Aconteceu Comigo* | Blog Insôônia
O melhor jogo online
mar
10
2017
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 11:58

aconteceu-comigo1

Fato verídico que ocorreu com um amigo muito próximo chamado EU.

Tudo começou com um inocente churrasco entre amigos. Cerveja barata, carne de procedência duvidosa e música ruim, a típica linguiçada.

Até aí tudo bem, todo mundo se divertindo e bebendo mais do que camelo.
Até que a polenta começa a azedar… Recebo uma mensagem de uma guria que eu tava querendo o porco nu, dizendo que queria vir até a minha cidade pra fazermos algo e tals,

Quando o malaquias acorda o bom senso já não se mostra muito eficiente, agora some as peripécias de malaquias com um grau etílico bastante elevado no organismo. Obviamente e mais do que depressa mandei a charmuta vir.

Esse foi o princípio do fim, foi aí que o meu barraco desabou, foi nessa que meu barco se perdeu (me desculpem…)

Se eu fosse uma pessoa sensata (coisa que já ficou clara que não sou), teria parado de beber e esperado a dita cuja chegar na cidade para sairmos, mas nãão, continuei bebendo para um caralho. Pra ajudar, ela ainda demorou pra chegar, o que agravou mais a situação, me dando mais tempo pra beber.

Fui encontrar com ela, fiz merda de tão bêbado, caguei os esquema e agora não terei mais o corco nu da minha querida prenda. Triste, puto e desiludido, me sentindo pior do que pobre quando corre atrás do busão e mesmo assim não alcança, fui ao encontro dos sobreviventes do churrasco.

Encontrei os bravos heróis da esbórnia, sentados em uma praça abraçados à um isopor recheado com o sagrado líquido. Já era tarde, já passava das duas da manhã, e como todos sabemos, nada de bom acontece depois das duas da manhã.

Bêbados e determinados a fazer merda, saímos em uma grande odisseia em busca de um pouco de conforto em alguma dama da noite. Encontramos muitas moças de tromba oferecendo seus serviços, mas não caímos em tentação, mantivemos o foco.

Muitos litros de álcool depois, tanto no carro quanto em nós, encontramos as damas. Grana pra fora, moças pra dentro. Quando todas estavam acomodadas (abarrotadas), descubro que são da minha querida cidade natal, elas realmente não me pareciam estranhas.

Chegamos no abatedouro… Pessoas socializando na sala, tudo muito legal até que uma das donzelas diz: “AHHH EU SABIA QUE TE CONHECIA DE ALGUM LUGAR, ESTUDAMOS JUNTOS!! OLHA BRUNA, NÃO TE DISSE?”

Sim, eu estava em uma caralha de outra cidade e pego duas putas da minha cidade natal que estudaram comigo no colegial. Caralho Universo, o que é que eu te fiz? Não responda.

Tá no inferno abraça o capeta, bora pro fight.
Mano… Que sexo bosta, mil vezes ter ficado na mão. Recolhi minhas roupas com o pouco de dignidade que me restava. Exatamente, restava… Não resta mais. Perdi um pé de meia, puta que pariu. Voltei pra casa com só uma das meias no pé.

Resumo do rolê: Perdi uma cocota daora, fiquei bebado para caralho, comi putas que estudaram comigo no colegial, fiquei alguns temers mais pobre e perdi um pé de meia.

O que podemos aprender com isso? O relógio marcou 2:00 AM, fujam para suas casas e se tranquem em seus quartos, de preferência longe da internet.

– anônimo

Envie também a sua história que nóis posta! [email protected]

Gislaine Lima
é muita criatividade
Gislaine Lima
mar
05
2017
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 19:32

aconteceu-comigo1

Oi Gih … sempre vejo as histórias e resolvi contar uma minha.

Euzinha aqui sempre fui do tipo tímida e não manjava de putaria nenhuma da vida até que fui morar sozinha. Teve um tempo que minha amiga precisou de mim e veio morar comigo. Ela me mostrou o mal caminho e desde então não consegui mais sair dele.

Eis que em uma das esquinas desse mal caminho começamos a sair com dois boys que trabalhavam com ela. Virou tanta putaria que a gente revezava os dois entre nós. Aí uma vez, um deles chegou falando que havia machucado o serzinho dele.

Segundo a história, uma outra menina foi bancar a cantora e estragou o microfone do rapaz. Depois de esperar sarar, tentamos fazer um karaokê, mas não rolou. Parece que rompeu uma pelezinha que tem lá, aí sempre que cantávamos, o negócio sangrava. É sério, quando tentávamos algo era um show de horrores, sangue pra tudo quanto é lado.

Enfim, depois de um tempo abandonamos a dupla sertaneja e seguimos carreira solo. Pois bem, eis que a ‘Sandy’ aqui encontrou o dito cujo após um loongo tempo e papo vai, papo vem… combinamos um remember! Mas adivinha? Tempo vai ‘and the show must go on’.

