Aconteceu Comigo*
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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 03:11
nov
19
2014

Não peide ao fazer uma ressonância magnética

Estou contando esta verdadeira, mas patética, história em solidariedade a outras almas torturadas que, incansavelmente, resistem e sobrevivem a extremas humilhações. Somos um grupo de idiotas, propensos a acidentes, que provocam situações embaraçosas regularmente, que seriam capazes de traumatizar permanentemente uma pessoa normal. A minha experiência esta semana será difícil de superar: eu peidei dentro de um aparelho de ressonância magnética.

Em termos médicos, eu tinha rompido o menisco, uma cartilagem que atua como um amortecedor entre a minha tíbia e o fêmur. Em termos de mulher de meia-idade, dois demônios do inferno invadiram meu corpo e acenderam fogueiras no meu joelho e depois dançaram por ali, cutucando os nervos abertos com garfos elétricos. A dor era muita mais do que intensa e o acidente tinha severamente danificado meu corpo a ponto de eu não poder nem ficar parada, nem caminhar, e nem ao menos rastejar até o bar de vinhos.

Após cinco dias de drogas induzidas, eu finalmente vi um cirurgião ortopédico. Ele manipulou meus joelhos até que as lágrimas escorressem pelo meu rosto e eu o ameaçasse de arrancar seus braços. Era óbvio que aquilo estava me machucando, pela maneira que eu arrancava pedaços dos cantos da mesa de exame. Eu silenciosamente prometi incluí-lo como personagem detestável no meu próximo conto. Finalmente, um lindo anjo me deu narcóticos autorizados. Logo minha perna devastada era uma grande piada, em faixas, e eu ria e ria.

Poucos dias depois, eu fiz a ressonância magnética – um procedimento de imagens que utiliza um campo magnético e ondas de rádio para fazer imagens de ligamentos e articulações danificadas. Um belo e jovem técnico me ajudou a entrar no tubo do terror e amarrou a minha perna. Eu, nervosamente, comentei que primeiro eu tinha que saber o nome dele, antes de dar autorização para ser amarrada em uma cama. Ele não riu, mas me mandou ficar quieta por 45 minutos. Então, lá estava eu, com dor, sofrendo de claustrofobia, movendo-me sobre uma esteira em direção à câmara de tortura branca, e eu não tinha ideia de como permanecer imóvel. E, para completar minha angústia, a minha única plateia não se divertia com as minhas piadas.

20 minutos mais tarde, eu comecei a ficar ansiosa. Eu estava amarrada em um túnel e só poderia ouvir ruídos estranhos e sons agudos e irritantes. Por mim eles estavam decidindo quais seriam as partes do meu corpo que iriam extrair e vender no mercado negro. Em seguida, uma sensação incômoda conseguiu prever que viria uma passagem de gás. Mordi a língua, me belisquei e tentei me concentrar em uma cena pastoral, em um prado verde ao lado de um riacho murmurante. Eu podia ouvir o conselho da minha mãe: “Segure fundo.” Eu me mexi.

“Por favor, fique quieta”, ouvi a voz que vinha do lado de fora do túnel da vergonha.

Eu observava como as luzes e os números revelavam o tempo que restava. Três minutos. Eu ia conseguir! Não! Meu corpo me traiu no último minuto. Eu estava presa e indefesa, assim que meu corpo nervoso fez o que faz melhor: ele peidou. Eu lancei gás com a intensidade e a convicção de uma equipe de lutadores de sumô depois de uma competição para ver quem comia mais pimenta. E o espaço confinado fez com que o som se amplificasse, como se uma dúzia de sirenes tivessem sido ativadas simultaneamente. Eu não sabia se chorava, ria, ou ligava para o meu filho e me gabava do feito.

“Bem, agora, eu acho que já temos imagens suficientes”, disse o lindo técnico, suprimindo uma risada.
A cama mágica foi retrocedendo rumo à liberdade, trazendo consigo o cheiro pútrido da decadência. Eu estava mortificada, já que meu prado imaginário se tornou um pasto devastado, cheio de esterco podre. Que diabos eu tinha comido? Evitei contato visual com o técnico tímido e manquei de volta para o vestuário. Mais uma vez, eu aceitei o meu destino de ser a relutante e perpétua palhaça, a excêntrica, aquela que peida durante um procedimento médico complicado.

Se eu precisar de outra ressonância, vou solicitar que seja no Texas. Todos peidam por lá.

- anônimo

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 12:11
nov
17
2014

Bom, primeiramente já peço para não me identificar. A história é sobre um perrengue que passei por ter dado ouvidos a amigos trolls e ter insistido tanto pra namorada fazer anal.

O caso é o seguinte, eu tinha uma namorada na qual estávamos juntos há uns 3 meses, a gente sempre se pegava no meu carro (Chevette), numa rua deserta aqui no meu bairro. Lá rolava aquele sexo gostoso sem frescura.

Minha namorada (digo ex, pq não estou com ela mais), liberou muito rápido pra mim, nas primeiras semanas de namoro a gente já transava diariamente. Tínhamos uma química muito boa. Ela sempre me surpreendia em cada transa. Até que um dia eu disse a ela que queria mais do que a ppk, que eu queria também o Marques de Rabicó (cu). Não custava tentar, né? Vai que rola… ela gostava de mim, mas reclamou que ia doer e acabou não rolando. Daí toda vez que íamos transar, eu pedia o asterisco e ela negava. Até que um dia de tanto eu insistir, ela me disse que se eu arrumasse um jeito de não doer ela dava o cu pra mim.

