Aconteceu Comigo* | Blog Insôônia
O melhor jogo online
nov
15
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 16:34

História do Leitor

aconteceu-comigo1

E aí Gi, sigo o blog há anos… Hoje venho contar o que aconteceu comigo neste fim de semana.
Como é de costume, eu e minha namorada não gostamos muito de repetir motel, como vamos em motel vez ou outra, gostamos de ir em motéis diferentes. Por conta desse hábito que criamos, nesse último fim de semana, aconteceu algo, digamos, não muito comum.

Fomos num motel que chama Kaka (vê se isso é nome de motel?? Onde eu estava com a cabeça?), a rua do motel é pouco iluminada e muito estreita (motel vagabundo), por isso errei a entrada e passei direto, tive que virar o carro nessa rua estreita e depois entrar no motel.

Quando entramos no motel, fomos orientado a ir ao quarto 23 (maldito quarto 23), estacionei na garagem do quarto e vimos a porta do quarto aberta, até aí não damos a mínima, fui fechar o portão que era automático, mas o portão não fechava, o botão estava com defeito. Então tive a maravilhosa ideia de puxar o portão e tentar fechá-lo manualmente. Quando fiz isso caiu um monte de água em mim, agua que estava em cima do portão. Fiquei ensopado e para piorar a água estava fedendo, devia estar ali parada há dias…

Ensopado, fedendo e nada do portão fechar. Fui tentar o botão novamente, fiquei apertando incansavelmente até que o maldito portão fechou. Após o portão fechar, minha namorada deu um grito dizendo que havia um bicho dentro do quarto. Pensei.. “Só me faltava essa… Hoje não é dia de transar”.

Acendi a luz do quarto para ver o que estava lá dentro, a infeliz da luz não acendeu. Deu pra ver algo preto em cima do travesseiro, não dava para identificar se era cachorro, gato ou um gambá (na minha cidade é muito comum). Só escutamos um barulho estranho que ele fazia, entramos no carro para tentar ligar na recepção do motel, mas não havia sinal e muito menos wifi. Abrimos o portão e fomos até a portaria, a moça da recepção perguntou o que havia acontecido, informei a ela que tinha um animal no meu quarto, a bendita cuja, com a voz mais calma do mundo, respondeu:

-Aaa isso é normal, pode ir para o apartamento 29.
-Moça, qual planeta é normal chegar num apartamento de motel e encontrar um animal em cima da cama? Além do mais, o portão do ap não fecha e a luz não acende.
-Desculpa moço, mas pode dirigir-se para o quarto 29. Lá está tudo ok.

Olhei para a minha namorada e como já estávamos ali mesmo, fomos para o quarto 29.
Quando cheguei no quarto 29, a porta desse também estava aberta, já ficamos apreensivos de encontrar outro bicho. Afinal, é normal, né!

Entrei no quarto devagar, acendi a luz (ao menos funcionava) e para o nosso alívio, não havia bicho lá. Deitamos na cama, eu todo molhado, começamos a rir da situação, tomamos banho juntos, fizemos o que tínhamos que fazer e fomos embora. Nunca mais voltarei nesse motel.
ABRAÇOS GALERA!

– Victor Felipe

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Gislaine Lima
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Gislaine Lima
out
14
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 19:53

História do Leitor

aconteceu-comigo1

O que passo a relatar aconteceu comigo há dois anos atrás. Sou moreno claro, corpo médio, olhos castanhos escuros e tudo começou quando fui passar um final de semana sozinho numa fazenda, pra distrair, descansar… Gosto de ficar sozinho. Cheguei lá por volta das 08:00 horas da manhã, fui recebido por um casal que residia nesta fazenda com sua família. Desci do carro, guardei as coisas e fui curti um pouco a chácara da Sede (casa do dono da fazenda).

O casal que me recebeu, vou chama-los de Carlos e Fernanda (nomes Fictício), eles estavam vivendo o segundo casamento, ele pegou a esposa anterior no flagra e se separaram; ela estava casada e o marido morando distante, começou ter contato com o Carlos, que já estava separado e começaram o romance; então ela abandou o marido do primeiro casamento e foi morar com o Carlos.

Bem até aí, tudo tranquilo; fiquei na chácara, tomei água de coco, chupei laranja e aproveitei muitas outras frutas. Até que o dono da fazenda chamou o Carlos e disse que queria ver a área de cacau que foi plantada a poucos dias. Então, o Carlos foi acompanhar o dono da fazenda e o filho para mostrar a plantação, eu como estava um pouco cansado, por não ter costume com fazenda, fiquei na sede com a Fernanda e suas duas filhas.

As meninas foram terminar o almoço e a Fernanda foi me mostrar os cômodos da casa, ela é branca, mais baixa que eu pouca coisa, não tem um corpo turbinado, mas as coxas me chamaram a atenção e os lábios. Ela me mostrou o quarto que eu ficaria, depois me mostrou o quarto do filho do dono da fazenda, que era uma suíte; neste momento só estava eu e ela, assim a mesma aproveitou para fazer gracinha e disse que já tinha visto sem querer, o filho do dono da fazenda colocar uma morena pra gemer naquela cama; aí virou pra mim e perguntou se eu costumava fazer as garotas gemerem… eu fiquei sem graça, pois, não imaginava esta reação dela.

Mas, continuamos com a apresentação da casa, até que ela chegou no comodo do dono da fazenda, também uma suíte muito bonita, com guarda roupa embutido na parede e o banheiro escondido como se fosse um guarda roupa, ela me mostrou tudo… assim que terminou de mostrar, ela deitou na cama do patrão e disse pra mim: “eu queria uma noite de prazer nesta cama, mas, o maridão nunca quis experimentar, com medo do patrão descobri”.

Percebi que ela estava um pouco nervosa e vermelha, de repente ela vira pra mim, deitada e abre as pernas, estava de saia jeans, deu pra ver a calcinha vermelha e pelo jeito estava depiladinha. Eu falei com ela, não faça isso, pois, pode chegar suas filhas e ver que você está se insinuando pra mim. Ela respondeu: as minhas filhas não costuma entrar onde não são chamadas, deixa eu pelo menos sentir esse volume que já cresceu na sua calça.

Tentei disfarçar, mas, ela insistiu e veio pra cima de mim, apalpando e pediu pra tirar pra fora, pois queria conferir de perto. Como já estava louco de tesão, não contei com outra tirei pra fora e a Fernanda foi logo pegando, como se me conhecesse há muito tempo. Aí, não faltou elogios, disse que o meu era maior que o do marido e que queria experimentar, só que não tinha camisinha e ela tinha medo de engravidar.

Eu falei: Fernanda não podemos transar, mas, você pode fazer um oral bem gostoso, com essa boca carnuda que você tem.
Ela disse: você está louco, nunca coloquei um pau na boca, não é o seu que vou colocar.
Eu disse: deixa de bobagem, talvez não terá outra chance de vê-lo; é bom se apressar, daqui a pouco seu marido e o dono da fazenda chegam, aí acabou sua chance.

Ela concordou e começou chupando timidamente, até que começou aumentar o ritmo e engolir um pouco mais… Fernanda chupava tão bem que não resisti e avisei que iria gozar… não deu outra, quando ela deslizou na glande do meu mastro, sentir o jato de leite sair e cair na boca dela. Ela afastou um pouco e caiu boa parte no chão.
Ela disse: safado, homem nenhum, nunca fez isso na minha boca; aí vem você e faz isso; mas, valeu a pena.