Fui cantar novamente no serzinho do boy (que tá mais magia ainda, por sinal), mas foi o mesmo show de horrores. Pensei que fosse precisar de uma transfusão de sangue no rapaz!

O que será que é isso? Acho que o rapaz é estragado, hein. Depois disso resolvi abandonar de vez. Vou procurar outros microfones nessa vida. De preferência um que me faça desafinar cantando.

Vamos deixar nomes bem guardadinhos junto com as lembranças, pois o estrago já foi o suficiente.

Beijos corujas!

– Anônima

 

Eu entendi foi nada! kkkkkkk Deixo pra vcs opinarem! hahaha
E envie também a sua história maluca que nóis posta!  [email protected]

Gislaine Lima
isso é calipsoooo
Gislaine Lima
fev
23
2017
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 15:13

Gente, li essa história no facebook de uma mãe e tô morrendooooo de rir! hahaha

aconteceu-comigo1

Minhas amadas amigas, você tá aí achando que seu filho ou filha já te fez passar a maior vergonha do mundo, então, continua lendo e sente o drama de hoje.

Bom, primeiro fiquei pensando se contava ou não, porque para falar a verdade eu ainda estou meio em choque, maaas, sei lá, pior que está não pode ficar. É sobre pum, então quem não gosta do assunto passa reto.

Então lá vai: “Hoje no almoço fiz carne de panela com legumes, e após eu ter limpado a cozinha resolvi comer a carne com um pão francês, como não tinha nada de gelado para beber, fiz um copo de leite com Nescau para acompanhar”. Meu filho ficou olhando eu comer aquilo é já intrigado falou “olha mamãe você vai passar mal”. Tá!

Tempo depois fomos ao banco pagar umas contas, chegamos, peguei a senha é nos sentamos. Daí começou minha agonia. Gente, arrumei uma dor de barriga sem fim! Parecia que tinha dez mil bolhas borbulhando na minha barriga. Não tinham muitas pessoas na espera, umas 10 posso chutar.

Meu filho estava sentado do meu lado e eu estava pensando se ia embora depressa ou se esperava passar. Resolvi esperar! Poxa já tava lá, e sinceramente seria a conta de eu sair do banco para eu melhorar, é sempre assim. Pois esse foi meu erro! Não melhorei.

Naquilo ali eu já estava quase explodindo, a cada senha que chamavam era uma tortura, NUNCA CHEGAVA A MINHA. E eu ali sentindo todas as agonias da vida. No meio daquilo tudo, já no limite pensei: “vou peidar, ninguém vai saber que fui eu, tá cheio de gente aqui”. No impulso soltei gente kkk. E foi aí que a criança se manifestou. Senhor!!! O menino começou a cheirar o ar e a abanar o nariz, naquilo eu já sabia que ele ia falar merda.

De repente ele deu um pulo da cadeira e gritou “Nossa mamãe você tá podre! Os urubu já tudo aqui em cima, credo, que falta de educação, que catinga de esgoto!”, gente o pior era que estava fedendo mesmo kkkk, e o povo começou a olhar pra mim e eu ali sofrendo tentando segurar o restante.

Agoniada falei com meu filho: “Para com isso menino! Não fui eu não!” Geeenteeeee!!!
Foi aí que a tragédia aconteceu, ele olhou pra mim é com a mão no nariz falou bem alto: “Foi você sim! Foi aquele pão com carne! Eu conheço seu peido mãe”! kkkkkkkkkkkkkkk

Eu não aguentei e fui cair na besteira de rir! Meu pai!!! Foi na força da risada que a tragédia se completou! Comecei a peidar sem parar. Gente foi tão alto, mais tão alto, que até o povo da fila dos caixas eletrônicos escutou. O negócio saiu que nem uma metralhadora!
Prooooooooonnnn, pro, pro, pro,pro…
NÃO PARAVA AQUELE TREM! Como eu ia negar agora??????

Nisso só vi o povo saindo de perto e rindo kkkkkkkkkkkkkkk, e o meu filho gritando: “tá vendo!!! É você! Mamãe levada kkkk” ele ria de ficar vermelho!!! E eu com a cara azul pensando: “caralhooo, que vergonha”. Peguei ele é saí depressa dali, nem olhei pra traz para ver o rastro de vergonha. Pra ajudar meu filho não parava de afirmar: “tá vendo! Eu sabia! Conheço seu peido!” kkkkkkk

Tô pensando em pintar o cabelos, trocar o óculos, o estilo de roupas… Claro depois de uns três meses presa dentro de casa.Eu tô rindo aqui! Mas já chorei de vergonha. kkkkk
Não sei o que aconteceu, não deu pra segurar! Gente pelo amor de Deus!!!
Alguém tem que ter passado por situação pior, eu preciso ser consolada. To em choque! Tinha que contar, desculpem.