Sendo assim, fui perguntar umas dicas com os filha-da-puta dos meus amigos, eu nunca tinha feito anal e não manjava muito dos paranauê. Daí um amigo meu me disse para eu comprar xilocaína. Ele falou que xilocaína iria anestesiar o bagulho e que ela não iria sentir dor alguma. Maldita hora que escutei esse fdp! Acreditei nele e fui na farmácia e comprei o maior tubo de xilocaína que tinha disponível. Coloquei o tubo no porta luvas e fui na casa da minha namorada chamar ela para dar uma sapecada. Ela topou na hora e fomos para o mesmo lugar.

Chegando la, já começamos o amasso e rolou aquela transa daora, mas eu não estava satisfeito pois eu queria muito fazer anal. Comecei a tentar e ela falou que não, disse que ia doer. Aí saquei prontamente do porta luvas o tubo de xilocaína e falei que agora ela não teria desculpas, prometi a ela que não iria doer e foi assim que finalmente ela topou. Contestou um pouco mas topou!

Então passei metade da xilocaína no cu cabeludo dela e a outra metade lambuzei o meu pau. Esperei uns dois minutos e comecei a não sentir o meu pau mais de tão anestesiado que o bicho ficou. Apressadamente, com medo de broxar, enfiei nela até encaixar tudo e comecei a bombar feliz da vida.

Ela falou que não estava doendo e que eu podia bombar mais. Rapaz! Eu estava bem lá curtindo o momento, a primeira vez, até que de repente escuto um som de peido. Caraca velho, ela soltou um peido fedorento, mas fui homem, não liguei pra isso e continuei. Ela ficou um pouco constrangida, mas em seguida eu disse “eu te amo”  pra ela e consegui amenizar a situação. Ela continuou rebolando e me dando prazer.

Chegou um momento que a posição estava incomodando, sabe como é transar dentro de carro né. Então resolvi mudar a posição e assim ficarmos mais confortáveis. Porém assim que tirei meu pau do anus dela, aconteceu a grande merda. E bota merda nisso. Rapaz, a  mina cagou meu carro todo. E ela não conseguia parar de cagar, tipo parece que o esfíncter dela (músculo do cu) se relaxou demais por causa da anestesia e ela não conseguia se controlar.

Cara, a situação foi feia. Ela ficou super constrangida, começou a chorar e pediu para ir embora logo. Ela foi cagando o trajeto todo. Nunca vi tanta merda assim. Tentei acalmá-la, mas nada do que eu dizia à consolava.

Fui correndo pra casa dela, ela desceu do carro rapidamente sem se despedir. Depois levei meu carro no lava jato e ainda tive que aguentar zoação dos caras que trabalhavam lá. O pior de tudo que mesmo depois do carro limpo, o cheiro da merda parecia que impregnou no carro.

Resultado: minha namorada nunca mais olhou na minha cara de vergonha e eu vendi meu carro dias depois. Fiquei super triste, mas já passou. Hoje já consigo rir da história. rsrs

Se alguém souber um produto pra passar no cu que realmente funciona, fala aí. Já tô ficando com outra mina, mas não acredito mais nos meus amigos. kkkkk

Valeu blog insoonia!

- anônimo.

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 02:11
nov
12
2014

Fala corujas!  Tudo certo?

A minha história aconteceu recentemente, é cômico e um pouco vergonhoso. Apesar de namorar há cinco anos e ter uma intimidade boa com a família do meu namorado, estou morrendo de vergonha da minha sogra com o que aconteceu. kkk

A história é a seguinte… eu sempre durmo na casa do meu namorado, só que a gente dorme na sala pq meu namorado dividi o quarto com o irmão. Daí sábado passado,  fui dormir na casa dele como de costume e ele me disse que meu cunhado estava dormindo e que a minha sogra havia saído com as amigas (sim, minha sogra é mega baladeira).

Então aproveitamos para fazer amorzinho. Eu toda empenhada de lingerie nova, naquela empolgação e tudo mais, até que inesperado acontece… Já era quase duas da manhã, quando já estávamos transando (leia-se: Eu lindamente de quatro), escuto um barulho de chaves e rapidamente a porta abriu…. Putz! Era minha sogra alcoolizada. Ela pegou a gente no maior flagra. Não tinha nem cobertor para me esconder. Que vergonha! Na hora achei que ela ia nos dar um sermão, mas não, ela simplesmente virou e disse: “Se foderam, seus trouxas” e caiu na risada.

Eu não sabia onde enfiava a cara, sério! Minha sogra foi pro quarto e ainda gritou de lá “podem continuar, eu juro que não vou ouvir” e riu como se não houvesse amanhã. Minha sogra é foda! Mas não rolou continuar não. A vergonha não deixou. Até tentamos, mas não deu.  kkkkk

No dia seguinte minha sogra nem tocou no assunto, e logicamente, eu também não. Depois disso, ainda não voltei na casa do meu namorado, não sei com que cara olhar pra minha sogra… Ô disgraçaaa! rs
Bom é isso. Espero que seja publicada. Beijos.

- Duda.