Depois ela foi para o banheiro se limpar e limpar o chão do quarto, antes que os outros chegassem e eu suspendi a calça e sair de mansinho, como se nada tivesse acontecido.

Depois disso, tenho voltado na fazenda todos os fim de semana. hehehe
Abraços, galera!

– anônimo

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Gislaine Lima
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Gislaine Lima
jun
07
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 12:54

aconteceu-comigo1

Oi Gi, tudo bem?

Reparei que a maioria dos “causos” do “Aconteceu Comigo” é sobre os amores e desamores da vida.
Como todo mundo, desse tema tenho também um punhado de histórias. Mas, justamente por já haver muitas dessas por aqui, vou contar algo diferente – e que de tão diferente rodou pelas bocas de muita gente na cidade onde moro.

Eu procuro não comentar a esmo o que procuro fazer de bom porquê, caso contrário, perde o tom de bondade e passa a ser vaidade. Contudo, esse caso específico é tão ímpar que merece ser compartilhado.

Trabalho numa espécie de “Poupa Tempo” municipal conhecida como “Atende Fácil” e numa tarde qualquer de 2014, antes do fatídico 7×1, já perto do fim do expediente, atendi um casal de idosos que me questionaram se podiam deixar atrasar a parcela do IPTU para cobrir as mensalidades já atrasadas de água e luz, dado o risco de corte dos serviços. No fim, a senhora concluiu dizendo que eles estavam, inclusive, passando fome.

Por mais idiota que possa parecer, fui educada na base do “não faça com os outros o que não quer que façam com você”. Logo, eu me coloco muito no lugar dos outros. Como já passei diversas dificuldades financeiras – fome, inclusive -, eu não me importo em ajudar quem quer que seja.

Pedi que ela listasse o que precisava com mais urgência, sempre perguntando se havia alguma preferência. E tinha. O leite precisava ser Shefa Integral, o danone só Activia de ameixa, carne só contra filé, arroz só Prato Fino, e sabonete glicerinado. Sinceramente não achei isso tão absurdo, afinal são pessoa já com certa idade. Minha mãe nem é idosa ainda e tem diversas limitações alimentícias – até já precisou usar o tal sabonete com glicerina durante o tratamento do câncer.

Fora isso ela pediu mais algumas coisas, mas não especificou mais nada. Comprei tudo no sábado e depois de três tentativas frustradas de encontrá-los em casa consegui entregar no domingo à noite. Agradeceram, pediram pra Deus me abençoar (o que é o mais importante), mas não me convidaram pra entrar nem pra ajudar a carregar as coisas.

A comédia começa agora. Na segunda-feira, quando voltei do meu almoço, a surpresa: eles haviam devolvido algumas coisas. Sim, você leu direito. E não, eu jamais compraria algo de má qualidade só porque a pessoa é pobre. Comprei tendo como exemplo – advinha – a mim. Logo, doei a pasta de dentes que eu uso (Oral B), e devolveram porque só usam Colgate. Devolveram o sabonete também, porque além de ter glicerina, tem que ser o de caixinha (Granado). Devolveram o açúcar Mais Doce porque só usam União. E um detalhe: devolveram apenas um saco de açúcar dos dois que doei.

Lógico que a história correu mais que o Bolt, e virei a piada do final do expediente.
Tem fase na vida da gente que contando ninguém acredita.
2014 foi um ano tão zicado, mas tão zicado, que até boa ação saiu pela culatra.

Claro que não deixei de ajudar quem me pediu ajuda depois, porque o mundo tá precisando – e muito – de ajuda. Cada um responde por si, e eu vou responder pelo bem que tentei fazer. Eles que respondam pela má fé.
Só resta rir mesmo…

– Mariana Stein

Gislaine Lima
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Gislaine Lima
abr
01
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 14:56

aconteceu-comigo1

A vingança vem de tartaruga

Com dez anos de idade minha família se mudou pra uma cidade do litoral, aos onze voltamos para periferia de São Paulo, onde eu estudei numa escola que era do caraleo, sonho de todo maloqueiro estudar. Quando cheguei na escola, logo me apaixonei de cara por uma mina que eu chamarei de Ellen, foram 2 anos trabalhando forte a prospecção em cima dela pra arranjar uns beijos, eu era feio, magro e Nerd, milagre foi eu ter conseguido… Kkkkkkkkkk

Na sétima série, “aos treze” anos, finalmente consegui ficar com ela, mas ela sempre gostou de um cara, que eu chamarei de Narigudo, mas ele por sua vez nunca deu bola pra ela, e depois de 3 dias que eu e a Ellen estávamos nos pegando nos fundos da escola, vejo ela beijando o narigudo no recreio. Porra, aquilo fodeu com meu coraçãozinho!

O tempo passou e eu sofri calado, não deu pra tirar ela do pensamento, e em um piscar de olhos eu tinha vinte e quatro anos, após uma longa temporada de 5 anos morando em uma capital do Sul do país retornei à perifa de Sampa, porém dessa vez mais malandro, mais vivido, com barba na cara, uns kg a mais e fracamente, uns 3% mais atraente do que eu era aos treze, sim continuo meio Nerd e feio, mas agora com uma carinha de cafajeste, um bom carro, um bom emprego, é uma conversa que vai além do que passou no Datena.

Fui convidado por um amigo, pra ir num churrasco na casa de outro amigo, chegando lá quem eu vejo?
Quem?
Quem?
Raimundo Nonato… Kkkkkkkk Não, a Ellen, e pra minha imensa surpresa, namorando com o Narigudo.

Puxei a capivara dos dois com a galera old school, fiquei sabendo que eles estavam firmes há uns 3 anos, juro por tudo que há de mais sagrado que não tive interesse algum nela, mas nunca esqueci o que acontecera anos atrás.
Pois bem, bebemos, conversamos, demos muita risada, fui pra casa umas 11 da noite, e por volta de uma da manhã recebo um “oi” no whats, e sim, era a Ellen, ela pegou meu número no cel de uma amiga que eu já tinha fricotado em tempos anteriores, e fricotamos bem diga-se de passagem.

Veio com aquela conversa de “nossa, você tá diferente” (pude sentir nessas palavras o desejo que ela tinha de pular em cima de mim), uma semana se passou, conversávamos todo dia, o dia inteiro, e no fim de semana seguinte saímos, bebemos é isso terminou em Motel, naquela noite, me senti o ser humano mais frio ée vingativo do mundo, nunca me dediquei tanto a uma noite de sexo quanto me dediquei àquela, nunca fiz tanta putaria com alguém quanto fiz com ela. Até aquele momento, o momento em que dei seta pra entrar no motel, não tinha rolado nada, mas o sangue subiu e me lembrei dos meus treze anos, descontei uma raiva que estava sendo alimentada por toda sacanagem que fizeram comigo durante minha vida, enfim que noite!

Acordei de pernas moles e com a rola inchada e doendo. 3 dias depois o narigudo descobriu e desde então não olha na minha cara mais, mas no fundo ele sabe que hoje estamos empatados, a diferença é que eles se casaram recentemente e ela vai ter um filho dele. Mas o importante é que eu vinguei.  kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

-anônimo

Gislaine Lima
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Gislaine Lima
fev
18
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 23:20

aconteceu-comigo1

Olá, Corujas e Corujos! Blz?!

