigarro”

Depois de muito sofrimento e consciente que ela nunca largaria o marido/status para ficar com ele, ele decide esquecê-la. Essa parte ele diz que não vai se sujar transando mais uma vez com ela, pois agora tem consciência de que nunca passará disso.

“Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval”

Eles se conheceram em um carnaval. Voltando a falar das fotos dela, que iria jogar em um pano de guardar confetes, ele consolida o fim, dizendo que já passou seu carnaval (fantasia), passou o momento.

“E isso explica porque o sexo é assunto popular”

Aqui ele faz um arremate do que parece ter sido apenas o que restou do amor dele por ela (ou dela por ele): sexo. Por isso o sexo é tão popular, pois apenas ele é valorizado. Ela só queria sexo e nada mais.

“No mais, estou indo embora”

Assim encerra-se a canção. É a despedida de Zé Ramalho, mostrando que a fuga é o melhor caminho e uma decisão madura. Ele muda de cidade e nunca mais a vê. Sofreu por meses, enquanto compôs a música.

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Gislaine Lima
A história de Chão de Giz
Gislaine Lima
abr
30
2013
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 21:23

Há uns dias atrás eu estava voltando do trabalho e passei em frente a uma casa onde um grupo de crianças brincava de ciranda – pensei que as crianças nem brincavam mais disso. Não pude deixar de reparar em duas crianças que brincavam e riam juntas: uma menina de uns 4 ou 5 anos, loirinha tipo europeia, cabelo loiro liso e olhos azuis, brincava animada com um menino que parecia ter também uns 5 anos, negro desses bem negros mesmo, cabelo armado, lábio grande. Os dois riam juntos, desfizeram a roda e passaram a correr juntos, brincando.

Quando eu vi a notícia do tal professor que ofendeu uma atendente de bilheteria de cinema em Brasília por ser negra eu lembrei dessa cena e pensei: em que fase da vida aprendemos a ter preconceito? A partir de quando, e com quem aprendemos que a cor da pele é um critério a ser analisado na hora de formar opinião sobre o outro? Lembrei também de uma entrevista da Marina Silva, ex-senadora, filha de mãe negra e pai branco, que disse que cresceu vendo pai e mãe tão unidos e nunca havia ouvido falar em preconceito racial, o que só descobriu existir quando chegou em Rio Branco e no Rio de Janeiro. Na entrevista ela disse que na cidade falavam que os negros eram pessoas inferiores, e ela disse: “mas o que a cor tem a ver?”. Boa pergunta, Marina!

E quando falo em preconceito não falo apenas sobre o tom de pele. Quando se convencionou que existe uma região brasileira melhor que a outra? Ou que um povo melhor que outro? Quando foi que aprendemos a separar as pessoas de acordo com a religião que elas tem, ou até pelo fato de ter ou não ter religião? Quando nos foi ensinado que tatuados, rockeiros, gays, pessoas com piercings, gordos, magrelos, fumantes, deficientes físicos, deficientes mentais são pessoas “inferiores” na sociedade? Aliás, o que é necessariamente uma pessoa “perfeita”? Perfeita na opinião de quem?

Essa mania que o ser humano tem de classificar os outros nada mais é do que um preconceito burro, que nos leva a formar opinião sobre pessoas que nem conhecemos de acordo com aquilo que nós achamos ser o certo. É muito difícil entender que pessoas são diferentes umas das outras, e não é o exterior que vai nos uniformizar ou distinguir?

Esse mundo já anda tão escasso de pessoas legais que quando as encontro não perco tempo analisando cor de pele, sotaque nem nada disso! #ficaadica

Coruja
preconceito
Coruja
abr
13
2013
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 22:46

Censura sempre é um tema polêmico. Em certos casos ela é necessária, por mais que seja difícil admitir isso, mas quando falamos em internet a censura fica ainda mais complicada, pois a internet é, por definição, o espaço onde se tem a liberdade para se publicar o que quiser, desde que se assuma a responsabilidade do que se faz. Mas a prática é bem mais complicada. Complicada por um motivo: como definir o que é recomendável a qual faixa etária, ou a qual perfil de usuário?