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 02:11
nov
06
2014

Oi Gislaine, apesar de eu não ser exatamente o seu tipo de público alvo, gosto muito o seu blog, em particular o quadro aconteceu comigo. Bom, como é de praxe, não vou me identificar, pois tenho 36anos, sou engenheiro, casado e tenho 2 filhos, um menino de 6 anos e uma menina de 3 meses.

A história é o seguinte… quando eu tinha exatos 18 anos, conheci uma garota que na época tinha 16 anos e fiquei loucamente apaixonado. Namoramos por 5 anos com muita intensidade, eu fui o primeiro dela e ela foi a minha primeira mulher que transei de forma contínua e constante. Brigávamos muito, nosso relacionamento era muito intenso. Bom o fato é que terminamos, nós sofremos muito e cada um foi para um lado. Eu terminei a faculdade, fui trabalhar, casei e tive meus filhos e ela a mesma coisa.

Depois de tampo tempo, recentemente nos encontramos. Quando a vi senti algo muito forte e não esperava acontecer isso. Nos cumprimentamos e conversamos como dois adolescentes, rimos e combinamos de nos ver qualquer dia. Mas para mim esse encontro nunca ia acontecer. Até que um dia, do nada ela me liga e acabamos combinando de verdade de nos encontrar (eu tenho o mesmo número de celular por décadas).

Nos encontramos e acabou acontecendo o inevitável: nós transamos. Foi sensacional, senti a paixão que sentia por ela voltar, junto com a frustração de não ter ficado com ela. Ela diz que me ama, que sente o mesmo e que nunca me esqueceu durante esse tempo. O problema é que minha esposa é uma mulher e mãe maravilhosa e eu sou louco pelos meus filhos e eles por mim, eu jamais iria conseguir viver longe deles.

Hoje eu moro à 400km da minha cidade natal, onde a família de minha esposa e a minha ex-namorada vivem. Se eu me separar, a minha esposa fatalmente voltará para a nossa cidade natal com meus filhos e eles ficarão 400km longe de mim. E para piorar a situação, a minha ex tem 2 filhas e me disse que se eu me separar da minha esposa ela também se separa do marido dela.

Resumo da ópera, se eu me separar da minha esposa eu ficarei sem meus filhos, vou ver eles muito pouco. Se a ex se separar eu terei que criar as filhas dela.

Toda a lógica me diz para eu cair fora da ex, mas o que sinto por ela é uma coisa inexplicável, nunca consegui esquecê-la.

E aí? Chuto tudo e fico com a mulher que amo ou sufoco esse amor ou me dedico à minha família? Enquanto isso nós somos amantes e continuamos nos encontrando, mas o problema é que estou deixando isso influenciar minha vida com minha esposa, pois eu não estou dando a ela a atenção que merece.

Eu acredito nos sentimentos de minha ex, pois ela é uma mulher linda, ela está com 34 anos e está linda demais e eu com meus 36 anos sofridos, barrigudo e feio, ou seja , ela pode ter o amante garotão e sarado que quiser em um estalo de dedos, mas ela quer a mim.

Foi bom escrever, pois ninguém sabe desse meu segredo e não tenho com quem pedir opinião. Peço que seus leitores opinem. O que devo fazer?

Abraços a todos.

- anônimo

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 06:10
out
29
2014

Olá Gi! Ao ler esta seção no blog, me deu uma vontade e coragem de contar a minha história. Peço discrição!

Aconteceu há 2 anos atrás, eu fui fazer uma viagem para outro país em missão com uma ONG. Levamos roupas, comidas e etc. Nesta viagem conheci uma mulher, vou chamá-la de Adriana.

Sou casado há 10 anos e tenho uma filha de 3. Mas nessa viagem, fui sozinho e não tinha intenção nenhuma de trair minha esposa. Já no país vizinhos, os diretores da ONG separou as equipes e as distribuiu por cidades. Eu fiquei na mesma equipe da Adriana, solteira, sorriso encantador, loira, seios fartos… etc.

Na ida para esse país, nos conhecemos e até então não tinha rolado interesse algum, no entanto ela ficou na mesma equipe que eu e começamos a trabalhar juntos. Nos conhecemos melhor e não sei se por carência, acabei me envolvendo. Então resolvi procurá-la e abrir o jogo e aí que foi o B.O., ela disse que estava envolvida também. Eu fiquei surpreso, mas ao mesmo tempo com um tesão muito forte.

Lá no país, não rolou nada, mas na volta para o Brasil, dentro do ônibus, eu me sentei ao lado dela e acabou rolando toques, eu masturbei ela e ela retribuiu. Rolou até um oralzinho maroto.

Já em casa, começamos a nos relacionar no Facebook e foi aí que descobri que a mina estava apaixonada por mim. Ela mora numa cidade vizinha da minha. Uma hora de viagem daqui de casa. Então uma belo dia, resolvi arriscar e fui encontrá-la. Ela não saía dos meus pensamentos.

Nesse dia, peguei emprestado o carro de um amigo meu e fui encontrar com ela. Peguei ela em casa e a chamei para ir nem motel, mas ela disse que não precisava e me indicou um caminho no meio do mato, o famoso “matel”. Transamos dentro do carro e foi uma loucura só. Ali começou uma história de muito sexo.