Minha história é meio complexa e precisarei da atenção de vocês do início ao fim do texto.

Este trecho da minha vida remonta os idos de 2008. Copa Libertadores da América. Principal torneio sul-americano de clubes de futebol. O jogo: Boca Jrs e Fluminense.

O meu time: Flamengo. O time da minha namorada à época: Fluminense. Já entenderam o drama, certo?

Parceiro, esse jogo era importantíssimo. Era uma semi-final e, pela primeira vez, o time das Laranjeiras teriam a chance de, em caso de vitória, passar à uma final de Libertadores.

Minha mina era fanática pelo Fluminense. E mais do que isso. Era linda. Uma das mulheres mais lindas que já tive a oportunidade tocar. É importante que se registre isso.

Em uma promessa vaga, num daqueles momentos mais vulneráveis em que um homem se coloca, ela, entre os meus joelhos, ela me fez jurar levá-la em todos os jogos do Flu na referida competição. Não tive escolha. Com os olhos semi-cerrados, jurei. “Eles vão sair na primeira fase” – Pensei. Ledo engano.

Numa manobra que parecia genial, a convenci a ir apenas nos jogos que aconteceriam no RJ. A conquistei prometendo levá-la às partidas da semi e da final, caso o tricolor avançasse.

Ela aceitou. O Flu não parou mais.

Me fud#…

Pois bem.

O Flu ia ter que jogar a semi, como disse, contra o time de Maradona: o Boca Jrs. Passagens compradas para a Argentina, não reservei hotel. Faríamos um bate-e-volta no dia do jogo. Chegaríamos pela manhã e iríamos embora na manhã do dia seguinte.

Chegando na terra dos hermanos, fomos direto ao centro de Buenos Aires à procura de ingressos e informações. Foi uma dura batalha de umas 4 horas. Os ingressos eram raridade, e quando achávamos eram caríssimos.

Até que encontramos um argentino gente boníssima chamado Frederico (que na verdade chamava-se Federico), que nos guiou nessa procura final e nos conseguiu ingressos muito mais em conta.

Como forma de agradecimento, chamamos o Frederico para almoçar conosco. Ele, de boa praça que era, aceitou e ainda nos prometeu apresentar sua “galera”. Achei de boa.

Após o almoço, rumamos os três, minha mina, o Frederico e eu, à um café no Centro da cidade. Lá estavam todos da turma do Frederico.

Parceiro, registre isso: sentada entre os presentes estava uma loira de olhos verdes que PQP! Essa era a mulher mais bonita que eu já havia visto em toda a minha carreira de olheiro amador de mulheres!

A mina era linda! Um corpo que só poderia ser definido sob um palavrão. Há de frisar, novamente, que a minha namorada tb era linda. Neste ponto há uma teoria em estudo que diz que o homem é um cavalo. E não importa quão verde possa ser o seu pasto. Você sempre quererá provar o pasto vizinho.

Fiquei louco com a mina. Mas me continha pra não dar bandeira.O que eu não precisava naquele momento era uma briga internacional no meu curriculum vitae.

Em poucos minutos de conversa, em um “portunhol” mais safado que o nosso Wesley, entendi que a Loira (doravante trataremos a hermana gostosa com a alcunha de Loira) tinha um “tre-le-lê” com o Frederico. Meu portunhol não foi capaz de determinar se era algo sério, duradouro, temporário, passado, etc… Apenas observei e contemplei aquela maravilha, de beleza comparada a um gol maradoniano em Copa do Mundo.

Falamos muitas besteiras. Os nossos assuntos iam desde Pelé e Maradona, a sexo anal e tabus. Regados pela sensacional cerveja argentina, ficamos “amigos” rápido. E, devo confessar, todos eram realmente muito bacanas. O que me quebrou um paradigma pessoal de que todos os argentinos seriam arrogantes e blá.

Próximo a hora do jogo, nos despedimos. Devo ressaltar que a Loira, além de linda, era muito cheirosa. PQP (2)!!! Trocamos beijos nas bochechas e um leve abraço. Achei que nunca mais a veria.

Mesmo quando a galera nos convidou para uma festa em um bairro próximo. Não lembro exatamente qual, mas acho que era em Palermo.

Aceitamos o convite, por educação, e trocamos telefone. Quando, enfim, nos despedimos de todos, minha namorada e eu concordamos que seria muito difícil ir à tal festa. Até porque não acreditávamos que o Frederico sequer nos ligaria.

Assistimos, pois, ao jogo. Euforia da minha namorada. O Flu empatou com o Boca. O que achava que seria impossível. Apostei, inclusive, com um amigo que o Flu seria goleado. Perdi.

Saímos do estádio e, quase que imediatamente, o Frederico nos ligou. Insistia para que fôssemos à festa. Ficamos um pouco reticentes. Mas a noite estava muito fria e a festa passou a parecer uma boa opção. A outra era passar a noite no aeroporto. Ademais, a Loira estaria lá.

Pegamos um táxi e rumamos para o endereço do Frederico. Chegamos e demos de frente com um casarão. Uma verdadeira mansão. Na verdade todo o bairro parecia ser rodeado de mansões e prédios de alto padrão. Me surpreendi.

Outro ponto a ser salientado: as festas na Argentina começam muito tarde. Então, mesmo chegando altas horas na casa do nosso nova amigo, a animação dos presentes era total. Muita música, bebida e mulheres. Numa conta rápida, deviam ter umas 5 mulheres para cada homem. E olha que tinha bastante gente na festa.

Todos dançavam. Todos riam. Todos eram simpáticos. Mas eu só conseguia reparar na Loira. E ela, talvez fosse o efeito da bebida, parecia corresponder a alguns olhares meus.

Eu me sentia em casa. Eu e a minha namorada, na verdade. Passamos a beber e a dançar junto a todos. E, vira e mexe, estávamos em uma rodinha de conversa com a Loira.

Nesse ponto eu tenho uma qualidade: eu percebo os meus limites. Eu não me arriscaria a ficar bêbado na casa de um estranho e dar em cima da mina do cara na frente da minha mina. Passei, então, a me controlar. Minha mina, ao contrário, parecia cada vez mais inebriada. Podia ser também uma mistura da vodka ingerida com o cansaço do dia.

Após algumas horas, o clima da festa deu uma esfriada. A casa tinha, na sala, dois ambientes bem amplos, com dois grandes sofás, além de algumas poltronas e outros puffs espalhados pelo local, e um clima de “meia luz”. Quadros na parede, uma cristaleira, móveis trabalhados… tudo deixava o ambiente bem confortável e “chique”. Mas naquele momento quase todos, ou estavam sentados conversando, ou estavam se “pegando” em algum canto.

Eu procurava não perder a Loira de vista. Não que eu achasse de verdade que teria algo com ela. Nem mesmo coragem pra fazer algo.

Ela passou a noite toda muito comportada e, ocasionalmente, dando tocos em todos que ousaram chegar nela.