Q vergonhaaa

– Anônima

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Gislaine Lima
Criança do demonho
Gislaine Lima
fev
15
2017
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 2:33

aconteceu-comigo1

Rapaz, eu namorava 1 ano e 8 meses com uma linda garota, inteligente, tatuada e da humanas. Liberal, sexy, maconheira e companheira. A mulher dos sonhos de todo homem! Vou chamá-la de Julia. Julia tinha 24 anos (a história aconteceu há 3 anos atrás) e eu estudava direito numa universidade federal, onde eu a conheci.

Antes da gente namorar, época em que ficávamos nas festas vez ou outra quando nos encontrávamos, ela havia me dito que já namorou uma mulher. Chegou a dizer um dia em que estava muito bêbada, que foi o grande amor da vida dela. Mas que não curtia mais. Que “aquela” mulher seria a única na vida dela. Nunca me importei para esse fato, pelo contrário, sempre tive um fetiche por isso. Porra, que homem não sonha em “dormi” com duas mulheres?

Nosso namoro era muito intenso e carnal. Julia nunca me decepcionava… A gente curtia fumar 1 e passar a noite transando. Todas as transas foram diferentes e inesquecíveis. Éramos muitos cúmplices e abertos um para com outro. Eu sempre pedi a Júlia um menage de presente. Quando ficávamos chapados, eu dava ideia nela sempre. Mas Júlia sempre demonstrou muito decidida em não se relacionar mais com mulher.

Foram meses de insistência, até que um belo dia, numa festa open bar da facu, Júlia topou realizar meu sonho/desejo. Estávamos muito loucos nessa festa. Bebemos doses a noite toda e fumamos beck. Era a semana do meu aniversário. Cara, esse dia foi fatal.

Nessa festa, estava a tal mulher que a Júlia havia namorado. Julia chegou em mim no canto e disse: “gato, quer ver a gata que eu namorei? Ela tá aqui na festa”.. Topei na hora e rapaz, era gata mesmo.

Julia me puxou e fomos até a moça cumprimentá-la. Além de muito bonita, era descolada e muito sexy também. Ficamos alguns minutos conversando com ela. Nesse momento, a nossa galera chegou e chamou a gente pra fumar 1 lá fora da festa. Júlia convidou sua ex para fumar também. E ela foi!

Fomos todos lá pra fora, numa pracinha, pra fumar. Júlia estava toda safadinha. Ficou me acariciando escondido do pessoal e começou a me deixar louco. Estávamos morrendo de vontade de ir embora pra transar.

Eu assanhado, resolvi dar ideia na Julia para o tão sonhado menage e sugeri com a ex dela. Julia ficou surpresa, mas não demorou muito pra curtir a ideia. Depois de uns minutos pensando e brisando com a galera, ela topou e já logo convidou a gata para ir dormir com a gente. E adivinha? A gata também topou.

Na hora fiquei em êxtase! Me senti o homem mais feliz da Terra. Só pensava…”Caralho, vou comer duas gostosas! Minha namorada é foda! Vou casar com essa fdp!”..

Despedimos da galera e fomos pra minha casa! Chegando na minha casa, a gata disse que tinha uma “alegria” pra nós e logo veio beijando minha mulher e depois me beijou. A alegria da qual ela falava, era pó… isso mesmo coca/padê/xererê. Eu não aceitei, não curto essas paradas químicas. Só o meu “naturalzinho” mesmo. E então respondi que eu estava de boa, mas que não ligava se elas quisessem cheirar.

Julia estava muito louca e topou cheirar com a sua ex. Enquanto isso, fui preparar um drink para nós. Quando voltei com o whisky as duas já estavam pra lá de bagdá. O som alto, as duas dançando, conversando e rindo.

A gata tirou a blusa dela e a da Júlia. As duas começaram a dançar sensualmente juntas… Fiquei assistindo a cena todo animado! Até que de repente as duas começaram a se pegar. Cara, eu não sabia se ficava com ciúmes ou se curtia o momento.

As duas se pegavam com tanto afinco que resolvi entrar na brincadeira antes que a gata fizesse minha mulher e me deixasse de fora. Comecei a beijar as duas, mas as duas não se importaram pra mim. Começaram a se pegar e me pediram para ficar olhando.

Eu disse que toparia, mas com a condição de comer as duas depois. Na hora, as duas concordaram. E então fiquei sentado no sofá bebendo e assistindo.

Cara, a gata comeu a minha mulher na minha frente e depois me disse que era só ativa e que não iria me dar…

Porra!

Como assim, carai? Comeu a minha mulher e agora não vai me dar?

Fiquei putasso! Ela disse: “ué, pensei que a Júlia tinha te contado que eu era só ativa!” – e riram. As duas estavam chapadonas no pó, pouco se importando para o combinado.

E o pior de tudo, a minha mulher estava tão molhada que eu nunca tinha visto isso, bicho. Quis transar com ela e ela me disse “amor, desculpa, tô mortaaaaa…”.

Mandei parar tudo e mandei a menina ir embora. A Julia me xingou na hora e disse que não tinha como ela ir embora sozinha, que ela ia ficar e que cedo ela iria embora.