Adriana fazia de tudo, oral, anal, podia gozar na boca dela e ainda gostava de uns tapas na cara, era meio hardcore o sexo com ela. No início fiquei louco por ela, nunca senti tanto tesão na minha vida. Porém com o passar dos dias, comecei a ficar incomodado com ela. Minha esposa é na base do carinho, Adriana era na base da força. Minha esposa é muito puritana, nunca fizemos anal. As duas são completamente diferentes. O sexo com a Adriana, começou a ficar cansativo, sempre eu tinha que arrumar um carro emprestado, inventar desculpas para sair de casa, fora a preocupação da minha mulher descobrir e o fato que a Adriana começou a querer me ver frenquentemente.

Nunca achei que fosse dizer isso, mas comecei a não gostar mais de transar com a Adriana. Talvez eu não me enquadre nesse “selvagerismo” todo.

Então resolvi terminar este relacionamento extra conjugal. Mas a merda é que a Adriana se diz apaixonada e não me deixa em paz, última conversa que tivemos ela disse que irei me arrepender de dizer não a ela. Cara, no início eu curtia o sexo com ela, mas esse estilo hardcore não me agrada, tentei mudar um pouco, mas ela não curte de outro jeito. E eu não tenho sentimentos por ela, tinha apenas tesão.

Não sei o que fazer, amo minha mulher e estamos bem conjugalmente. Sexo agora, só com a minha esposa. Mas confesso que estou com medo da Adriana fazer algo para prejudicar o meu casamento. Ela não aceita o término e eu não sei o que fazer.

Bom, essa é a minha história. Se tiver algum desfecho e as coisas complicarem, volto e conto para vocês.

Abraços Gi

 - anônimo

 

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 05:09
set
29
2014

Oi Gislaine, torço muito para que você leia meu e-mail, quero muito contar o que me aconteceu ontem após o discurso do Levy Fidelix. Acesso seu blog há tempos e virei seu fã quando li, um tempo atrás, um tweet seu dizendo que ama os Gays e que todo mundo merece ser feliz. Não sei se foram sinceras suas palavras, se sim, saiba que te admiro muito pela sensatez e obrigado pelo respeito.

Mas, Gislaine, infelizmente e com pesar que venho lhe contar que estamos muito longe da tão sonhada felicidade. Nós, gays, sofremos preconceito diariamente. Agressões verbais e físicas nos cercam cada vez mais. É triste saber, que em pleno 2014, ainda existam pessoas que são contra a felicidade alheia.

Tenho 19 anos e desde criança sempre soube da minha condição. Nunca me interessei por meninas, lembro-me de quando tinha 11 anos e sonhava com o sorriso de um amigo de classe. Mas nunca tive coragem de expor meus sentimentos para ninguém. Sempre respeitei o próximo e na época não compreendia muito essa minha atração por meninos.

Sou um filho exemplar, Gislaine. Sempre estudei em escola pública e nunca dei trabalho para os meus pais. Nunca envolvi com pessoas erradas e sempre fui um ótimo aluno. Sequer peguei uma recuperação no colégio. Com 17 anos fui aprovado em medicina, numa instituição federal, na qual estudo atualmente. Meu pai é militar e minha mãe dona de casa. Religiosos fervorosos.

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 11:09
set
24
2014

Fala Gi, beleza? A história que vou contar, a princípio foi um trauma muito grande na minha vida, doeu, confesso, porém hoje lido bem com o assunto, a ponto de compartilhar com todos os leitores do blog. Peço que não divulgue meu nome, a nível nacional pode-se dizer que não estou preparado para tamanha vergonha. Sem contar que pode dá merda pro meu lado. hahaha

Sou policial e quando me formei (não faz muito tempo), fui transferido para uma cidade do interior de Minas, onde ainda resido. A cidade é pequena e moro sozinho. Sempre fui um rapaz tímido, de poucas palavras. Quase não saía por aqui. Conhecia poucas pessoas. Até que um dia decidi ir num churrasco de uns amigos policiais e lá eu conheci uma mulher mais velha que eu. Me simpatizei bastante por ela. Lembro que precisei tomar várias, para puxar papo com a “senhorita”. Ficamos horas conversando, quando descubro que ela era casada. Rapaz, bateu um desânimo tão grande, eu estava super afim daquela coroa, que não é tão coroa assim, eu que sou novo demais (22 anos).

Já bêbado, disse o seguinte  a ela: “Se você não fosse casada eu chegaria em você”.  Maldita língua que não seguro quando estou bêbado. Esta frase nunca deveria ter existido e vocês irão concordar no final da história.

Dias depois, a casada, que sempre me via na rua trabalhando, passou a me dar moral. Sempre sorria, conversava. Deixava claro um certo interesse. Então decidi ligar para ela. O marido era (é) caminhoneiro, e só está na cidade nos fins de semana.

Resultado: começamos a nos encontrar nos dias de semana. Vesti a identidade de amante e cumpria com meu dever frequentemente. Passamos a nos encontrar todos os dias da semana, saía do serviço e já ia direto pra casa dela.

Ela sempre reclamava do marido, o cara era um tropeiro, a tratava muito mal. Comecei a entendê-la e o pior aconteceu: me apaixonei. Cara, o amante nunca pode se apaixonar. Falhei absurdamente.