Neste momento da festa, ela estava sentada em uma poltrona no canto oposto de onde eu estava sentado. Com um copo cor de rosa na mão, parecia olhar diretamente pra mim. Não aguentei. Correspondi todos os olhares. Como achava que tudo não passaria de um flerte despretensioso, passei a encará-la. Minha mina, a essa altura, estava praticamente apagada no meu colo. Em poucas horas deveríamos pegar nosso voo de volta ao RJ.

Ficamos, a Loira e eu, nesse flerte adolescente por alguns minutos. Até que ela levantou e veio na minha direção. Meu coração disparou. Eu pensava em tudo ao mesmo tempo. Na minha namorada. No que aquela Loira iria fazer. Em quanto tempo eu teria até o aeroporto. Um turbilhão na mente. Não que eu tivesse problemas com auto estima. Confesso que eu me considero um cara bonito. E que sempre cuidei da minha aparência e físico com musculação e esportes (fui jogador de futebol até os 18 anos).

Mas voltamos à cena.

Minha namorada deitada no meu colo. A quela Loira vindo na minha direção. Minha mente em turbilhão.

Ela chegou. Me encarava nos olhos. Que olhos eram aqueles, parceiro…

Eu fiquei na minha. A olhava, igualmente, nos olhos, mas não tomei nenhuma atitude.

Ela, então, se abaixou e falou alguma coisa no meu ouvido. Eu entendi algo como “vem comigo”. Eu, nervoso, apontei a minha namorada. Ela pegou na minha mão direita e gesticulou para levar ela também. “Entendi errado…” – Pensei. Talvez nos arrumaria um lugar para descansar até a hora de irmos embora.

Apoiei minha mina com um abraço e segui aquela Loira até o segundo andar da casa. Ela abriu a porta do segundo quarto e me mandou entrar. Era uma put# de uma suíte com uma cama enorme. Coisa de louco.

Deitei minha namorada gentilmente na cama e me virei para agradecer à Loira, já me despedindo. Então, num dos momentos mais inesquecíveis da minha história até aqui, aquela Loira monumental, inatingível e escultural, me olhou com uma cara de safada e, sem falar nada, me pegou pelo antebraço, já saindo do quarto.

Eu, em Português, perguntava em sussurros “É sério?!?”. Ela me olhava por cima do ombro e sorria. Eu perguntava da minha namorada e ela, brilhantemente, trancou a porta do quarto e, numa cena de filmes da Band, jogou a chave no decote. Registro: tudo em mim endureceu naquele momento. Inclusive a consciência. Esqueci da minha mina e segui cegamente aquela Loira.

Entramos no quarto ao lado. Ela trancou a porta e, sem cerimônias, me tascou um beijo daqueles de fazer um adolescente gozar. E eu, mesmo burro velho, só pensava em me controlar pra não queimar a largada.

Começamos a nos despir, num frenesi de quem parecia sedento pelo outro. Ela tinha, realmente, um corpo sensacional. Não tinha defeitos.

Além de tudo, sabia o que estava fazendo. Me deu um chá de #$%#@, como dizem por aí. Um chá servido de quatro, de lado, sentada, por cima, por baixo e em pé… Que chá, amigos…

Não trocamos muitas palavras, além do “dirty talk” usualmente utilizado em situações de muito tesão. E, parceiro, o que era aquela loira “gemendo” em espanhol?!?! Sensacional…

Foram duas horas de sexo. Completas. E intensas. A melhor transa do meu curriculum… Eu sequer tomei nota que estava em outro país, com a suposta namorada de outro cara e que minha mina estava no quarto ao lado.

O quarto em que estávamos era uma suíte. Ela foi tomar banho e eu, sem me fazer de rogado, me juntei à minha Evita Loira. Aproveitamos pra brincar mais um pouco. Nada muito complexo.

Parceiro, antes de colocar meu pé para fora da ducha, me veio o primeiro susto. Alguém começou a bater apressadamente na porta. E mais: passou a chamar pela Loira. “Fodió!” – Pensei…

Enquanto eu me desesperava e me apressava em me secar e me vestir, a minha Loira saía calmamente do chuveiro, portando um leve sorriso de canto de boca.

Eu olhava pra ela desesperado e ela parecia se divertir com o meu desespero.

Enquanto eu me desesperava, ela, calmamente, foi até uma segunda porta que o banheiro tinha e, cuidadosamente a abriu, meio que se escondendo atrás da mesma.

Para minha surpresa (e sorte!), esta segunda porta dava para o quarto onde a minha namorada dormia. Eu tentei catar as minhas roupas, mas peguei o vi na frente e fui nu mesmo.

Ela, logo atrás, trancou a porta e ficou lá.

Eu, já num clima de “ufa”, colei a orelha na porta do banheiro e tentei ouvir alguma coisa. Parecia uma discussão. Era o Frederico. Até que tudo ficou em silêncio.

Neste momento, eis que do mundo de Morpheu, ressurge a minha namorada e, num grito “sussurrado”, quase me faz cagar nas calças que eu não vestia, tamanho susto que levei.

– O que você está fazendo nu?!?

Eu não tinha uma desculpa de primeira. E nessas horas, parceiro, o melhor é ser o mais honesto possível. Contar a verdade, salpicada de uma mentiras aqui e acolá, não pareceu má idéia.

Eu disse que ela, de tão bêbada que estava, vomitou em mim na festa. Então, a Loira nos levou até aquele quarto e me indicou o banheiro pra tomar banho. Simples. Só que o banheiro é compartilhado com o quarto ao lado e, enquanto eu tomava o meu banho, alguém chegou desesperado batendo à porta. Eu larguei tudo e voltei para o quarto. E agora eu estava ali, em pé, tentando saber o que estava acontecendo. Simples.

Ela acreditou.

E ainda se juntou a mim tentando ouvir alguma coisa. E não demorou muito para que percebêssemos o que estava rolando no quarto ao lado… (voz do Roger – Ultraje à Rigor – mode on): Sexo!

Parceiro, coisa de filme! A minha Loira, depois de uma sessão de sexo alucinada, ainda teve gás para engatar uma saideira com o Hermano Fred!!! Tudo bem que, pelo que ouvimos, não durou mais do que 15 minutos… Mas me bateu uma bad… Parecia que o traído fora eu… Entenderá? Nunca…

O pior: minha namorada começou a se animar, e veio pra dentro, parceiro. E eu descobri que o meu fogo não é tão grande quanto o da Loira. Broxei… Eu coloquei como desculpa o vômito, o banho, a situação, o quarto dos outros, a hora… enfim… Ela até foi muito compreensiva. No fundo, acho que o fato de ter sido “boi” pela Loira pesou mais.

Ficamos um pouco mais no quarto e descemos pra ir embora. O dia já amanhecia e o voo já partiria.

Detalhe: cadê a cueca?!?! Certamente ficara no quarto da Loira. Fui sem cueca mesmo.

Descemos e não encontramos nem a Loira e nem o Frederico. Nos despedimos de alguns que ali ainda estavam e fomos à rua tentar pegar um táxi.

A minha namorada não parava de falar o quanto tinha sido louco aquele dia. O fato de termos ido à Argentina ver o jogo do Flu e ter conhecido toda aquela gente. Tudo parecia muito surreal. Enfim.

Eu só pensava na minha Loira. Há um detalhe a ser dito sobre não usar cueca: quando você lembrar de uma transa sensacional, com uma loira sensacional, seu “boneco” se erguerá e você não conseguirá disfarçar isso. Principalmente da sua namorada…

– Ué?! Agora?!?! – Ela disse, quando já estávamos no voo de volta pra casa.