Aos poucos o efeito do pó foi passando e as duas sossegaram. Julia me chamou pra ir deitar no quarto e arrumou o sofá para ex dela.

Fomos para o quarto e brigamos feio lá. Julia pediu desculpas e apagou. Muito chateado, demorei a dormir. Fumei 1 na varanda e voltei pro quarto, quando finalmente dormi.

Acordei por volta do meio dia e quando olhei pro lado da cama: cadê a Júlia?

Levantei e fui atrás dela. Quando vi, as duas estavam transando no chuveiro. No banheiro da minha casa!!!

Rapaz, quanta disposição tem duas mulheres juntas! Elas gemiam tão alto que pornô perdia.

Claro que acabei com a brincadeira das duas e mandei elas embora. Até hoje me pergunto pq fui inventar um menage. Frustração total!

Resultado: Júlia me pediu perdão dias depois, mas acabou voltando pra ex. As duas estão juntas até hoje.

Esse foi o pior drama que já passei na vida. Demorei um tempo para superar, mas passou. O que resta hoje é rir!

Moral da história: Antes um pássaro na mão, do que duas mãos no seu pássaro.

Valeu galera! abraços

– Anônimo

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Gislaine Lima
menage fail
Gislaine Lima
jan
09
2017
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 9:32

aconteceu-comigo1

Oi Gi, vou contar o que aconteceu comigo nessa virada de ano 2016/2017. Foi algo muito macabro e eu gostaria que os leitores do insoonia me ajudassem entender o que o meu tio fez comigo. Podem me chamar de Carlos.

Fui pro RJ passar o natal com esse tio meu, que é solteiro e tem uma boa vida. Ele é dono de seis casas padrão em bairros classe média e vive basicamente do aluguel dessas casas. Ele enriqueceu misteriosamente, fazendo frete com um caminhão velho que ele tinha, de repente comprou mais um e mais um… montou uma pequena frota, comprou casas, vendeu os caminhões e parou de trabalhar, sem contar que quando começou a ganhar dinheiro resolveu viajar sozinho para Gana, dentre tantos lugares para ir.

Eu não conhecia nada no RJ. O tio é malandrão, conhece tudo e só anda no meio de gente rica. Fui de ônibus pro rio e cheguei um dia antes da virada. Subi a rua com o tio e ele disse que ia ter um baquete com uns amigos e que depois íamos para a praia, ele é de religião e ia fazer uns trabalhos pro ano novo, ao menos foi o que entendi, pois na família todos dizem que ele envolvido com ocultismos e essas coisas e que não visita ninguém, sempre com anéis de pedras nos dedos, colares de ouro e sem paradeiro para morar ou conviver com alguém. Aceitei de boa. A casa dele é grande, dois andares com vista e uma hidro encoberta por um muro de vidro fumê no segundo andar, pra relaxar olhando a lua. Tinha uma mesa posta com todo tipo de comida e bebida na sala de jantar, com vela e tudo. Eu não era acost umado com aquilo, no natal e revellion em casa assamos carne de porco numa churrasqueira de rolete e bebemos cerveja até cair…

O tio não tem paradeiro, vive viajando e aluga as casas, inclusive aquela que fui passar a virada com ele. Uma decoração simples com livros grossos na estante, tapetes vermelhos felpudos, muitos espelhos e candelabros com velas espalhados. Jantamos eu e ele. Vi o tio cheirar um pino de pó, mas sempre tive feição por ele e nem dei bola. Ele sorriu para mim e perguntou se eu não queria um tapinha também, eu disse que não. Ele abriu diversas garrafas de bebidas importadas e uísques caríssimos. Bebemos ouvindo música e o tio dizendo que tinha surpresas para mim.
Bebi demais e fui dormir no sofá. Eu bebi muito mesmo com o tio já meio chapado de pó com a camisa aberta até aos três últimos botões fazendo poses em frente ao espelho enquanto aumentava o volume do som. Acordei eram quase seis da tarde e tinha um monte de roupa de mulher pela casa. O tio tinha convidado umas amiguinhas enquanto eu dormia e tinha uma morena gostosa pelada deitada de bunda pra cima no tapete da sala. Levantei meio aéreo e logo me liguei, o tio sempre teve fama de comedor. Subi a escadinha para a porta de vidro fumê e o vi fumando charuto com seus dedos cheios de anéis de ouro, bebendo uísque dentro da hidro com uma loira de rosto angelical, ambos pelados tomando banho e trocando caricias. Ele me piscou o olho e disse pra eu aproveitar a despedida de ano. Voltei pra sala e a morena estava sentada de perna aberta só me olhando, virando vinho entre os peitos. Me perdi naquele corpo por algumas horas.