Começamos a namorar e ela passou a morar na minha casa (só durante a semana, nos fins de semana ela tinha que ir receber o marido). Esse lance durou 2 anos. Até que um belo dia dos namorados, odeio dia dos namorados só para constar, decidi fazer um dia super especial a ela, comprei um belo par de brincos de ouro para presenteá-la, preparei um super almoço para nós dois, detalhe, isso foi na casa dela, era dia de semana e ela quis comemorar a data na sua casa. Bom, teria sido um dia especial se o marido não tivesse chegado de repente. A merda chegou de viagem, também para fazer uma surpresa a ela. Eu estava pronto para servir o almoço e tive que me esconder num quarto vago da casa. Fiquei lá horas. Não tinha como sair. O marido chegou e almoçou com ela. Não satisfeito em comer meu almoço, também levou a minha “janta” para o quarto. Sim, ela foi para o quarto com ele. E eu fiquei lá, escondido e ouvindo eles transarem. Cara, foi a pior sensação que já vivi. Eu não podia sair dali, pois a porta do quarto dela estava aberto. Se chorei? Chorei muito! Tive vontade de matar os dois. Mas resisti!

Depois que transaram, o marido foi para o banheiro e foi o meu momento de fugir dali. Passei pelo quarto e a vi chorando. Olhei nos olhos dela, sem expressar uma palavra, apenas com um sentimento de Adeus. Fui para casa e nunca mais a procurei. Ela me ligou várias vezes e depois parou. Respeitou minha tristeza e deixou eu seguir em frente. Afinal, quem errou foi eu, de me apaixonar.

Faz pouco mais de um ano que isso aconteceu e soube que agora está bem com o marido. O fato dela ter ficado fria com ele todo esse tempo, o fez repensar em suas atitudes e passou a tratá-la bem. Isso basta! Eu era apenas um amante.

Fica o conselho para os amantes de plantão. Regra número 1: Nada de almoço, apenas coma a janta! rsrs

Valeu aí pessoal, abraços!

aconteceu_comigo

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 12:06
jun
25
2014

Buenas!!

Comecei a ler a pouco o site e me identifiquei com várias histórias contadas nesse espaço, (li todas em uma madrugada!) ri de várias, me emocionei com outras, e resolvi compartilhar minha história com os leitores também.

Prefiro não me identificar pelo motivo de alguém que não precisa saber que fui eu que escrevi, tenha certeza que a história é minha (conheço muita gente que lê o site). Melhor ficar no anonimato!

Tenho 24 anos, não sou expert no quesito relacionamentos, sai a pouco tempo de um namoro de seis anos, mas essa é outra longa história triste que pretendo enviar-lhe em breve.

Nunca fui o cara do tipo “pegador”, fiquei com pouquíssimas meninas na minha vida, namorei por seis anos, (minha primeira namorada). Não fui criado “para o mundo” como alguns dizem, sempre fui caseiro, induzido a estudar, comecei a sair de casa aos 16, 17 anos, enquanto o resto da gurizada já saia aos 12, 13 anos. Talvez isso tenha influenciado um pouco (bastante) em minhas reflexões…

Sem mais delongas! No início de 2013, ainda meio “grog” pelo fim do namoro de 6 anos, começava aos poucos a sair com os amigos pra festas, me reunir a galera pra conversar, ficar com uma guria aqui, outra ali, nada sério. Um certo sabadão eu já pronto pra sair pra uma festa com meu irmão e mais dois amigos, um amigo meu dos tempos do exército, liga, do nada, fazendo a seguinte proposta:

- Cara, eu e meu primo vamos viajar pra outra cidade, conhecemos 3 gurias pra gente ficar essa noite. Sobra uma. Pensei em ti vamo nessa? Só tem um porém. Elas tem namorado.

Daí eu pensei: Aceitava a proposta dele (no qual eu não falava a um tempão), de sair com essas gurias que até namorado tinham (deviam ser baita bucha) ou saia com meus brothers de fé, pra festinha onde sempre tinha uma confirmada?

Enrolei tanto pra me decidir, que os caras acabaram indo viajar pra essa outra cidade (bem próxima da minha), trouxeram as gurias pra cidade onde eu moro e já estavam em frente a minha casa, buzinando e me chamando pra sair.

Daí não tinha escapatória né velho! Seja o que Deus quiser, vamo encarar essas bucha!

Cara quando eu entrei naquele carro, já tinha uma do lado desse meu amigo no carona, a outra já abraçadinha no primo dele e a que sobrou… Meu Deus! A que sobrou era uma princesa, de tão linda.

Bah, já fiquei faceiro que nem mosca em tampa de xarope! Começamos a conversar ali no carro mesmo, porem ela não dava muita entrada, tava meio desconfiada, sei lá…

Papo vai, papo vem, fomos para um ponto turístico legal aqui da cidade, que fica meio afastado, um baita lugar. Ficamos escutando um som, tomando uns aperitivo, nessa o meu amigo e o primo dele já estavam ali na pegação com as outras gurias e eu ali só na conversa, kkkkkkkkk. Mas que conversa boa!! Sabe quando tu fala com a pessoa, e ela corresponde exatamente aquilo que tu espera? Mesmos gostos, mesmas preferências, tava tudo muito sincronizado. Conversávamos a menos de duas horas e parecia que nos conhecíamos a décadas, entende?

Estava tudo tão bom, melhorou ainda mais depois do beijo. Que beijo perfeito!! Foi com certeza uma das melhores noites da minha vida!

Mas tudo que é bom dura pouco, já estava chegando a hora de levar as cinderelas pra casa. No caminho mais conversa, mais afinidades descobertas, mais pegação… Que noite!