Eu disfarcei, pus a mão nas pernas dela e sorri. Ela correspondeu da mesma forma, sendo bem sutil, e passando a mão, como por esbarrão, na minha “criança”.

Amigos, quanto mais eu pensava na Loira, mais a “criança” endurecia. E mais animada a minha namorada ficava. Mas não dava pra fazer muita coisa ali. Um voo diurno e cheio.

Enfim, voltamos às nossas vidas.

Nunca esqueci a Loira, e ainda fiz questão de contar para todos os meus amigos. Que, obviamente, ficaram reticentes.
Ainda não existia o facebook. E procurar alguém no Orkut era um martírio. Achei que nunca mais veria a minha Loira.

Até que, há uns dois anos atrás, a procurei no Facebook e, pra minha surpresa, a encontrei!!!

Ela ainda estava linda! Mas era casada e já era mãe! E eu ainda era noivo da mesma guria tricolor.

Mandei uma mensagem despretensiosa, perguntando como ela estava e tal. Ela levou uns quatro dias pra me responder. Mas pareceu muito efusiva. Se disse feliz com o meu contato e por saber que eu estava bem.

Ela disse que estava casada com um fulano e que ele era jogador de futebol, e que, inclusive, era o dono da casa onde fomos à festa.

É… isso mesmo… ela já era namorada do cara naquela noite!!! Ou seja: fomos, os três, não cornos, mas sócios!

Rimos daquilo tudo, e ficamos de trocar mais mensagens. Mas não durou o tanto que achei que duraria. Não era o mesmo encanto. Apesar de ter me surpreendido com o senso de humor da Loira e do quanto ela achava aquilo tudo normal.

Da última vez que falamos, ela iniciou a conversa me mandando a imagem de uma cueca. Obviamente, não era a minha. Mas ela se lembrava.

Rimos bastante!

E, até hoje, aquela Loira permeia alguns dos meus sonhos mais sapecas…

Ê, Argentina…

 – Anônimo

Gislaine Lima
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Gislaine Lima
jan
29
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 14:15

aconteceu-comigo1

Aê Gi, vou contar o que aconteceu cmg esses dias pra vc conhecer um pouco da vida sofrida do pretinho aqui. Meu sonho sempre foi ter um Punto Preto, desde que terminei a faculdade pelo prouni que comecei a trabalhar na Petrobrás. Desde então comecei a juntar grana. No final de 2015, finalmente, pude realizar meu desejo de moleque. Comprei o Punto Preto, zero bala e a vista! Botei os vidros preto, do jeitinho que sempre quis. Fiquei felizasso e pensei “Agora é a hora de curtir o Negro Li” (nome do meu possante).

Saí pra dar um rolé e logo avistei uma Nega na esquina, e que nega bonita, rapaz! Parei o carro e observei ela com olhar de “quero estrear o Negro Li”.  Sim, era uma garota de programa. Preta. Do jeito que eu curto. Não pensei duas vezes e buzinei pra ela. Ela entrou no carro e fomos da uma volta. Eu queria transar dentro do carro, mas a garota era tão gente boa que antes chamei ela pra tomar uma cerveja. Ela topou. Levei ela no shopping, rapaz eu dei a mão pra garota no shopping. Parecia dois preto apaixonados. Até que essa parte foi bacana….

Sentamos na praça de alimentação e logo pedi uma cerveja. Preta. Sim, eu gosto de cerveja preta tb. A garota disse que nunca tinha bebido cerveja preta, o que me surpreendeu bastante. Porra, quem nunca bebeu uma cerveja preta? Enfim, ficamos horas ali bebendo, rindo e se beijando.

Fiquei chapado e assanhado. Nesse momento já tinha esquecido que a garota cobrava por hora. Porra, pensei, ela tá curtindo, tá feliz, certeza que vai cobrar barato! Doce ilusão. Mas deixa essa parte pra depois.

Saímos do shopping e pegamos o possante. Ela perguntou que motel eu queria ir, eu disse que queria estrear o negro li e ela topou. Fomos pra uma quebrada e começamos os trabalhos. Que beijo gostoso da pretinha, rapaz. Que sensualidade era aquela??! A guria olhava com aqueles olhos pretos no fundo dos meus olhos, a jogada de cabelo que ela faz, puta que pariu. Eu fiquei louco.

Ela começou cavalgar em mim de uma maneira que eu achei que os amortecedores do meu carro não iam aguentar. Nesse balanço todo, a garota começou ficar enjoada, pedindo pra parar, mas eu não queria parar, tava bom. Mas ela não aguentou. Sentada no meu pau preto, ela deu aquela gorfada voadora. Vomitou toda a cerveja preta no banco de trás do Negro. Porra, nem gozar eu gozei.

Paramos ali e ela disse que precisava ir embora. Disse que não estava bem e que a cerveja fez mal pra ela. ¬¬
Levei ela embora e nego do céu, na hora de pagar a conta: ela cobrou 600 paus de negro. Disse que ficou o dia todo comigo e como não terminou o serviço cobraria só 600. O nego aqui quase faleceu.

Enfim, dei um cheque pra ela e fui embora. Agora pensa na ironia da minha vida: Preto da Petrobrás compra punto preto, poe vidro preto, leva puta preta pra tomar cerveja preta, ela vomita no banco preto, o preto nem goza e ainda paga uma fortuna, o que o deixou numa situação preta $$.  kkkkk Parece até trava lingua, fala aê?! Mas não, a minha vida que é negritude de mais. Mas eu amo.

Beijo pras pretas! <3

– Anônimo Preto

Gislaine Lima
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Gislaine Lima
jan
18
2016
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 22:12

aconteceu-comigo1

Olá, saudações a todos. Quero contar a todos os leitores e leitoras do Insoonia uma pequena parte da minha vida.
Por motivos que ficarão óbvios, não citarei nomes, nem locais, prefiro ficar no anonimato. Só pra destacar, quando eu me referir a essa pessoa vou chamá-la de ELA, em negrito e maiúsculas.

Bom, vamos lá: Cerca de 18 anos atrás (é, já passei dos 40), conheci uma garota. Linda, por sinal. Quem nos apresentou foi o namorado dELA, que era meu amigo desde que éramos crianças. Na ocasião, fiquei genuinamente feliz por ele, ELA, além de linda, parecia ser uma ótima pessoa. É verdade que eu acabava de terminar um namoro, mas juro que, na ocasião, não tive nenhum desejo por ELA, pois meu namoro havia terminado justamente porque eu iria sair do estado onde morava pra trabalhar em outro. Eu tinha pouco mais de 20 anos, iria sozinho morar longe de casa; como eu não quis, não me senti preparado para casar, minha ex namorada e eu terminamos. E eu estava realmente preocupado e ansioso com essa mudança, não sabia e até temia o que poderia acontecer.

Pois bem, fui embora, lógico que perdi contato com todo mundo. Só voltava à minha cidade uma ou duas vezes a cada 120 dias, e mesmo assim por três ou quatro dias no máximo. Meu amigo e ELA se casaram, fui até convidado mas não pude ir, estava longe na data. Quando voltei definitivamente, alguns anos depois, mantive contato básico com o casal, um telefonema aqui, uma visita rápida ali… nada demais, ELA era esposa de um amigo de infância.