Já eram nove da noite quando acordei com uma puta dor de cabeça. A rua estava em festa e o tio arrumava novamente aquela mesa enfeitada com carnes em pratos decorados e saladas. O ajudei a arrumar a mesa e perguntei o porquê de tanta comida se éramos só nós os dois e talvez, aquelas garotas que já haviam ido embora. Ele disse que eu era um convidado mais que especial. Não falamos nada um com o outro sobre a festinha de horas atrás, eu sabia que era um segredo nosso e que com aquele cara rico de meia idade o “carpe diem” fazia mais sentido. Um calor sem limite naquela noite, descobri que o RJ é quente de verdade apesar do ar condicionado. Eu só de calção bebia vinho rose em uma taça de cristal e o tio falava com uns amigos pelo telefone. O problema do meu tio é que ele tem resistênc ia para o álcool e eu não. Na hora da janta eu já estava a mil pés do chão. Me sentei num mochinho de três pernas e vi um pessoal chegar de branco. Todos deram um gole comprido numa garrafa de uísque, o tio apontou o dedo para mim, vieram na minha direção e me fizeram beber também.

Eu já estava totalmente aéreo sem entender nada o que falavam comigo. Lembro que dois caras me pegaram pelo braço e me levaram junto para dentro de uma caminhonete. No caminho ouvi o barulho dos fogos o que dava a entender que nos aproximávamos da virada, o tio dirigia e bebia e os que estavam com ele também. Paramos para que eu pudesse vomitar. Balbuciei algo que seria “Aqui-não-é-a-praia” e me vi na beira de um laguinho com aquela mulher que eu transei loucamente horas atrás, com uma roupa vermelha e uma máscara com nariz comprido cobrindo metade do rosto. Haviam animais com ela presos em uma gaiola.

Fui deitado no capim ao lado de velas grandes acesas em volta de todo o meu corpo, havia tinta no capim como se contornasse algum símbolo. Não faço ideia que horas eram mais vi fogos de artifício no céu, acredito estar próximo à praia, mas ali era mato. Enquanto fiquei ali completamente tonto, vi meu tio vestir uma roupa grande e preta e se ajoelhar em frente a mulher de vermelho e receber um beijo dela na testa. Ela veio em minha direção. Eu me liguei que tinha algo de muito errado ali, e tentei levantar cambaleando, eu estava mal de verdade. Colocaram algo na minha bebida, disso tinha certeza. A mulher veio em minha direção com os peitos de fora e um forte perfume doce. Colocou um comprimido em minha boca e me fez engolir.

Aquilo só podia ser um viagra, ou algum estimulante porque eu estava sem reação nenhuma para fazer algo com alguém. Pelo o que ainda lembro, ela subiu em cima de mim enquanto todos de preto se ajoelharam com as mãos no chão ao lado. Ela transou comigo no capim mesmo, enquanto vi aqueles animais sendo colocados sob potes escorrendo sangue pelo meu tio, provavelmente estavam mortos. Senti muito, mas muito calor, e sentia cocegas provocadas pelo suor escorrendo em meu rosto e peito. Ouvi uma voz dizer “tudo vai ficar bem”, falar algo mais que não entendi e que foi repetido pelos outros e então, apaguei de vez.

Acordei na casa do meu tio com o sol à pino. Na hidro repleta de gelo, pétalas de rosas e a água avermelhada como se eu estivesse sujo de sangue. Eu estava nu e senti um forte cheiro de bebida alcoólica curtida esparramada pelo chão e dentro da banheira. Um rastro de sangue vinha da porta de vidro fumê subindo sobre ela como se um balde tivesse sido despejado. Senti uma forte dor na barriga e eu tinha na região do umbigo uma cicatriz em forma de cruz. Minha cabeça latejava como se eu levasse golpes de martelo, cheguei a urrar de dor, foi quando passei a mão na cabeça e vi que tinha sangue sobre ela. Meu coração disparou, pensei até que tinha sido vitima de tráfico de órgãos, meu desespero era tanto que eu nem sabia o que pensar. Pensava em dsts, sequestro, filme de terror, drogas e qual quer coisa possível tentando conectar aos lapsos de memoria que eu tinha. O sangue não era meu, derramaram sangue sobre minha cabeça. Desfiz a imagem de cara legal que eu tinha do meu tio e senti medo do que ele poderia realmente ser e o que fizeram comigo. Me senti sujo.

Levantei pelado mesmo. Chamei pelo tio, mas vi que estava sozinho em casa. Meu coração saltava pela boca. “Porra que merda eu fiz, caralho, quem foi que eu comi”, queria acreditar que era tudo uma brincadeira. Cheguei a cogitar a ideia de ter me drogado com o meu tio, mas disso eu tinha certeza que não, pois nunca experimentei drogas na minha vida. A casa estava escura e vazia. Vi minhas duas mochilas de viagem abertas e com minha roupa intacta, mas úmida e com cheiro de perfume floral como se alguém tivesse derramado alguma coisa ali. Vesti a primeira roupa que vi pela frente. Vasculhei na bolsa e vi minha carteira intacta e meu celular. Eu tinha boa quantia de dinheiro, minha intenção era ficar duas semanas com o tio pra conhecer o RJ, o mar e as badaladas festas cariocas. Tentei ligar para ele, mas o celular estava sem sinal, perguntei para os vizinhos sobre ele e todos disseram que a casa estava vazia a mais de um mês, só uma mulher ia fazer faxina sempre na sexta-feira ao entardecer. Peguei um táxi e fui pra rodoviária. Liguei para meu pai e meu irmão mais velho e disse que deu merda e que uma coisa sinistra tinha acontecido, pedi para eles entrarem em contato com o tio e que eu queria falar com ele.