Depois disso desencanei, pensava pra mim que tinha sido apenas uma aventura dela, não levei muito a sério com medo de uma decepção, mas que eu tinha gostado dela eu tinha, como tinha!

Uma semana depois, uma das gurias que estavam com ela, me achou no Facebook e me mandou uma mensagem:

- Cara, tu gostou da minha amiga? Ela não para de falar em ti, ela gostou muito de ter ficado contigo e quer te ver de novo, add ela.

Sem pestanejar fui lá e add ela. Conversávamos todo santo dia, ela falou que estava apaixonada por mim, nunca tinha conhecido ninguém como eu, que tinha que me ver de novo. Daí ferrou né velho…

Fiquei bobo, tava tudo perfeito. Aquela guria linda que eu tinha ficado e pensado que nunca mais ia ver, tava ali, falando comigo, querendo me ver de novo. Algumas semanas depois ela retornou pra minha cidade, passamos outra noite aqui na casa de uma amiga dela e rolou o inevitável! Essa sim foi uma baiiita noite!!

Ela cada vez mais dizendo que era louca por mim, sentia ciúmes das minhas saídas, me ligava umas quantas vezes ao dia pra saber como eu estava, longas horas de conversas na madrugada, tudo me dava certeza do sentimento dela por mim.

Insisti diversas vezes pra que ela terminasse o namoro dela, pois eu não me sentia bem sabendo que a guria que eu gostava era de outro cara. E nem que o cara tava sendo corno (eu não gostaria que fizessem comigo). Ela sempre justificava falando que não podia terminar, porque era como uma filha pra família do namorado, gostava dele mas não sentia por ele o que sentira por mim, a família dela (principalmente o pai) iria matar ela blá, blá, blá…

Um belo dia no alto da minha ilusão, ela deixa uma mensagem no Face, dizendo pra mim esquecer ela, e que se arrependeu de ter feito o que fez com o namorado. Me exclui do Facebook, do celular, da vida dela!

Nunca mais a vi, espero do fundo do coração que ela esteja bem, não guardo mágoas.

Sei que muitos que estão lendo agora já passaram por algo semelhante. Deixo meu depoimento para que sirva de lição e aprendizado pra alguém que esteja passando por essa mesma situação. Nem tudo na vida é como a gente planeja, como gostaríamos que fosse.

Cabe-nos perceber quando este tipo de coisa acontece, saibamos refletir bem em nossas atitudes, colocarmos-nos no lugar da outra pessoa. A grande maioria das vezes somos mesquinhos e queremos apenas saciar nossas vontades, suprir nossas necessidades momentâneas, sem pensar nas consequências dos atos.

Ingenuidade minha? Talvez…

O bom disso tudo é o aprendizado, quedas fazem a gente levantar mais forte!

Segue o baile, bola pra frente!!

Abraço gurizada!!

aconteceu_comigo

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 07:06
jun
04
2014

Oi Gi! Para começar queria pedir para não ser identificado (senãofodeu). Eu tenho uma excelente história que aconteceu comigo no fim do ano passado e estava louco para contar para alguém.

No fim do ano, eu estava terminando o 2º ano do Ensino Médio e a sala decidiu fazer uma festa para comemorar, então cada aluno seria responsável para trazer alguma coisa para a festa, então conversando com uns amigos nós tivemos a genial ideia de fazer um bolo especial para essa festa. O detalhe é que o bolo foi feito com um ingrediente especial chamado “Manteiga de Cannabis”, o correto era usar 100 gramas do produto, mas para ninguém desconfiar do cheiro, usamos 50 gramas.

Uma semana depois do combinado chega o grande dia que deixaríamos a sala toda chapada, o bolo era de sabor cenoura com cobertura de chocolate, no começo foi tudo uma maravilha, alunos e professores comeram o bolo, uns 15 minutos depois o efeito começou surtir em algumas meninas, meia hora depois todo mundo estava rindo como se fosse o dia mais feliz das suas vidas!! hauahuaha MAAAAS, teria sido épico, se não tivesse sido trágico. Quer dizer, foi mais ou menos trágico. Aconteceu que um garoto que não conhecíamos, ele era de outra turmar, começou a passar mal como se fosse ter um ataque cardíaco.

Então os professores chamaram a direção, ligaram para o SAMU e para os pais do garoto, nesse momento eu e meus amigos (eram três) ficamos em desespero total. “Putz deu merda!”, “O que a gente foi fazer??”, “Seremos expulsos do colégio, fudeu”… Sério, achei que o garoto ia morrer ali por nossa culpa, e juro que a gente não sabia que poderia acontecer isso.  

O socorro chegou, o piá foi para o hospital e a turma nem aí com o acontecido, continuaram lá comemorando o fim do ano letivo. Já podíamos ver uns olhos vermelhos, a galera toda feliz, parecia que nada tinha acontecido. Tinha até um professor meu rindo e imitando o garoto que passou mal. Confesso que eu perdi até vontade de comemorar. Fiquei preocupado paporra!!