Conheci uma moça, começamos a namorar e resolvemos morar juntos. Sem casamento, vivendo no pecado (rsrs). Por incrível que pareça, a relação entre os dois casais se estreitou muito, ficamos muito amigos. Eu e minha companheira frequentávamos a casa deles, eles a nossa, saíamos juntos… Sempre com muito respeito, com muita amizade.

Mas aí eu comecei a reparar o quanto ELA era linda, especial. Mas era esposa de um amigo, e eu estava comprometido, e eu sufoquei meu desejo. Não tenho pudor em admitir que a desejei, cheguei até a falar um dia, em um encontro entre os dois casais, os quatro sentados à mesa da cozinha do apê onde eu morava, que, se um dia meu amigo e ELA se separassem, eu era o primeiro da fila. Ele e minha esposa (?) murmuraram respostas bobas. ELA sorriu timidamente.

Um ou dois anos depois meu relacionamento foi pro buraco, peguei minha ex me traindo, acabou tudo. E eu, solteiro, e quem eu queria casada, e pior, com um amigo meu. Aí me enfiei em um namoro confuso, conturbado, com uma mulher que me afastou de todos os meus amigos. Perdi contato novamente. Durou alguns poucos anos, e quando eu saí desse namoro, continuei afastado de todos. Não por vergonha, mas por ter me acostumado com o isolamento.

Pois bem, quando menos esperava, meu amigo entrou em contato comigo, falando que ele e ELA sentiam muitas saudades de mim, blá, blá, blá… E me convidou a ir até a casa deles, bater um papo, tomar umas cervejas, conhecer o filho dos dois. Fui tranquilo, após tanto tempo é claro que nada iria sentir por ELA. Mas quando a vi, foi um choque, perdi a fala. Estava mais linda ainda, com um sorriso que me desarmou. Nesse momento eu entendi que a amava. Não uma paixão, um desejo, nada disso. Era algo que nunca havia sentido, muito forte. Era amor.

Não consegui abraçá-la direito, ELA quem me abraçou. E ELA ainda disse que chorou quando eu sumi por causa da minha ex. Ainda bem que não deixei nada transparecer, ninguém viu nada demais. A não ser o fato que eu bebi muito mais do que eu aguentava, só pra tentar esquecer o que senti.

Passaram-se poucos meses, durante os quais algumas visitas esporádicas, sempre com muita cautela pra não dar bandeira. Aí me cai uma bomba: eles se separaram. O que eu devia fazer? Consolar um amigo ou buscar minha felicidade, meu amor? Decidi ir atrás do meu sonho. Me declarei, ELA ficou surpresa, mas aceitou. Nos encontramos, foram os melhores momentos de toda a minha vida, nós dois sabíamos como nos beijar sem nunca ter beijado, nossos corpos se encaixavam com perfeição, éramos dois insaciáveis na arte de dar e ter prazer.

E assim ocorreram vários encontros. Até que o ex marido e agora ex amigo descobriu, e ameaçou tirar a guarda do filho deles. Compreensivelmente, ELA me pediu que me afastasse um pouco, que deixasse a poeira baixar, que eu só fosse encontrá-la quando convidado. Concordei. Mas nos falávamos todos os dias, e tivemos encontros memoráveis no tardar da noite. Só que cometi um erro, um dia fui sem ser convidado, por uma urgência enorme, uma saudade que não cabia dentro de mim. Fui tarde, já perto das onze da noite, e o ex estava indo embora, eu não sabia que era dia de visita ao garoto deles. Azedou tudo. ELA me isolou.

A única data que vou escrever é essa, aconteceu no início de outubro passado. Tentei retomar contato, mas não tive sucesso. Poucos dias atrás, ELA me ligou, me informando que está namorando. Eu só balbuciei que, caso não dê certo, ELA sabe onde e como me encontrar. Agora estou eu aqui, só, sofrendo, e com três tatuagens em homenagem a ela em meu corpo. E sem esperança alguma de um dia tê-la novamente. 🙁

Anônimo

Gislaine Lima
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Gislaine Lima
nov
14
2015
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 21:01

aconteceu-comigo1

Olá pessoal do Insoonia, depois de tanto ler os problemas e ciladas dos meus colegas leitores, resolvi dividir com vocês o MEU problema super atual. Não me identificarei e peço a gentileza que opinem nos comentários.
Estou passando por uma situação muito difícil, que envolve razão e emoção, meu grande amor X meu noivo.

A mais ou menos uns 5 anos atrás, após o término de um longo namoro conheci um outro rapaz em uma festa com os amigos, ele não fazia meu tipo, por isso, o ignorei o máximo que pude. Fugi dele a festa toda, e para minha surpresa, no outro dia ele me ligou, fui terrivelmente cruel com ele, fiquei extremamente brava por ele ter meu número (e da onde tirou??) e estar me incomodando de novo. Mas ele não se importou com isso, com as minhas patadas, e insistia em me ligar todos os dias e em me mandar mensagens carinhosas diariamente, e com o passar do tempo, me APAIXONEI, isso mesmo, ele conseguiu (que droga).

Ele é daquele tipo de cara que tem valores, educado, gentil, que abre a porta do carro, que diz coisas engraçadas, que SONHA alto e tem mil e um objetivos. Sempre fui uma pessoa estudiosa e dedicada, e encontrar alguém assim, com planos e metas, me deixa encantada. Saímos algumas vezes, ficamos, e que beijo, que amor de pessoa, que TUDO!!!

Mas o pior aconteceu, nesse meio tempo apareceu um outro cara na minha vida e logo começamos a ficar, sem ao menos nos conhecermos direito, em 2 meses começamos a namorar. E aquele menino maravilhoso, que eu não quis de início e me apaixonei depois, ficou guardado.

Com a dor, ele começou a namorar a primeira vaquinha que passou na frente. Mas mesmo assim, compromissados, sempre dávamos um jeito de nos ver, era como uma necessidade, até que um dia resolvemos romper de vez. Nos gostávamos mas nunca assumimos um relacionamento. Não sei pq.

Bom, anos se passaram e agora, recentemente, ele reapareceu na minha vida, com o mesmo sorriso encantador, com os olhos brilhantes e disse que havia se separado da moça, que queria recomeçar comigo. O que acontece é que eu ainda namoro e o pior, estou de casamento marcado para o ano que vem. Não sei o que fazer, depois meu príncipe reapareceu, parece que tudo mudou, não penso em nada a não ser estar ao lado dele e finalmente termos um relacionamento. E agora ele está disposto.

Ele esta ainda mais interessante do que antes, mais inteligente, mais culto, mais charmoso e adivinhem kkkk passei a achá-lo lindo, perfeito (coisas de quem ama haha). Mas em contra partida, o meu atual não é muito interessado pela vida, não almeja nada, mas sou feliz ao seu lado e tenho medo de abandoná-lo. Apesar de tudo, ele me ama e me faz muito bem. Não sei o que fazer. Terminar com o meu noivo e me aventurar no amor adolescente com um cara perfeito ou viver o resto da vida com ele somente em meus pensamentos? Me ajudem!! Obrigada! bjs

– Anônima

Gislaine Lima
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Gislaine Lima
out
16
2015
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 18:34

aconteceu-comigo1

Fala Gi! Depois de anos acompanhando seu blog e rindo litros de todas as histórias, decidi contar a minha que aconteceu há pouco tempo.