Para o meu azar, todos queriam saber se eu estava bem porque o tio ligou desesperado para toda a família dizendo que eu tinha ido para uma festa e que sai de lá com uma mulher. Tudo mentira. Eu lembro de ter visto o tio com aquelas roupas e toda aquela feição de um ri-tu-al de sei lá o que…

Cheguei em casa ontem à tardinha, moro no Paraná. Tive que dar mil explicações e responder centenas de mensagens no meu whatss. Fiquei sem saber se contava a verdade, que eu não sei se é verdade ou se concordava com a mentira previamente inventada pelo meu tio que é envolvido com essas coisas sinistras. Mostrei para o meu irmão a cicatriz e dei pra ele cheirar minha roupa que estava com aquele perfume doce. Ele revirou um dos bolsos e tinha um cordão com uma estrela de ponta cabeça. Me benzi e atiramos tudo no fogo. Tive notícias do tio pela tarde, ele estava no aeroporto em RJ e inclusive com fotos de revellion no facebook. Mas eu tinha os recibos de passagens até a cidade dele e a mensagem do whatss dele dizendo que estava indo me buscar, inclusive com data e horário.
Não adianta contar para a família o que eu lembro porque não vão acreditar em mim, não com cem por cento de certeza. Meu pai não queria que eu fosse porque sabe que o tio sempre foi de religião diferente e sempre foi meio sinistro, reservado, rico e cheio de mulheres, e sempre fazendo coisas que o pai e os outros tios se benziam e mudavam de assunto, pois não gostam de falar. Eu sempre gostei dele, ele é meu padrinho de batismo em casa e sempre me mandava presentes caros e ajuda em dinheiro para os gastos com faculdade e tal, apesar de nunca visitar ninguém.

Resolvi contar essa história de forma virtual porque estou me sentindo realmente estranho. De madrugada meu celular tocou e era um número desconhecido. Ouvi aquela voz rouca do meu tio e ele disse que era pra eu ficar tranquilo que com o passar dos anos eu iria entender e que eu era o filho de sangue que ele não teve. Perguntei o que tinha acontecido e se isso tinha a ver com o fato dele ter se afastado da família e ter ficado cada vez mais rico (eu já estava imaginando um monte de coisa). Ele só me disse que era diferente dos irmãos e enquanto vivesse todos estaríamos bem e que eu estava sendo guiado. Ele me pediu segredo, disse que ia depositar uma boa quantia pra quitar minha faculdade e que iria viajar pra longe e quando voltasse iriamos nos ver.

Tentei dormir, mas tive lapsos de memória a noite inteira com vultos de ver meu tio em uma orgia com sangue enquanto eu dormia bêbado no sofá, uma música estranha e o sexo intenso que fiz com aquela mulher no tapete vermelho e lampejos de visões grotescas naquele campo, antes de apagar completamente.

– Carlos.

Você também tem uma história bizarra/engraçada/curiosa para contar? Envie para: [email protected]

Gislaine Lima
Tá amarrado
Gislaine Lima
nov
15
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 16:34

História do Leitor

aconteceu-comigo1

E aí Gi, sigo o blog há anos… Hoje venho contar o que aconteceu comigo neste fim de semana.
Como é de costume, eu e minha namorada não gostamos muito de repetir motel, como vamos em motel vez ou outra, gostamos de ir em motéis diferentes. Por conta desse hábito que criamos, nesse último fim de semana, aconteceu algo, digamos, não muito comum.

Fomos num motel que chama Kaka (vê se isso é nome de motel?? Onde eu estava com a cabeça?), a rua do motel é pouco iluminada e muito estreita (motel vagabundo), por isso errei a entrada e passei direto, tive que virar o carro nessa rua estreita e depois entrar no motel.

Quando entramos no motel, fomos orientado a ir ao quarto 23 (maldito quarto 23), estacionei na garagem do quarto e vimos a porta do quarto aberta, até aí não damos a mínima, fui fechar o portão que era automático, mas o portão não fechava, o botão estava com defeito. Então tive a maravilhosa ideia de puxar o portão e tentar fechá-lo manualmente. Quando fiz isso caiu um monte de água em mim, agua que estava em cima do portão. Fiquei ensopado e para piorar a água estava fedendo, devia estar ali parada há dias…

Ensopado, fedendo e nada do portão fechar. Fui tentar o botão novamente, fiquei apertando incansavelmente até que o maldito portão fechou. Após o portão fechar, minha namorada deu um grito dizendo que havia um bicho dentro do quarto. Pensei.. “Só me faltava essa… Hoje não é dia de transar”.