Por sorte, no outro dia que era o último dia de aula, o garoto que passou mal estava lá vivíssimo. Ele nos contou que o que aconteceu com ele “supostamente” foi uma queda de pressão. Depois disso, até virei amigo dele e mantemos contato até hoje. rsrs

Essa foi  a minha história. Fica de lição! Nunca ofereça Bolonha para as pessoas! (sem que elas saibam, claro). huahuahau

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Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima às 07:05
mai
06
2014

Olá, lindos! Meu nome é Patrícia, tenho 25 anos, e eu quero contar o prejuízo de se colocar um homem na friendzone. Minha história tem um final feliz, mas poderia não ter…

No tempo do colégio, entrou um menino na mesma turma que eu. O nome dele é Henrique e ele era o maior nerd que se pode imaginar. Usava óculos, era meio gordinho, sentava na cadeira da frente, sempre respondia às perguntas dos professores, tirava notas altíssimas sem fazer nenhum esforço. Quem o visse imaginaria que se tratava de um cara metido a besta que acha que nós, meros mortais, somos indignos da sua presença, tipo o Sheldon do The Big Bang Theory. Mas o Henrique não. Ele era atencioso, carinhoso, um amor. Tá bom que era estranho aquele hábito dele de gostar de Dragon Ball, Pokémon, Guerra nas Estrelas, Os Simpsons, essas coisas que, desculpem os nerds de plantão, mas para mim são só coisa de criança. Mas, tirando isso, que até que é algo que dá pra conviver, ele era o melhor amigo que a gente pode ter.

Comecei a conversar com ele quando fui pedir ajuda com uma tarefa de matemática. Achei que ele ia posar de metido, dizer que era uma coisa fácil aquela tal de trigonometria, que eu era burra de não conseguir resolver aquele problema, mas não. Ele foi muito atencioso comigo. Perguntou onde eu não estava conseguindo fazer (que era a questão toda) e ele simplesmente explicou de uma forma que nem a professora conseguia. Sério, aprendi mais matemática e física com ele do que com todos os professores do Ensino Médio, do cursinho e da faculdade juntos. Eu o agradeci com um sorriso e ele deu outro em resposta. A partir daí começamos a conversar todos os dias. Percebi que eu era uma das poucas pessoas com quem ele falava. Ele parecia que tinha medo das pessoas. Todo mundo na sala ou tinha pena dele por ser tão isolado e com poucos amigos ou fazia bullying com ele. Ele queria ser notado, então fazia coisas dignas de pena, só para aparecer, tipo gritar palavrões ou fazer pose de bonitão, mas parecia alguém com uma auto estima muito baixa. Chegou a revelar para a turma toda que era boca-virgem, no auge dos 15 anos! Tudo bem que tem muitos meninos dessa idade que são, mas acho que nenhum deles vai querer revelar isso.

Mas eu gostava muito de conversar com ele. Era alguém que você sabe que vai falar alguma coisa mais inteligente do que a classificação do campeonato de futebol ou os dotes físicos de alguma vadia da TV. O Henrique era um cara de conteúdo, entende? Era alguém que você sabia que ia ouvir alguma coisa que prestava até o fim de uma conversa. Mas não era alguém que despertava o desejo de namorar. Por isso fiquei espantada quando soube que ele gostava de mim. Depois de um ano e meio que a gente conversava, descobri que ele se apaixonou. Ele não me contou, eu li no caderno dele. Quando a turma estava no recreio, eu fui ler o caderno dele atrás da lição de Física (sabia que ele não se importaria se eu copiasse) e encontrei um coraçãozinho escrito “Patrícia” dentro e uma caricatura minha em estilo mangá (muito fofinha, diga-se de passagem). Fiquei assustada, fechei o caderno e não comentei com ele. Quando ele voltou e viu que mexeram no caderno, não achou estranho porque os idiotas da sala de aula costumavam mexer no material dele, colocar lixo na mochila dele ou rasgar alguma página do caderno, então ele só folheou para ver se faltava alguma página e guardou o caderno de novo na mochila. Daí para frente, comecei a reparar no olhar dele ao me ver e percebi que a cada olhada era como se ele me dissesse “eu te amo” com todas as letras.

Mas depois de alguns meses ele me falou, todo vermelhinho, na hora do recreio. Ele me chamou num canto e eu, já desconfiada do que se tratava, fui. Tentei usar uma expressão facial que encorajasse ele a dizer o que queria, mas não sei se deu certo porque ele falou como se engasgasse. Disse apenas um “Eu gosto de você” fraquinho, num fôlego só. Percebi que ele só não havia dito antes porque não tinha coragem, parece que já sabia que ia levar um “não”. Mas acho que não suportava mais o silêncio, então arriscou de uma vez. Eu já tinha a resposta pronta. Não é por nada, mas uma adolescente não espera que seu príncipe encantado seja o nerd da carteira da frente. Arrependo-me até hoje de ter dado a famosa resposta para ele: “Gosto de você também, mas somos só amigos”, já vou explicar o porquê. Tentei fazer ele não se magoar comigo, porque, juro por Deus, eu gostava muito dele, mas não me despertava aquele desejo. Eu queria ver nele um homem para a mulher que estava crescendo em mim, mas não conseguia.

Então o tempo se passou. Namorei uns caras, mas nunca contei para o Henrique porque não queria ferir os seus sentimentos. Ele continuava a me ajudar nas tarefas, partilhar sua vida comigo, fazíamos trabalhos juntos, até fui na casa dele, conheci a família dele e ele veio na minha casa também, mas nada aconteceu. Também sinto que algo entre nós havia mudado. Ele nunca mais tocou no assunto e eu também não. A gente se formou no colégio e depois tentamos manter contato, mas não se passou nem dois meses e nunca mais vi o Henrique por quatro anos.

