10 livros que todo jornalista deveria ler
Os livros abaixo podem ser encarados como verdadeiras aulas de jornalismo. Para você que está na área, ou que deseja iniciar sua jornada por bons livros que levam à arte do jornalismo, taí uma super dica da Tais Laporta, colunista do site Digestivo Cultural. Vejam!
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1. Hiroshima (1946)
O jornalista John Hersey levou 17 dias para entrevistar dezenas de sobreviventes da bomba atômica em Hiroshima (os “hibakushas”) e quase dois meses para escrever. Como resultado, nasceu a reportagem que faria 300 mil exemplares da revista New Yorker desaparecerem das bancas em menos de um dia, em 31 de agosto de 1946. Hersey reconstruiu a história de seis sobreviventes, aliando uma rigorosa apuração com técnicas emprestadas da literatura – o que deu um apetite extra ao texto. A reportagem, mais tarde lançada em livro, foi considerada por acadêmicos de jornalismo a melhor já escrita de todo o século XX. A leitura é indispensável não só porque mudou o jornalismo para sempre, mas também porque ensina como contar uma história com estilo e simplicidade.
2. Os Sertões (1902)
Considerado uma tortura para a maioria dos leitores, o clássico de Euclides da Cunha é um verdadeiro tratado sobre o potencial jornalístico no Brasil. Apesar do vocabulário rebuscado e de parágrafos que parecem indecifráveis, Os Sertões é o retrato de um mundo até então desconhecido pelas lentes da imprensa, construído por alguém que teve a sensibilidade de trazer informações riquíssimas em uma terra desértica. Das três partes em que é dividido (“A Terra”, “O Homem” e “A Luta”), as duas últimas são as que mais interessam ao jornalismo. Os que quiserem encarar não esquecerão dessa viagem.
3. Por quem os sinos dobram (1940)
Ernest Hemingway foi correspondente de guerra em Madrid durante a Guerra Civil Espanhola e conseguiu tirar, a partir deste episódio, uma de suas maiores criações escritas. Apesar de ser uma obra literária, Por quem os sinos dobram é um dos maiores exemplos de como um jornalista pode se apropriar da realidade para construir uma bela narrativa ficcional, sem perder a intimidade com a realidade presenciada. Segue, numa esfera internacional, o caminho de Os Sertões, ao transmitir toda a dimensão de um conflito e apropriá-lo a personagens literários.
4. A sangue frio (1959)
Considerado o primeiro grande livro-reportagem do século XX (inaugurou o chamado romance de não-ficção), A sangue frio resgata, com minúcias, o assassinato de uma família em uma inóspita cidade do Kansas (EUA). É um dos maiores exemplos de como o jornalismo pode mergulhar profundamente em uma realidade e reconstruí-la quase que inteiramente. Truman Capote preparou-se durante anos entre pesquisas, entrevistas e observação para traduzir o universo psicológico dos personagens e relatar os fatos que precederam o crime até a condenação dos assassinos. É um dos livros mais indicados em todos os cursos de jornalismo e referência, até hoje, da combinação entre o árduo trabalho de apuração e elementos literários.
5. Fama e anonimato (2004)
O norte-americano Gay Talese foi um especialista em seguir os passos de celebridades e de pessoas desconhecidas para criar reportagens publicadas nas revistas Esquire e New Yorker. Lançado recentemente no Brasil, Fama e anonimato é uma coletânea de perfis publicados originalmente na imprensa a partir da segunda metade do século XX. Divide-se em três temáticas: a vida urbana em Nova York; a construção da ponte Verrazzano-Narrows; e a vida de artistas e esportistas americanos. Talese trabalha com detalhes aparentemente inúteis, mas que, por suas mãos, dão um ar interessante à narrativa. Um de seus perfis mais famosos, “Frank sinatra está resfriado”, é fundamental para entender a estrutura de um perfil. No making off “Como não entrevistar Frank Sinatra”, o jornalista conta a proeza de ter escrito sobre o cantor apenas pela observação e pela entrevista com pessoas que o cercavam, visto que não conseguiu entrevistá-lo. Outra grande aula de jornalismo.
6. Notícia de um seqüestro (1996)
Poucos conhecem a faceta jornalística do vencedor do Nobel de Literatura, Gabriel García Márquez. Pois esse lado do escritor também se mostra magistral, ainda mais quando se trata de construir um livro-reportagem. A obra reconta uma série de seqüestros, protagonizada por narcotraficantes colombianos em 1990. Depois de entrevistar as vítimas e colher informações mais que precisas, Gabo usa a precisão desses detalhes e a habilidade literária para radiografar o mundo dos cativeiros. Imperdível não só para jornalistas, mas para todos que apreciam seu jeito ímpar de contar histórias.