Como essa definição é bem mais complicada do que pensamos as vezes vemos alguns absurdos em nome da “moral” ou ainda de certas “políticas de privacidade”. Um bom exemplo: a foto acima é do Obelisco do Ibirapuera, localizada em SP, e um dos maiores símbolos da cidade, além de ser um dos poucos ainda em pé que contam a história da cidade (isso até o prefeito resolver demolir e vender o terreno pra alguma empreiteira). Mas, por algum motivo que Mark Zuckerberg deve saber, ela foi censurada no Facebook.

Esse não é um caso exclusivo. O Facebook já censurou outras imagens como a nudez de Simone de Beavouir, Johnn Lennon nu abraçado a Yoko Ono e, entre outros, o cartaz do filme “Slovenian Girl”, divulgado inclusive em toda a Europa (imagem abaixo), mas que segundo o Face violava “o guia de anúncios” do site.

Complicado, né? Entendo que há certas coisas que realmente poderiam incomodar usuários, mas penso que isso está muito mais relacionado ao bom senso do usuário que publica do que a alguma política de privacidade. Para uma empresa que se diz ser uma “rede social” censurar fotos comuns a partir de critérios confusos não é um bom sinal. Não para uma empresa com as ambições que o Facebook tem.

Coruja
Weslley Talaveira
Coruja
abr
08
2013
Leitura da Noite / Por: Coruja ás 21:52

 

Desculpem o atraso pra falar sobre o fim do Saturday Night Live Brasil, já que o programa, que encerrou no fim do ano passado na Rede TV, teve sua segunda temporada cancelada. Anunciado na época da mudança do Pânico para a Band, a Rede TV dizia apostar todas as fichas e dinheiro (dinheiro esse que nem se sabe se existe, mesmo) para dar ao programa americano uma cara brasileira e fazer dele um sucesso, tal qual no seu país de origem. Mas o que se viu foi totalmente o oposto.
Como o programa seria o substituto e novo concorrente do tal programa de Emilio Surita, a Rede TV optou  por exibir o SNL aos domingos à noite. Mas o dia escolhido esbarrou logo no nome do programa: ‘saturday’ exibido aos domingos? Outro problema foi a decisão de fazer vários esquetes gravados, o que esbarrou novamente no nome do programa: ‘live’, mas gravado? Só faltaram exibir o programa à tarde.

Pra completar o programa estava a anos-luz do original americano. O humorista e inicialmente diretor do programa Rafinha Bastos afugentou convidados, que temiam serem expostos a piadas fortes num programa ao vivo. Além disso, as maioria das esquetes do programa era lamentável. Se por um lado o elenco até era bom, apesar de pequeno para um programa do porte do SNL, por outro o redator parecia usar a cartilha de Ari Toledo para escrever o roteiro do programa. O resultado era bons atores (Renata Gaspar é a melhor!!!) que se esforçavam ao máximo para dar graça a esquetes totalmente bobas. E completando o cenário temos a total falta de profissionalismo da Rede TV, que já parece ser padrão na emissora, o que faz com que tudo que essa emissora produza exiba um amadorismo assustador. Pior que o SBT!Claro, nem tudo no SNL Brasil era ruim! Em meio a esquetes fracas era possível encontrar alguma coisa boa, como o Homem Bomba, a Suzana Bipolar e a maravilhosa interpretação da Renata Gaspar para a Carminha de Avenida Brasil.

Desde o começo o programa dava sinais de que não iria muito longe. Principalmente depois da saída de Rafinha Bastos, o que deixou claro que o programa havia perdido completamente o pouco rumo que tinha no início. A Rede TV já havia cortado os poucos esquetes ao vivo, a banda característica do programa e os convidados, que já eram ruins – por favor, Sônia Abrão no SNL?

É uma pena ver um produto valioso, com um peso televisivo tão grande como o SNL, que já lançou grandes humoristas nos EUA, ser tão mau usado por uma emissora que parece contar os dias para fechar as portas, administrada por uma dupla que nunca deveria ter se aventurado a administrar uma TV. A Rede TV teve ouro nas mãos, mas não soube garimpar. O SNL era um programa bom, com um elenco razoável, mas com a direção errada, na emissora errada.
Tomara que alguma outra emissora tente exibir novamente o SNL, agora com a competência que o programa exige.
Uma das coisas boas feitas pelo SNL Brasil foi o clipe “Vai Rolar no Ministério“. Simplesmente sensacional!  
Coruja
"Saturday" no domingo. Alguém dá umas aulinhas de inglês pra o pessoal da Rede TV por favor?
Coruja
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