Acendi a luz do quarto para ver o que estava lá dentro, a infeliz da luz não acendeu. Deu pra ver algo preto em cima do travesseiro, não dava para identificar se era cachorro, gato ou um gambá (na minha cidade é muito comum). Só escutamos um barulho estranho que ele fazia, entramos no carro para tentar ligar na recepção do motel, mas não havia sinal e muito menos wifi. Abrimos o portão e fomos até a portaria, a moça da recepção perguntou o que havia acontecido, informei a ela que tinha um animal no meu quarto, a bendita cuja, com a voz mais calma do mundo, respondeu:

-Aaa isso é normal, pode ir para o apartamento 29.
-Moça, qual planeta é normal chegar num apartamento de motel e encontrar um animal em cima da cama? Além do mais, o portão do ap não fecha e a luz não acende.
-Desculpa moço, mas pode dirigir-se para o quarto 29. Lá está tudo ok.

Olhei para a minha namorada e como já estávamos ali mesmo, fomos para o quarto 29.
Quando cheguei no quarto 29, a porta desse também estava aberta, já ficamos apreensivos de encontrar outro bicho. Afinal, é normal, né!

Entrei no quarto devagar, acendi a luz (ao menos funcionava) e para o nosso alívio, não havia bicho lá. Deitamos na cama, eu todo molhado, começamos a rir da situação, tomamos banho juntos, fizemos o que tínhamos que fazer e fomos embora. Nunca mais voltarei nesse motel.
ABRAÇOS GALERA!

– Victor Felipe

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Gislaine Lima
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Gislaine Lima
out
14
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 19:53

História do Leitor

aconteceu-comigo1

O que passo a relatar aconteceu comigo há dois anos atrás. Sou moreno claro, corpo médio, olhos castanhos escuros e tudo começou quando fui passar um final de semana sozinho numa fazenda, pra distrair, descansar… Gosto de ficar sozinho. Cheguei lá por volta das 08:00 horas da manhã, fui recebido por um casal que residia nesta fazenda com sua família. Desci do carro, guardei as coisas e fui curti um pouco a chácara da Sede (casa do dono da fazenda).

O casal que me recebeu, vou chama-los de Carlos e Fernanda (nomes Fictício), eles estavam vivendo o segundo casamento, ele pegou a esposa anterior no flagra e se separaram; ela estava casada e o marido morando distante, começou ter contato com o Carlos, que já estava separado e começaram o romance; então ela abandou o marido do primeiro casamento e foi morar com o Carlos.

Bem até aí, tudo tranquilo; fiquei na chácara, tomei água de coco, chupei laranja e aproveitei muitas outras frutas. Até que o dono da fazenda chamou o Carlos e disse que queria ver a área de cacau que foi plantada a poucos dias. Então, o Carlos foi acompanhar o dono da fazenda e o filho para mostrar a plantação, eu como estava um pouco cansado, por não ter costume com fazenda, fiquei na sede com a Fernanda e suas duas filhas.

As meninas foram terminar o almoço e a Fernanda foi me mostrar os cômodos da casa, ela é branca, mais baixa que eu pouca coisa, não tem um corpo turbinado, mas as coxas me chamaram a atenção e os lábios. Ela me mostrou o quarto que eu ficaria, depois me mostrou o quarto do filho do dono da fazenda, que era uma suíte; neste momento só estava eu e ela, assim a mesma aproveitou para fazer gracinha e disse que já tinha visto sem querer, o filho do dono da fazenda colocar uma morena pra gemer naquela cama; aí virou pra mim e perguntou se eu costumava fazer as garotas gemerem… eu fiquei sem graça, pois, não imaginava esta reação dela.

Mas, continuamos com a apresentação da casa, até que ela chegou no comodo do dono da fazenda, também uma suíte muito bonita, com guarda roupa embutido na parede e o banheiro escondido como se fosse um guarda roupa, ela me mostrou tudo… assim que terminou de mostrar, ela deitou na cama do patrão e disse pra mim: “eu queria uma noite de prazer nesta cama, mas, o maridão nunca quis experimentar, com medo do patrão descobri”.

Percebi que ela estava um pouco nervosa e vermelha, de repente ela vira pra mim, deitada e abre as pernas, estava de saia jeans, deu pra ver a calcinha vermelha e pelo jeito estava depiladinha. Eu falei com ela, não faça isso, pois, pode chegar suas filhas e ver que você está se insinuando pra mim. Ela respondeu: as minhas filhas não costuma entrar onde não são chamadas, deixa eu pelo menos sentir esse volume que já cresceu na sua calça.