Eu me formei em arquitetura. Para quem nunca gostou de matemática, as ajudas do Henrique me tornaram apta a dominar a matemática a ponto de poder fazer um curso como arquitetura, que sempre gostei. Fiz algumas amizades, namorei alguns caras, mas nenhum deles demonstrou gostar de mim como meu antigo colega que coloquei na friendzone. Então, solteiríssima e ainda na faculdade, na flor dos meus vinte e um anos, fui convidada por alguns amigos para uma festa. Falaram que estaria lá um homem muito lindo do meu círculo de amigos que já fazia tempo que eu estava a fim, o Cauê. Era do tipo que a Gi coloca aqui no Cat Monday, parecia saído das revistas ou das telas de cinema. Ele também mostrou que estava a fim de mim, então aquela festa era a chance que eu tinha. Mas era uma festa cheia de gente desconhecida e, quando eu chego lá, qual a minha surpresa ao encontrar o Henrique!

À primeira vista, nem parecia ele. Ele havia feito uma cirurgia a laser que permitiu que tirasse os óculos e emagrecera muito. Não era tão bonito quanto o Cauê, mas estava bem mais atraente que no tempo do colégio. Fui falar com ele e percebi que outras coisas haviam mudado. Seu sorriso tinha uma masculinidade e uma segurança que não estavam lá quatro anos atrás. Ele ficou surpreso em me ver e já começamos a conversar. Ele ainda era um gênio, estudava Engenharia Elétrica na Federal e só não estava prestes a se formar porque tinha acabado de voltar de um intercâmbio na França. Tinha muito mais conteúdo que antes. Trocamos os números de celular e combinamos de nos falar. A conversa com ele foi tão boa que até me esqueci do Cauê. Mas fiquei triste porque ele não pareceu interessado em mim. Então, quando eu saí para pegar uma bebida e voltei, ele estava na maior conversa com uma vadia ruiva que estava com o decote que parecia que os peitos iam saltar em cima dele. Ele pareceu nem notar a minha presença e pouco depois os dois estavam agarrados. Não sei por que me deu tanta fúria, acho que era porque nunca imaginaria o Henrique beijando alguém. Então, para me vingar, fui atrás do Cauê e, em poucos minutos, a gente estava agarrado também.

Daí minha maior decepção: eu estava com tanta raiva que fui para a cama com o Cauê na mesma noite. Quando ele tirou a calça, percebi uma coisa horrível: ele tinha o pinto fininho! Sério, parecia uma agulha! Tipo, eu não estava transando, tava tomando injeção! A camisinha parecia que ia soltar! Me arrependi amargamente daquilo. O apartamento do Cauê era perto do lugar da festa então nós demos uma rapidinha e voltei para a festa para descobrir que o Henrique estava fazendo com a vadia ruiva o mesmo que eu estava fazendo com o Cauê. E, quando eles voltaram (o apartamento do Henrique também era próximo), pela cara da vadia, o Henrique não tinha pinto de agulha. Lembrei que eu tinha visto de relance no colégio quando os idiotas abaixaram a calça dele no recreio, mas não apareceu tudo e eu também desviei o meu olhar porque não queria que meu amigo passasse por mais vergonha que aquilo. Mas confesso que, naquela noite, fiquei arrependida de ter desviado o olhar.

Felizmente, a relação do Henrique com a vadia só ficou naquela festa. Resolvi que meu antigo colega na friendzone deveria sair de lá. Liguei para ele no dia seguinte. Ele ficou surpreso que eu ligasse e a gente marcou de jantar na terça-feira. O Henrique estava mesmo muito diferente, me falou das viagens que fez, das namoradas que teve (brevemente, acho que só para eu perceber e valorizar o que havia perdido naqueles anos), do emprego que lhe era prometido com aquele currículo invejável. Quando eu falava com ele do tempo do colégio, ele queria desconversar. Depois vim a descobrir que ele se culpava por não ter tido algumas atitudes naquele tempo como dar um murro bem na cara daqueles valentões idiotas e me chamar para sair e que, por isso, não queria conversar sobre aquele tempo. No fim daquele encontro, para a alegria dele (e a minha) demos nosso primeiro beijo. E então vi novamente o olhar do rapaz adolescente apaixonado, só que agora no corpo de um homem. Fiquei muito feliz!!

Começamos a namorar. Já digo que entendi o porquê da satisfação da ruiva, já que o Henrique não tem mesmo pinto de agulha. Ele sabe satisfazer uma mulher, com direito a café na cama e banho quente. Namoramos por quatro anos e hoje estamos noivos. Vamos nos casar em outubro, já compramos casa e móveis e estamos planejando a vida juntos. Eu quis contar minha história porque digo que um homem como o Henrique é o tipo de homem que a gente quer para a vida inteira. Arrependo de não ter dado uma chance para ele na adolescência, de não ter perdido a virgindade com ele, mas felizmente o universo me deu uma segunda chance. Por isso digo que, se você colocou seu amigo na friendzone, por favor, reconsidere sua decisão! Você pode estar perdendo um companheiro valioso e pode não ter a mesma sorte que eu tive de poder voltar atrás. Vai encontrar um pinto de agulha que só te dará injeção, mas nunca te fará uma mulher de verdade!

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