7. Minha razão de viver
Memórias de um repórter (1987) – O livro de memórias de Samuel Weiner, considerado um dos maiores jornalistas brasileiros, interessa não somente pela trajetória do repórter e, posteriormente, dono do jornal Última Hora. O livro acaba por resgatar fatos de fundamental importância para a história do Brasil, como o memorável furo de reportagem de Weiner com Getúlio Vargas, pouco antes de retornar ao poder nos anos 50. Além de ter vendido jornais como água, a reportagem influenciou decisivamente o cenário político-eleitoral da época. Embora os acontecimentos relatados partam de um ponto de vista pessoal, unem jornalismo e história como mútuos protagonistas.
8. A regra do jogo (1997)
Outra obra que recria a memória de um jornalista, mas também traz reflexões abstratas sobre o dia-a-dia da profissão. Um dos pontos é a ética jornalística, que, segundo o autor, deve ser comparada à do marceneiro, ou seja, à de qualquer outro cidadão. Responsável pela modernização das redações de grandes jornais – O Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo – por volta dos anos 80, Cláudio Abramo emite uma série de desabafos sobre os cargos que ocupou na grande imprensa e sobre o relacionamento com colegas – grandes jornalistas do período. Boa referência sobre os bastidores das redações e sobre as relações construídas nesses ambientes, suas transformações e hierarquias.
9. Manual de radiojornalismo (2002)
Embora o título seja bem específico e até fuja de um foco de leitura mais generalista, seus autores – Heródoto Barbeiro e Paulo Rodolfo de Lima –, ambos experientes jornalistas da rádio CBN, trazem um guia essencial de termos para quem atua nas mais diversas áreas do jornalismo, de economia a esportes. Interessante para consulta, principalmente para estreantes que precisam de socorro em novas editorias.
10. Chatô – O rei do Brasil (1994)
Ler a biografia de Fernando Morais sobre o legendário Assis Chateaubriand (1892-1968) – dono do maior conglomerado da imprensa que o Brasil conheceu – parece uma missão ingrata, dado o tamanho da obra e a aglomeração de detalhes. Lido por muitos com desgosto, Chatô pode ser encarado por outra ótica: uma importante referência sobre a imprensa brasileira, pois recria não apenas a vida de um dos maiores empreendedores do ramo de comunicações, mas também fatos históricos como a era do rádio, a chegada da televisão na década de 50 e as mudanças econômicas e políticas que influenciaram a imprensa nacional.




















FIRST IRARIIRAI -n
quase first
feliz de dorgas ririiaraiara /\
GII EU TI AMU FICA COMIGO!!!
FICA COMIGO GII????????
Por quem os sinos dobram e Os sertões já li… os outros indicados aí vou tentar ler mesmo nao sendo nem de longe jornalista…rs
Nen li o post…
mas eh bastande informativo..
{eu axo}
FICA COM EU GII
q xato véio
tuh nn se cansa naum
or
pqp
:@
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
putz! neli tudo isso! vai me dar sono! ô loco!
Por Sorte não sou nem pretendo ser jornalista!!! =D
Boa sorte e boa Leitura a quem se aventurar …
[/confesso que não sou fã desse tipo de leitura]
O cara q odeia o cara q ama a Gi –’ -pra tuh-
POW CARA DEIXA EU AMAR EM PAZ!!
GII TI AMU
não briguem!! tem gi pra todo mundo!! =)
õ.O
será que entendi certo.. ?!
Post bacana e informativo..confesso que só li duas obras aí citadas…mesmo sendo jornalista hehehe
[...] via Insoonia [...]
Aeee Gi heim arrebentando corações kkkkkkk
Já li o ‘A sangue frio’ do Capote, ótimo livro! Tem alguns que eu nem sabia que existia!
Acabei de trancar a faculdade de Jornalismo, mas mesmo assim, admiro a profissão
Muita inforMÁção !
Muito boa a iniciativa da Tais de indicar estes livros!
Aliás, servem não apenas para estudantes de Jornalismo, mas a todos, principalmente os amigos de PP.
Já li “Os Sertões”, os outros ainda não… mas já favoritei para ler depois!
Parabéns pelo site Gislaine e Gleicou!
o nome de um dos jornalistas era GAY!!!!!
puts tadinho
como zuaram ele na escola
[...] Via Insoonia [...]
Deviam ler o Imbecil Coletivo 1 e 2…
agora só falta o diploma de jornalista…ops…FAIL.
ja ouvi a musica por quem os sinos dobram de raul =P, agora já sei d ond vem o nome da musica
Manual de Rádio Jornalismo é sacanagem….hahaha é bom, mas não dá para estar em uma lista de livros…..acho q faltou medo e delírio em Las Vegas, do Hunther Thompson e O segredo de Joe Gould, do Joseph Mitchel
“o legendário Assis Chateaubriand”
Ele fazia legendas?
Não sei copiou de quem, mas no cogumelo louco tem o mesmo post com o mesmo erro.
“taí uma super dica da Tais Laporta, colunista do site Digestivo Cultural. Vejam!”
Foi erro da Tia Laporta aí, pelo visto.
Hoje em dia tem mais um pra colocar na lista:
“Filho do Hamas”, de autoria de Mosab Hassan Yousef, filho do Xeique Hassan Yousef.
nunca me enterecei por uma ópera tao importante como a do jornalismo.