Tentei disfarçar, mas, ela insistiu e veio pra cima de mim, apalpando e pediu pra tirar pra fora, pois queria conferir de perto. Como já estava louco de tesão, não contei com outra tirei pra fora e a Fernanda foi logo pegando, como se me conhecesse há muito tempo. Aí, não faltou elogios, disse que o meu era maior que o do marido e que queria experimentar, só que não tinha camisinha e ela tinha medo de engravidar.

Eu falei: Fernanda não podemos transar, mas, você pode fazer um oral bem gostoso, com essa boca carnuda que você tem.
Ela disse: você está louco, nunca coloquei um pau na boca, não é o seu que vou colocar.
Eu disse: deixa de bobagem, talvez não terá outra chance de vê-lo; é bom se apressar, daqui a pouco seu marido e o dono da fazenda chegam, aí acabou sua chance.

Ela concordou e começou chupando timidamente, até que começou aumentar o ritmo e engolir um pouco mais… Fernanda chupava tão bem que não resisti e avisei que iria gozar… não deu outra, quando ela deslizou na glande do meu mastro, sentir o jato de leite sair e cair na boca dela. Ela afastou um pouco e caiu boa parte no chão.
Ela disse: safado, homem nenhum, nunca fez isso na minha boca; aí vem você e faz isso; mas, valeu a pena.

Depois ela foi para o banheiro se limpar e limpar o chão do quarto, antes que os outros chegassem e eu suspendi a calça e sair de mansinho, como se nada tivesse acontecido.

Depois disso, tenho voltado na fazenda todos os fim de semana. hehehe
Abraços, galera!

– anônimo

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Gislaine Lima
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Gislaine Lima
jun
07
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 12:54

aconteceu-comigo1

Oi Gi, tudo bem?

Reparei que a maioria dos “causos” do “Aconteceu Comigo” é sobre os amores e desamores da vida.
Como todo mundo, desse tema tenho também um punhado de histórias. Mas, justamente por já haver muitas dessas por aqui, vou contar algo diferente – e que de tão diferente rodou pelas bocas de muita gente na cidade onde moro.

Eu procuro não comentar a esmo o que procuro fazer de bom porquê, caso contrário, perde o tom de bondade e passa a ser vaidade. Contudo, esse caso específico é tão ímpar que merece ser compartilhado.

Trabalho numa espécie de “Poupa Tempo” municipal conhecida como “Atende Fácil” e numa tarde qualquer de 2014, antes do fatídico 7×1, já perto do fim do expediente, atendi um casal de idosos que me questionaram se podiam deixar atrasar a parcela do IPTU para cobrir as mensalidades já atrasadas de água e luz, dado o risco de corte dos serviços. No fim, a senhora concluiu dizendo que eles estavam, inclusive, passando fome.

Por mais idiota que possa parecer, fui educada na base do “não faça com os outros o que não quer que façam com você”. Logo, eu me coloco muito no lugar dos outros. Como já passei diversas dificuldades financeiras – fome, inclusive -, eu não me importo em ajudar quem quer que seja.

Pedi que ela listasse o que precisava com mais urgência, sempre perguntando se havia alguma preferência. E tinha. O leite precisava ser Shefa Integral, o danone só Activia de ameixa, carne só contra filé, arroz só Prato Fino, e sabonete glicerinado. Sinceramente não achei isso tão absurdo, afinal são pessoa já com certa idade. Minha mãe nem é idosa ainda e tem diversas limitações alimentícias – até já precisou usar o tal sabonete com glicerina durante o tratamento do câncer.

Fora isso ela pediu mais algumas coisas, mas não especificou mais nada. Comprei tudo no sábado e depois de três tentativas frustradas de encontrá-los em casa consegui entregar no domingo à noite. Agradeceram, pediram pra Deus me abençoar (o que é o mais importante), mas não me convidaram pra entrar nem pra ajudar a carregar as coisas.

A comédia começa agora. Na segunda-feira, quando voltei do meu almoço, a surpresa: eles haviam devolvido algumas coisas. Sim, você leu direito. E não, eu jamais compraria algo de má qualidade só porque a pessoa é pobre. Comprei tendo como exemplo – advinha – a mim. Logo, doei a pasta de dentes que eu uso (Oral B), e devolveram porque só usam Colgate. Devolveram o sabonete também, porque além de ter glicerina, tem que ser o de caixinha (Granado). Devolveram o açúcar Mais Doce porque só usam União. E um detalhe: devolveram apenas um saco de açúcar dos dois que doei.

Lógico que a história correu mais que o Bolt, e virei a piada do final do expediente.
Tem fase na vida da gente que contando ninguém acredita.
2014 foi um ano tão zicado, mas tão zicado, que até boa ação saiu pela culatra.

Claro que não deixei de ajudar quem me pediu ajuda depois, porque o mundo tá precisando – e muito – de ajuda. Cada um responde por si, e eu vou responder pelo bem que tentei fazer. Eles que respondam pela má fé.
Só resta rir mesmo…

– Mariana Stein

Gislaine Lima
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