Então, eu moro em uma cidade distante 340 Km da cidade da minha melhor amiga, que fica também em outro estado (ela se mudou para estudar). E no aniversário dela, fui até la comemorar com ela. No primeiro dia eu estava muito cansada e não queria sair neeem fodendo, também estava triste porque gostava muito de um carinha que trabalhava comigo e ele nem aí pra mim.

Maaaas, depois de muita insistência da minha amiga e da prima dela, saí com elas para a inauguração de uma boate nova. Aquilo pra mim estava um saco porque eu estava acostumada com outro tipo de balada. Comecei a tomar umas doses de tequila para amenizar aquele meu mau humor e depois de uma hora que havíamos chegado, começou a tocar uma banda de pagode, e aí que minha sorte começou a mudar. Quando eu olhei pro palco, mirei em um dos músicos e disse: é ele!

Fiquei paquerando aquela gracinha o show inteiro. Fiquei louca de tesão por ele. Sabe quando vc vê um homem e cisma que quer dar pra ele? E meu querido, mulher quando quer dá, ela dá! E nem saí de casa preparada, dane-se, eu queria só dar pra ele.

Quando o show se encerrou eu os segui até o camarim e fui direto no gato que havia flertado o show todo e, para minha surpresa chega uma “piriguete” e começa a beijá-lo. Mas isso não zerou a minha esperança (mulher qdo quer dá, ela dá..rs), então fui até o produtor dele e pedi um contato para fechar show, disse a ele que iria levar a banda para minha cidade e ele se empolgou.

Depois de falar com o produtor, fui até o gato e disse: eu vou levar sua banda para minha cidade, mas com uma condição: você tem que ir solteiro! E o gato fez aquele sinal de promessas beijando os dedos cruzados (HOMENS… amo eles!).

Cara, quem era eu para trazer uma banda para minha cidade?? Eu mal saía, porém conhecia muita gente influente… Vim embora pensando naquele Deus Grego de um metro e sessenta e cinco (sim, ele é baixinho), super estiloso!! Sério, eu fiquei com uma imensa vontade de dar loucamente para ele…

Pois bem, com uma semana que eu havia chegado, passei o contato do produtor para um amigo que organiza as baladas de uma das boates mais badaladas da cidade e, advinha? Na outra semana a banda estaria na minha cidade e eu mal podia acreditar ou esperar… (tudo isso pela vontade de dá… mulher qdo quer… já sabe…)

Chamei uma galera e fui pra balada vê-lo tocar novamente, foi lindo o show. Tomei mais tequilas, enquanto o imaginava pelado e ereto na minha frente. Fiquei ansiosa para que ele descesse logo do palco para eu poder grudar naquela boca o resto da noite.

Depois de eles atenderem os fãs, todos saíram do camarim e finalmente ficamos só. Rolaram vários beijos e amassos ali mesmo, o tesão era tanto que daria pra ele ali mesmo, até o sol nascer. Mas estávamos no camarim e qualquer pessoa poderia entrar ali. Então olhei para o lado, vi o banheiro e pensei: vai ser ali. E foi!

Ele era tão louco quanto eu para topar. E naquele amasso todo eu senti que ele estava bem animado e como eu estava de saia, ele levantou e começou a me chupar… que língua destruidora! que tesão! Naquele banheiro, fui ao céu em segundos e então retribuí o carinho pagando um boquete bem gostoso. O clima esquentou e, eu queria que ele me pegasse de quatro, mas ele me diz que estava sem camisinha e que tem medo…

Pooooxa, eu também estava sem tomar remédio há mais de um ano (tempo que estava solteira). Droga! E agora?

Então ele diz: só se puder atrás. Ele falou com tanta desesperança, achando que eu não toparia e já triste e decepcionado por ter esquecido a camisinha, isso pq ele não sabia que eu curtia, mal sabia ele que às vezes eu curto até mais que na frente… kkkkkk.

E foi! Ficamos ali, ele comendo meu cu e ao mesmo tempo massageando lindamente meu clitóris… Puta tesão! Até que uma louca começou a bater na porta (empata foda) e tivemos que parar e sair do banheiro os dois. Nisso o pessoal tinha parado de tocar e o camarim estava cheio de gente. Saí dali sem nenhum constrangimento…

Depois que saímos, cada um foi para um lado, eu fui ficar com meus amigos e ele foi ficar com a banda. Depois, como também conhecia os meninos da banda, fui ficar perto deles e quando chego lá, me deparo com o gato beijando uma guria, não me esquentei e comecei a rir por saber que ela estava beijando minha xereca de tabela kkkkkkkk

Ele a largou quando me viu chegando, não sei pq motivos ela veio querer confusão comigo, então logo soltei: fofa, eu estava com ele no banheiro desde o final do show! Acabei de gozar na boca dele!

A guria saiu com ódio no olhar e o gato ficou chateado, mas nem liguei. Depois que aquela loucura acabou e ele foi embora lembrei que o gato não tinha gozado, e então me bateu aquele sentimento de impotência (sim, mulher tem isso).

Dois meses depois, voltei àquela cidade e tinha uma só missão: fazer gato gozar! Fui a um show dele e no final nos encontramos, larguei minha amiga com o namorado e saí com ele de táxi para pegar o carro dele que estava bem distante.

Depois de pegar o carro, ele perguntou onde eu queria ir e eu logo disse: Para o primeiro motel que você achar! (mulher de atitude: o mundo precisa). Só que o gato disse que estava sem dinheiro, e eu, sem problemas nenhum, paguei o motel da noite e com muito prazer, porque valeu muito a pena, ele fez valer a pena, nós tínhamos uma cama dessa vez pra fazer tudo o que queríamos, ele me pegou de quatro como nenhum outro homem havia me pegado e me fez ter orgasmo em menos de dois minutos, e mesmo assim eu o fiz gozar e lavei minha honra! Ficamos 10 horas no motel. Gozei várias e várias vezes. Foi ótimo!

Passaram-se quatro meses e ele voltou à minha cidade, dessa vez em outra boate e adivinhem? Demos uma rapidinha dentro do banheiro de novo, e de novo no furico pq não tinha camisinha. E dessa vez o produtor dele nos flagrou. Vergonha? Tive um pouco, mas gozei de muito alegria! Gente, como explicar tanto tesão por uma pessoa assim? Ainda temos contatos e vez ou outra marcamos uma aventura sexual. Nada mais que isso. Que é tudo!

Aguardo os próximos capítulos! bjs

– R. L.

 

Gislaine Lima
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Gislaine Lima
set
07
2015
Aconteceu Comigo* / Por: Gislaine Lima ás 12:16

aconteceu-comigo1Olá pessoal do insonia,

Primeiro quero parabenizar pelo blog, que acompanho desde muito tempo e acho incrível o trabalho de vocês, mas esse e-mail é pra contar um pouco de uma história amorosa que venho sofrendo há algum tempo, que é praticamente um clichê de novela mexicana. Não sei bem como organiza-la de maneira sucinta e divertida (provavelmente nada de divertido possa ser tirado disso), mas espero que gostem e possam me aconselhar.

