A História das Cartas | Blog Insôônia
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A História das Cartas
jun
20
2011
Curiosidades / Por: Gislaine Lima ás 16:00

Centenas de formatos foram usados no mundo todo, desde a invenção do papel, até chegarmos à atual configuração.

Nós as pegamos milhares e milhares de vezes, mas nunca paramos para nos perguntar o porquê das cartas apresentarem suas formas e valores. Na verdade, foi em torno de 1480, na França, que o baralho que usamos hoje em dia surgiu definitivamente. Antes desta versão francesa, temos primórdios de jogos com cartas desde a invenção do papel, na China. De lá para cá, cada povo surgia com uma variante do maço de cartas, alguns com até cinco naipes.

Falando em naipes, a atual configuração deriva de várias fontes, mas a mais aceita é que paus tenha vindo de bastão (ou bengala, porrete), copas eram taças (cups), ouros eram pentagramas ou moedas, e as espadas eram desenhadas como espadas afiadas, mesmo.

Originalmente, as figuras incluíam reis, cavaleiros e valetes (pajens), mas logo os cavaleiros deram lugar às rainhas, aqui chamadas de damas. Em algum tempo, os jogadores ficaram cansados de ter de virar as figuras na mesa a toda hora, pois deixar um rei de cabeça para baixo era um desrespeito, e então criaram-se as figuras de corpo duplo invertido, como temos hoje.

E, por falar nestas figuras, quem seriam elas? Bem, nossa pesquisa chegou a diversas variantes de cultura para cultura, mas o baralho atual é uma convenção aceita a partir de desenhos franceses de Rouen. Antes desta convenção, os baralhos mais usados traziam as seguintes personalidades:

# O Rei de Copas representava Carlos Magno, o Rei de Ouros era Júlio César, o Rei de Paus era Alexandre, o Grande, e o Rei de Espadas era o Rei Davi, da Bíblia.

# A Dama de Copas representava Judith, da Bíblia (ou Helena de Tróia), a Dama de Ouros era Raquel, também da Bíblia, a Dama de Paus era Argine (uma rainha fictícia) ou Elizabeth I, e a Dama de Espadas era a deusa da guerra, Atenas (Minerva ou Palas, em outras culturas).

# O Valete de Copas representava Etienne “La Hire” de Vignoles, um soldado francês, o Valete de Ouros era Roland (sobrinho de Carlos Magno) ou Heitor, de Tróia, o Valete de Paus era o cavaleiro Sir Lancelot (ou Judas Macabeu) e o Valete de Espadas era Ogier “The Dane” la Danois, um tenente de Carlos Magno.

A carta que possui a frente com maior liberdade de criação é o curinga ou joker, que representaria os palhaços dos jograis realizados nos castelos medievais. Entretanto, há teorias que afirmam que o curinga seria na verdade uma invenção americana do século XIX, surgida de uma carta do tarô, o Louco, que não tem número do trunfo e cuja alegoria lembra um bobo da corte.

baralho, cartas, origem, significado
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