Nunca fui um cara muito seguro com mulheres. Quando novo era muito tímido, chegava a ser ridículo chegar em uma garota. Mas vou contar um pouco da primeira por quem me apaixonei e amo até hoje.

Eu tinha 13 anos, era aniversário de 15 anos de uma prima e essa menina entrou na festa vestida de noivinha, segurando uma boneca nas mãos para simbolizar alguma coisa. Era a menina mais gatinha que já havia visto. Aquele dia meu coração bateu de um jeito diferente, mas me faltava muito para ter coragem de pelo menos falar alguma coisa ou tentar chegar mais perto. O destino nos reservava algo.

Tive uma adolescência de muitos amigos, zero dinheiro (R$ 0,000…), poucas meninas, muitas tão feias quanto eu, outras muito mais. Eu era bizarro: Muitas espinhas, cabelo grande de rockeiro, magricelo e pouco assunto agradável pra acrescentar a qualquer conversa.

Minha primeira namorada só veio aos 19 anos e isso depois que comprei meu primeiro carro. Mas com a vida adulta as espinhas se foram, o cabelo ficou melhor, já tinha um emprego, alguns poucos quilos a mais e alguma autoconfiança já surgia para uma vida social bem melhor.

Eu já tinha 23 anos e nunca mais havia visto aquela noivinha de sorriso cheio de aparelhos e pele branquinha. Deu tempo de me apaixonar e me frustrar por muitas outras meninas, mas também foi tempo pra aprender a ter coragem de tomar iniciativa quando sentisse o coração bater forte outra vez.

No dia 22 de dezembro de 2012, um dia após o suposto fim do mundo para o calendário Maia, foi o dia em que a minha vida mudou. Era casamento de um primo meu e eu vi a mulher mais linda que já tinha visto na vida. Sorriso e traços perfeitos. Simpatia que transbordava. Não tinha quem não a olhasse, nem quem tivesse coragem de puxar assunto, mas nesse dia eu tive.

Não pensei para tomar impulso e quando vi já estava de frente conversando com ela na porta da igreja. Ela não prestava a menor atenção nas coisas que eu falava, eu fiquei falando com ela, olhando pra ela e ela só escutando e rindo. Ela era madrinha, se sentou lá na frente e eu nos fundos da igreja, mas eu olhava o tempo todo pra ela e ela as vezes me olhava e ria. Eu não tinha muita noção do que acontecia ali, mas durante a festa puxei assunto de novo. Ela não me dava muita ideia, mas eu fiquei ali perto o tempo todo e tentava arrancar sorrisos e risadas com bobagens que talvez não se deva dizer nessas situações. No final da festa tentei arrancar um beijo e ela me cortou, disse que não podia, saiu de fininho sem se despedir direito e quando vi nem tinha pego celular, nem nada. Droga, eu morava em outra cidade e provavelmente não veria ela tão cedo novamente.

No outro dia já estava em casa e a primeira coisa foi procurar ela no facebook. Ela me aceitou e puxou assunto e só aí que percebi que a menina e a mulher mais lindas que já tinha visto eram a mesma pessoa. Conversamos, conversamos, conversamos… Viajei pra praia com uns amigos no réveillon, mas o tempo todo trocávamos mensagens. Ela queria me namorar e eu não entendia por que uma menina tão perfeitinha queria isso, sem nunca ter nem me beijado, nem me conhecer muito bem. Talvez fosse essa a explicação. Se me conhecesse melhor saberia que ela era demais pra mim.

Voltei da praia e pouco depois tava indo na casa dela pedir em namoro. Não conhecia os pais dela, não conhecia muito bem nem mesmo ela. Eu estava a 200km de casa, às 9 horas da noite, estava eu na porta de estranhos para dizer que queria namorar com a filha deles que só vi duas vezes na vida. Bizarro isso. Quando abriram a porta me deu vontade de fugir e dizer que foi engano, mas pedi licença, entrei. Não pareciam agradar muito da ideia da filha deles namorando e isso criou um clima muito tenso. Fiquei com ela na sala conversando um tempo e ela também não acreditava que eu tinha ido. Eles prepararam um jantar e nesse jantar, bem a moda antiga, eu pedi ela em namoro, com direito a gaguejar e tudo mais. Fui embora e só aí beijei ela, no portão de casa, exatamente 9 anos e 11 meses depois de ter sonhado com isso.

Dormi na casa dos meus tios nesse dia e não acreditava no que tava acontecendo. Não sabia se era fantástico ou assustador. Eu morava em outra cidade, por isso nos víamos a cada dois finais de semana. Foi mais difícil que eu podia imaginar. O pai dela não aprovava o relacionamento. Todo tipo de dificuldade tive que passar para ver ela, mas a gente se gostava e nada diminuía nossa vontade.

Tinham muitas regras que justificavam uma menina tão bonita querer tanto um namorado, mesmo que igual a mim. Não podíamos sair sozinhos, raramente sair acompanhados, só podia ficar com ela em casa quando os pais dela estivessem em casa. Não podíamos andar no mesmo carro sozinhos, não podíamos nos beijar e por aí vai. Mas quebrar cada regra dessa tinha um gostinho incrível, enfrentar cada briga que o pai dela dava, nem tanto.

Ela chegava a apanhar do pai algumas vezes pelos motivos mais bizarros. O pai dela não tinha o menor pudor de brigar com a família na minha frente e em algumas situações brigar comigo mesmo na frente de todos. Mas eu não sou moleque para ouvir desaforos gratuitos e também peitava ele. Ela vivia me pedindo pra fugir com ela, mas eu tinha uma empresa completamente falida, sem menor condição de dar uma vida minimamente digna pra ela e ela tinha uma condição financeira muito boa, fazia medicina em faculdade particular, cartão de crédito ilimitado, etc. Me faltava coragem mais uma vez, mas eu realmente pensava que o melhor pra ela era continuar ali, mesmo que a vida fosse uma bosta naquela família, mas um dia ela se tornaria uma médica, teria um futuro bom e alguma perspectiva de vida melhor que ao lado de um feio e pobre falido.

Tantas dificuldades e o pai dela contra nosso namoro foi dificultando pra gente namorar, e achei melhor dar um tempo. O pai dela me odeia gratuitamente. Choramos muito nesse dia.

Recentemente, vi ela novamente em uma festa, conversei com parentes e amigas dela, menos com ela. Ela não me deu a menor bola. Fiquei bem chateado com isso. O maldito coração voltou a pulsar fortemente ali. Fui pra casa e puxei assunto com ela pelo whatsapp. Nesse momento ela virou o cão. Xingou minha mãe, minha irmã e terceira geração de vagabundas. Me chamou de jeca, pobre, feio e raio que o parta. Eu nunca fiquei tão decepcionado na minha vida. Fiquei nervoso e não poupei palavras para ofende-la também. Falei bobagens e depois descobri que não era ela do outro lado. Eram as amigas piriguetes com o celular dela. Mesmo assim continuei. Pra mim ela tava junto, mas não tava.

Qualquer hipótese de voltar se acabou nesse dia. Conheci muitas meninas depois dela, muitas muito especiais, mas nenhuma me fez sentir de novo tanta adrenalina, tanta vontade de estar perto. Como pode um amor não ser esquecido?

– Renato Gomes

Gislaine Lima
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